Quinta-feira, Setembro 13, 2007
Depois do suicídio do Senado ontem, só nos resta amaldiçoar os políticos
por Arnaldo Jabor
"Malditos sejais ó mentirosos, negadores, defraudadores, intrujões, embusteiros e vigaristas. Que a peste negra vos cubra de feridas pútridas. Que vossas línguas mentirosas sequem. Que vossas patranhas se transformem em cobras que se enrosquem em vossos pescoços, que entrem por vossos rabos e lá depositem venenosos ovos que vos depauperem em diarréias torrenciais. Que vossas bocas se atrofiem em sapos pustulentos, que vos impedirão de beijar vossas amantes nos prostíbulos mentais onde viveis.
Malditos sejais, ladrões, gatunos, rapineiros dos dinheiros públicos, dos quais agadanhais 20% de todos os orçamentos, deixando viadutos no ar, pontes no nada e crianças mortas de fome, mortas de tudo, enquanto trombeteais inocência e honradez nas tribunas. Que a maldição das pragas do Egito vos impeça de comer os frutos de vossas fazendas escravistas, a carne de vossas boiadas imaginárias; que não possais degustar o pão de vossos fornos, nem o milho de vossos campos. Malditas sejam as caras-de-pau dos ladravazes com seus sorrisos asquerosos e imunda honradez ostentada; tranqüilo cinismo baseado na legislação que vos protege há 4 séculos. Malditos sejam os 40.000 canalhas infiltrados na máquina pública, imperrando-a e sugando as migalhas do estado.
Tomara que sejais devorados pelos carunchos que rastejam nos arquivos empoeirados da burocracia que impede o país de andar pra frente. Que a poeira dos arquivos mortos vos sufoque e envenenem como o trigo roxo nos ratos. Se esses canalhas prevalecerem sempre, voltará o dragão do atraso, com 7 cabeças e 10 chifres e 7 coroassem cada cabeça. E a prostituta da miséria brasileira virá montada nele, berrando as blasfêmias todas, vestida de vermelho, segurando uma taça cheia de abominações e de suas fornicações. E ela estará bêbada com o sangue dos pobres e em sua testa estará escrito: mãe de todas as meretrizes. Mãe de todos os ladrões que paralisam o nosso país. Portanto só nos resta isso.
Maldizer, como na bíblia. Que a peste negra vos devore a alma, políticos canalhas; que vossos cabelos com brilhantina vos cubram de uma gosma repulsiva; que vossas gravatas bregas vos enforquem. E que vossos bigodes apodreçam no ar de Brasília.”
Texto do Arnaldo Jabor na CBN.
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4:21 PM
Segunda-feira, Setembro 03, 2007
Organizações Tabajara
Você está formando no curso de Direito de uma faculdade qualquer e está procurando um modo de escrever um discurso de formatura? Você estava pensando em ser o orador da turma mas não consegue de jeito nenhum juntar suas idéias para fazer um texto mais ou menos? Você está sem tempo de pesquisar na internet um discurso de formatura para copiar e mudar algumas coisas?
Seus problemas acabaram: é só copiar este meu discurso (que foi duas vezes escolhido como o segundo melhor discurso da turma) e apresentar para seus colegas.
Importante: ao ler, não gagueje, vai com fé que o segundo lugar praticamente já é seu...
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Quando criança sempre quis ser super-herói! Sempre quis combater o mal, servir à justiça, levar um pouco de paz e esperança para todos, seja aqui no nosso país ou em qualquer outra parte longínqua do mundo. Via na tevê os desenhos animados e pensava, como pensa criança: eu vou ser a diferença neste mundo!
Queria ser super-herói, mas a gente sabe, logo depois do primeiro fiapo de barba na cara ou do primeiro soutien, que aquele super-herói que podia voar, invulnerável, mais rápido que uma bala, mais forte que um trem em movimento e que usava cueca pra fora da roupa não existe no nosso mundo real. O que sobrava então? Ora... destas histórias, vistas inúmeras e inúmeras vezes nas telas de tevê ou nas revistas em quadrinhos, sobrava a vontade de praticar a justiça! Sobrava a ânsia de ver valer nossos direitos, dele ser praticado em prol da comunidade, levanto alento aos fracos e aos oprimidos, assim como nos desenhos animados. Sobrava, e como sobrava, a vontade, a gana, a esperança de um dia viver num mundo de paz, de harmonia, sem nenhum Lex Luthor para avacalhar com tudo de bom que fora, um dia, construído. Como seria bom viver neste fantástico paraíso, hoje presente no imaginário coletivo, criado a partir de uma idéia em que poderíamos obter, com nossos esforços mútuos, a eterna paz social, a felicidade duradoura e a justiça plena.
