Terça-feira, Outubro 31, 2006
Comparações
Sempre medi os preços das coisas em minha volta tendo como parâmetro o preço da cerveja, gelada, vendida nos bares das vidas.
Uma calça jeans, por exemplo, que custa cem reais naquela loja do shopping são quarenta e cinco cervejas e uma latinha; você sai com seu automóvel com a gasolina na reserva, anda despretensiosamente - igual um besta - pela cidade e seu carro pára por falta do tal combustível (penalidade multa no valor de R$ 85,12). Depois de algumas buzinadas e xingamentos, você percebe que seu "meio de condução" fabricou um enorme engarrafamento, lascando o trânsito da cidade toda (efeito borboleta). Fudeu, hein? Agora imagine se chega um fiscal da BHTrans e te mete o ferro? São trinta e oito cervejas, meu caro... trinta e oito cervejas que você deixou de sorver por conta da burrice! E por falar automóveis, um tanque lotado (que é mais ou menos quarenta e cinco litros, quase igual à multa por andar sem gasolina e seu carro parar) tem quantas cervejas?
45 litros X R$ 2,40 (preço médio da gasolina aqui em BH) = R$ 108,00
R$ 108,00 ÷ R$ 2,20 (preço médio da cerveja aqui em BH) = 49 ampolas.
Impressionante, hein? Um tanque de combustível são quase duas caixas de cerveja (gelada, porque se fosse quente, seriam quase três).
Outra comparação que faço é sobre o tempo que tenho só para mim e revistas em quadrinhos. Como vocês devem saber, eu sou totalmente viciado (ia escrever aficcionado) pelas histórias da Marvel, DC e agora Top Cow (se bem que antes, quando quem dominava o mercado era a Editora Abril, eu também adquiria e lia todas as revistas da Image, tipo Youngblood, Codinome: Stryke Force, WildC.A.T.S., Witchblade e etc). Sempre que passava (e ainda passo) nas bancas de revistas fazia a alegria do amigo jornaleiro! E comprava (e ainda compro, compulsivamente) todos os dias alguma revista de heróis para ler, para depois ficar, no conforto do lar (ou até mesmo naquelas horinhas entre um trabalho e outro no serviço) me deliciando com as histórias dos heróis que tanto curto!
E como eu conseguia ler estas avalanches de revistas todos os dias? Ora... se eu tivesse algum tempo ocioso, grudava a cara nas histórias e devorava uma após outra, até não ter mais nenhuma para ler!
Hoje, ao sair de casa, me caiu a ficha:

- Ando totalmente sem tempo para p@rra nenhuma...
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9:11 AM
Quinta-feira, Outubro 19, 2006
From: Rogério <.........@terra.com.br>
To: "Gerolino Incorporation" < gerolinoincorporation@gmail.com >
Subject: roncador
Caro Gerolino,
Estive lendo sua matéria ou comentário sobre o Ronco... "véio to que nem vc".... o que vamos fazer né..... minha mulher já esta pensando seriamente em me matar (hehe) já estou dormindo na sala de porta fechada a uns 2 anos e as vezes ela acorda vai até lá e pede para eu parar de roncar que está encomodando........... caramba... vou ter que dormir dentro do carro... (rsrs).
Vc encontrou alguma forma de para com este "saco" de ronco ?
[]s;
Rogério.
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Caro senhor Rogério:
Em 1999 fui parar numa mesa cirúrgica para poder resolver este "pequeno incômodo", assim como vão para o abate aqueles tenros pedaços de alcatra, contra-filé, patinho e maçã-de-peito, ainda vivos, nos abatedouros clandestinos ou oficiais - ou seja, como aqueles bois que vão para o saco mesmo.
Sangrei por causa do ronco; chorei por causa do ronco; me sacrifiquei, emocional e fisicamente - e porque não espiritualmente - por causa do ronco e, confesso a você, fiquei até um certo tempo sem roncar, mas (como sempre, existe um "mas") com o passar das primaveras, voltei à estaca inicial - principalmente se tomo algumas cervejas "para mais".
