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Sexta-feira, Dezembro 14, 2007

- Uai, papai... que chapéu é este? (*)



Agora sim, acabou! Ontem foi o dia da minha colação de grau, coroação máxima de um imenso cinco anos de estudos na FUMEC e de mais dois na Faculdade de Direito de Sete Lagoas. Olha, e eu pensei que este dia não iria chegar nunca... nunca mesmo! Nestes sete anos de estudos, muita coisa aconteceu na minha vida. Primeiro, em 2000, dezembro, uma prova de vestibular na cidade vizinha: passei! Dois mil e um, universitário. Minha turma, a A de Direito, amigos e colegas que formaram em 2005 (eu inclusive estava prestigiando o evento) e que estão aí, trabalhando na profissão ou não. Saudades deles todos! A viagem de Belo Horizonte para Sete Lagoas foi minha pior inimiga nestes anos que lá estudei: eram, se não me falha a memória, duas horas indo para a faculdade e outras uma hora e pouquinho para voltar... uma viagem totalmente estressante, cansativa, onde tentávamos nos distrair jogando truco, tomando algumas latinhas de cerveja, cantando e contando piadas.

Em 2002, abril, casei. Mudei do Sion para Nova Lima, uma ótima (se não a melhor) cidade da região metropolitana. O que antes era ruim, piorou um pouco mais, pois teria que viajar mais vinte e três quilômetros, do centro de Belo Horizonte, dentro de outro ônibus, para chegar na minha nova residência. Chegava em casa quase uma da madrugada para poder pegar serviço às sete horas da manhã. O vestibular do meio do ano chegou e eu prestei, novamente, para a PUC e para a FUMEC e, naquele momento, não passei em nenhum dos dois. O cansaço de ir e vir, todos os dias, para Sete Lagoas era visíveis nos meus olhos caídos, na minha indisposição, no meu sono atrasado. Neste ano de 2002 as matérias eram mais apertadas, precisava estudar... mas não aguentava. Fui reprovado em Processo Civil, merecidamente. Em 2003 teria que fazer a matéria no sábado, na parte da manhã.

Novembro ou Dezembro, não sei ao certo, mas prestei, novamente, vestibular para o curso de Direito na Católica e na FUMEC. Fiz a prova, que para mim era a última tentativa, última mesmo. Se naquela não desse certo, iria desistir de tentar mudar de faculdade. O legal é que na FUMEC meu nome ficou entre os 30 que "poderiam" ser chamados se houvesse desistência. Desistência? Pois bem... eu desisti, pois em outros vestibulares, havia ficado em melhores colocações e não fui chamado.

Começou 2003, voltei à Sete Lagoas. Na metade de fevereiro, a surpresa: me ligaram da FUMEC. Minha vez havia chegado. Desisti, então, da Fadisete e rumei para a nova faculdade, deixando para trás dois anos de estudos (algumas matérias eu aproveitei).

Novos amigos, novas companhias. Lembro que no começo fiquei muito deslocado... fazia uma matéria, Filosofia. No segundo semestre, a mesma coisa... só depois do quinto semestre que minha grade curricular se igualou aos demais colegas, pois muitas matérias já havia feito na outra faculdade.

Acho que a história é mais ou menos por aí! Para resumir este post feito rapidamente, na FUMEC também fiz amizades, estudei muito, cresci como pessoa. E ontem, acabou mais um ciclo na minha vida... ou começou outro, sei lá!

Ah, formei!

(*) - foi a cara que meu filhotinho fez quando me viu de beca e o chapeuzinho (que tem um nome... que, sinceramente, esqueci!).

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
3:38 PM


Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

História (real) de Natal!

- Moço, o senhor pode me ajudar?
- Pois não...
- É que estou precisando de um dinheiro para poder inteirar para comprar um gás lá para casa...
- Ixi, hoje eu não tenho...
- Tudo bem, muito obrigada...


E a mulher seguiu, logo à minha frente, dois ou três passos de distância. Tinha dinheiro sim, eu, que havia acabado de comprar uma camisa e uma gravata por cento e vinte reais. Tinha dinheiro sim, pois havia acabado de comer uma feijoada, uma Coca-Cola, troco de moedas tilintando na calça. Lá na frente a mulher, que devia ter praticamente mesma idade que eu, mas bem mais judiada pelo tempo, cabelos para se cuidar, dentes estragados, magra de uma alimentação irregular, solicitava algumas moedas à uma abastada senhora gorda que caminhava o nosso mesmo caminho. A gorda rica negou, escondendo a bolsa de couro por baixo do suvaco gordo e rico, deixando a pobre mulher pobre um pouco mais desamparada.

Não sei o que me passou na cabeça na hora, mas me senti mal por ter, simplesmente por ter, ali, algum vil metal para o meu uso. Algumas moedas não vão me fazer falta - indaguei à parte da minha mente que trabalha com as finanças. Estávamos ainda próximos à mulher gorda abastada (que assustou com a minha presença ao seu lado) quando gritei:

- Moça, moça! Toma aqui algumas moedas...