Então, o que vou ser quando crescer? Arquiteto? Não... serei um operador do Direito! Serei aquele que leva a justiça à quem necessita. Serei aquele com poderes de voar por entre os diversos e maléficos conflitos sociais buscando, sempre, soluções justas e pacíficas para as lides, para as desavenças entre povos, para as rusgas entre estados, democráticos ou não, e, quem sabe, extinguir situações que poderiam vir à beirar confrontos bélicos em níveis mundiais entre blocos econômicos. Serei aquele que defenderá, com unhas, dentes, a nossa Constituição da República, fazendo valer a escrita da lei no que diz respeito às LIBERDADES INDIVIDUAIS do brasileiro, este brasileiro cansado de ver tantas injustiças, cansado de presenciar inúmeras violações à nossa honra como eleitor, abismado de viver em meio à tanta corrupção, de tanta falácia política, de inércia dos poderes, indignados com o jogo de empurra quando se encontra um problema à ser resolvido pelas autoridades competentes, incrédulo com a atual situação carcerária, p. da vida com o descaso com a saúde pública, com as regalias concedidas por uns e outros em elevados cargos políticos, cheio de mágoas e literalmente cansados com este partido aí, que tem como seu ícone maior, o antigo torneiro mecânico, o lider trabalhista das massas e atual presidente da república que não viu nada, que não soube de nada e que, até hoje, parece não sabe de nada do que acontece à sua volta!
O caminho abriu-se à minha frente, faltava agora trilhar a estrada. Imberbe, mas com um pensamento fixo, comecei minha longa jornada que culminou neste nosso agora. Hoje, já barbado, lembro, como se fosse ontem, que o que me guiou nesta trilha fora justamente aquela noção de justiça e construída na infância, que me foi passada pelo aprendizado e por meus pais, outros grandes heróis. Com um forte desejo de fazer o bem, juntamente com a sabedoria das minhas obrigações como cidadão brasileiro e do meu dever cívico de acabar com a impunidade neste país, ingressei nesta ilustre e conceituada faculdade, afim de aprender com nossos mestres como utilizar a Lei, nosso poder maior, e cá encontrei outros que queriam beber da mesma fonte! Perguntaram à um, à outro, outro lá no fundo da sala, e a resposta foi unânime! Queremos levar a justiça à quem precisa! Conjuramos, ali, silenciosamente, um pacto, um pacto que levará nosso Brasil, quem sabe num futuro bem próximo, à um lugar de destaque no caderninho de Deus! Em todos os nossos atos, Ele estará olhando por nós, observando nossas atitudes em prol da humanidade, conferindo, tintim por tintim, o que andamos fazendo para melhorar a convivência entre irmãos, guiando, sempre, nossa consciência e nossa ética na defesa de nossos ideais. Ética... esta aí é uma palavra poderosa, mágica, suprema! Assim como nos quadrinhos, a falta de ética é fatal para nós, operadores do Direito! A falta dela é a nossa kryptonita, que nos enfraquece moralmente, que nos leva à derrocada social, que nos mata politicamente! Sem ela tudo o que almejamos vai por água abaixo! Sem ética a nossa tão amada e esperada justiça não brota, não vinga, não floresce, não dá frutos, mesmo que seja plantada no melhor solo deste universo, que é e sempre será o solo brasileiro! O operador de Direito sem ética é um herói fadado ao insucesso.
Quando era pequeno queria ser herói! Hoje, dia XX de xxxxxxxx de XXXX, recebemos, honrados, nossa graduação no curso de Direito da (nome da faculdade/universidade) como prova inegável e incontestável de que aprendemos uma grande lição! Aprendemos, dia após dia, nestes longos cinco anos que convivemos juntos, a gratificante lição de cidadania e de justiça social; aprendemos que nossa palavra, outro grande poder que temos, deve ser utilizada para fomentar sempre a paz e a igualdade; aprendemos que a Lei deve ser utilizada para o bem coletivo, e não agraciando com toda a sorte de privilégios somente uns e outros grupos de indivíduos detentores de um absurdo poder econômico e político, enquanto outros nascem, vivem e morrem sem ter noção do que é justiça neste país.
Alegrem-se todos! O Brasil agora já tem os seus super-heróis...
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Detalhe: este texto cabe, certinho, numa folha de papel A4.
posted by : o Administrador desta empresa, uai!
11:45 AM
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