Agora este lance de dormir no carro, sei lá, eu não te aconselho não (os vizinhos podem achar que você deixou o motor ligado) e muito menos dormir na sala, de portas fechadas (podem achar, os mesmos vizinhos bicos, que sua casa está em cima duma falha geológica e chamar a Rede Globo para fazer uma cobertura, ao vivo, da sua residência tremendo. PS.: se morar em apartamento, pior.. lembra do Naya?)
Mas vamos deixar de falar coisas tristes! Olha... eu ronco, você ronca, eu acho que 15% da população terrestre e mais ou menos 25% dos visitantes espaciais aqui radicalizados também roncam! Mas olha só, meu amigo, veja o lado bom da coisa: existe o amor! O amor deve e vai, com certeza, superar esta difícil fase da vida! Se sua esposa te ama, de coração, ela vai te aceitar do jeito que você é, ou seja:
COMO UM AUTÊNTICO RONCADOR, tipo um Maverick V-12 turbinado com o cano de descarga aberto!
Não.. não mude seu jeito de ser (e de dormir), não entre na faca, não deixe de tomar a sua cervejinha... roncar é o máximo! Roncar nos distingue dos outros indivíduos que simplesmente batem na cama e puxam um sono simplório! Viu que plus? Nós puxamos um sono e (hehehe) junto, um ronco dos infernos! Não é incômodo - pelo menos para a gente - de jeito nenhum: você já se ouviu roncar?
Aqui... antes de se martirtizar, pense o seguinte: "o ato de roncar é um leve desconforto para a pessoa que dorme ao seu lado, e só!".
Mas nada como o tempo para acertar os ponteiros, certo? Com tempo, sua esposa, filhos, vizinhos (de casa, bairro e cidade) se acostumam...
Atenciosamente,
SAAC - Serviço de Atendimento ao Acionista
GEROLINO INCORPORATION - porque rir ainda continua sendo o melhor negócio.
Gerência de Administração, Marketing, Publicidade e "Cosquinha no Suvaco".
Tel.: 055-031-5555-5555-2222 ramal 9.578-b.
www.gerolino.blogger.com.br
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1:18 PM
Terça-feira, Outubro 17, 2006

sincero # sinceridade
... e ela me pede para ser sincero, expôr meus sentimentos e angústias com relação à nossa relação. Ambíguo, não? Eu me pergunto, silenciosamente, se agora é a hora de ser assim, tão sincero como ela mesma diz. Para falar a verdade, sinceridade nunca foi o meu forte, principalmente quando se trata de falar de mim mesmo e dos meus sentimentos. Coisa estranha de comentar, eu comigo mesmo, tipo Ghost, me vendo de fora para dentro, assim, quase que olhando nos meus próprios olhos e me pedindo também para ser sincero. Passa um automóvel tunnado na rua e me perco em outros pensamentos - como gostaria de ter uma Parati assim, daquele jeito: bancos de couro, rebaixada, vermelho Ferrari, pneus aro 15, rodas esportiva, um som de competição... caramba, que carro! Novamente ela volta à conversar a mesma ladaínha, blábláblá sobre paixão, sobre anéis de compromisso, almoçar na casa dela no domingo, casamento e filhos! Me pergunta, novamente, se eu gostaria de viver aquilo com ela, e me pede, de novo, para ser sincero! De novo? Poxa, este negócio de sinceridade, domingo, alguns minutos para o meio-dia, já está ficando sacal. Sinceridade, sinceridade, será que só se fala em sinceridade hoje? Hoje, porque ontem falamos outra coisa, língua na língua, coisa de corpo, muitos ais. Se soubesse que íamos ficar conversando sobre sinceridade e coisa e tal a teria deixado na sua casa, ainda na madrugada, evitando assim um mal estar entre mim e seus pais! Mas não... este negócio de ficar o maior tempo do final de semana, juntinhos, deu no que deu: um bar, aguardando o almoço, falando sobre sinceridade. Bem que gostaria de dizer que ela é ótima, que tem um sorriso jovial, quase igual à minha prima que tanto venerei na puberdade, e que sim, pensei, tempos, dias atrás - não sei precisar a data -, numa vida à dois, cachorros e gatos correndo no quintal, fazer compras nós dois, viver até o envelhecer, mas foi só um pensamento, coisa que se pensa e passa, nada muito assim.. palpável! Mas como tenho que ser sincero...