E passei dois dedos no bolsinho das moedas, pequeno espaço da calça destinado só para elas, e puxei algumas. Foram tipo umas oito ou nove, de um, cinquenta e outros tantos de dez e vinte e cinco.

- Ô moço, muito obrigada...

A gente percebe quando uma pessoa pede por pedir, para se embreagar ou para usar o dinheiro para outros fins ilícitos. A gente sabe, é lógico que sabe! E eu, naquele momento, acreditei piamente na história de sofrimento e de luta daquela mulher. Conversei:

- Então seu gás acabou...
- É moço, acabou desde ontem. Aí eu juntei, juntei dinheiro aqui, ali e agora tá faltando (conferindo as moedas que eu havia dado) sete reais e cinquenta centavos. Como não tinha mais onde arrumar dinheiro, tive que calçar a cara e sair pedindo.
- Você acha que consegue?
- ... se eu encontrar pessoas boas como o senhor, eu vou conseguir.
- É...
- Eu ainda tenho algum tempo, porque às 4 horas busco meus meninos na aula...


Era verdade! A necessidade era real, conseguia sentir na minha própria pele. Estava diante de uma pessoa que precisava, que necessitava de R$ 8,00 para fazer um café, esquentar o jantar dos meninos... porra, quantas vezes o gás lá de casa acabou, no meio do almoço, e eu fiquei desesperado aguardando o motoqueiro chegar com outro?

Ela seguiu cinco passos à frente, entrou no Barba-Azul (um bar próximo ao serviço) e pediu para os fregueses. Eu segui, passei em frente, fui embora. Segui pensando naquala mulher, atravessei a avenida e, quando já ia entrando no jornal, lembrei que eu sou... gente! Sou gente, sou um ser humano, sou inteligente, sou feliz, sou rico (com a graça de Deus), sou generoso e, naquele momento, estava diante de uma pessoa que estava precisando da MINHA AJUDA! Voltei. Voltei correndo e tentando trocar uma nota de vinte no camelô do DVD (momento em que percebi a gorda abastada escondendo a bolsa quando me viu atravessando a rua...pobre mulher rica...tsc!). A mulher pobre saiu do bar e atravessou a rua, do lado que eu estava. Segui atrás para vê-la pedindo ajuda para um homem engravatado (que negou) e para um outro homem que aguardava alguém estacionado dentro do seu carro (que também negou). Foi quando à abordei.

- Vem cá... vem comigo...

Parei na banca de revista, comprei uma bala, peguei o troco e lhe dei uma nota de dez reais. A gente sabe quando a pessoa tá precisando, a gente sabe! A pobre mulher abriu a mão, com as moedas de um, cinquenta e vinte e cinco, e já ia me dar o troco quando falei...

- De jeito nenhum... compra alguma coisa para você e seus filhos com o que sobrar!

A gente sabe quando está diante da morte, do perigo, do medo, da alegria... e também da necessidade. A pobre mulher parecia não acreditar que Deus nos colocou, naquele dado momento, um no caminho do outro. Eu e ela.

- Vai... vai buscar seus filhos que já são quase quatro horas...

E ela foi embora, não sem antes me agradecer novamente, pedir meu nome e dizer que iria orar por mim.

Que legal! Hoje, Deus, hoje aquela mulher pobre vai rezar por mim. Acredite, Senhor... eu estava, sinceramente, precisando...

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
3:38 PM


Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

Ihhh... acho que exagerei!

Faz mais ou menos trinta dias quando recebi uma ligação. Era um cara falando que euzinho aqui havia ganho uma promoção!

- Promoção?

Sim... uma promoção que depois de meio minuto de conversa e mais meio pensando ser aquele lenga-lenga um trote, lembrei. Sim, caros colegas, sumidos colegas deste blog entregue às moscas, eu ganhei um iPod Touch!


Ganhei, mas não levei! O cara lá do treco do negócio do birináite me falou que depende do pessoal que havia sei lá o quê chegado mais ele e os outros entregar o bichinho para o pessoal da promoção para que eles, desta forma, poderem me dar o prêmio. É mole? E isso aí já tem trinta dias... mais ou menos uns 30 dias e doze horas...

Ah, mas eu tô namorando o iPod Touch todo dia na internet. Todo o santo dia. Chego ouvindo meu rádio no telefone celular e, sei lá, me bate aquela vontade de ouvir uma musiquinha melhor na "zoréia" e me lembro do iPod que ganhei (mas ainda não levei), e me contorço de ansiedade. E sabe como a gente mata a ansiedade? A gente mata a ansiedade olhando... e pesquisando no Gogle!


Duvida? Clica aqui!

- Poxa, mas não sabia que eu era TÃO ANSIOSO ASSIM!!

Brincadeiras à parte, quem me conhece sabe que sou ANSIOSO DEMAIS!!!! E chato!

Acho que vou ligar para o cara da promoção pela 14ª vez... hoje!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
1:58 PM


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