- Sinceramente, esta cerveja está uma delícia! Jura que não quer um copo?
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Deixando a crônica de lado, realmente, lenços de papel é coisa que não se empresta, nunca, nem fudendo! Sandra Rosa que o diga...
OS INIMPRESTÁVEIS

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2:19 PM
Sábado, Outubro 14, 2006
Eu te amo, pretinho!
Se tem uma coisa que me acende, se tem uma coisa que eu logo pela manhã penso, se tem uma coisa que, logo assim que ponho na boca, me sinto mais forte para encarar o dia é o tal do café.

E eu nem era assim tão sedento pelo líquido, não. Confesso que o gosto, quando era criança, não me aprazia de jeito maneira - mas mesmo assim bebia, principalmente com Biscoitos Confiança - palitos de leite.. hummmm! Lá em casa minha mãe, meu pai, minhas irmãs e irmão são também adeptos incontestáveis ao cafezinho. Diferentemente lá da minha humilde residência - onde moramos eu, dona esposa e neném, que "ainda" não toma café - o danado é feito com cinco colheres cheias do pó! Já imaginou isso? Cinco colheres para uma garrafa cheia. O cafezinho sai forte para caramba, tipo daqueles que a gente ama beber de manhã bem cedo quando acorda de ressaca e tem que trabalhar. Na minha choupana utilizamos só uma colher para fazê-lo. Diferença, né? Sai tipo um chá de café, bem diferente da casa "da mamãe".
Mas a gente acostuma! E o café do serviço? Eu já havia falado aqui mesmo que eu percebo quando a tia do café sai de férias, certo? É assim, batata, só de dar uma beiçada no copo que percebemos que o café mudou, não está no ponto - ou melhor, ora o café está mais consistente, ora o açúcar está bem para mais! O café da Dona Jô é "os bicho"... gostoso que dói! Mas também, bebendo quase um litro deste delicioso pretinho por cinco anos, manhã e tarde, é para se acostumar e se 'xonar.
Bem, eu acho que agora já chega de exaltar o café, né? Hã? Está esperando para rir? Que nada... hoje o post é em homenagem ao café, principalmente ao café da Dona Jô, que agora mesmo está começando a fazer efeito (ou seja, está me despertando).
A noite de ontem foi foda: 50% da noite acordado, 20% fazendo mamadeira e os outros 30% naquele dorme-não dorme!
Salve o café, salve o pretinho da Dona Jô e salve também o pó de guaraná (que, por sinal, vi no supermercado e não comprei... como sou burro!)
Bem... deixa eu trabalhar que tô apertado de costura aqui...
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9:11 AM
Terça-feira, Outubro 10, 2006
Rotavírus: eu também peguei!
Perguntei para alguns amigos blogueiros aonde foi parar nossa criatividade. A minha, com certeza, eu sei para onde foi parar: foi para o esgoto!
PEGUEI UM ROTAVÍRUS (o nome deveria ser RETOVIRUS, de reto [cuzinho, estrada do cocô, tuím, fiofó...] ) porque o que eu já caguei e o que eu já sofri e fiz a Celite sofrer, não está no gibi e em nenhum manual de sobrevivência em banheiros (públicos ou privados). [*]
Não podia ficar menos de 50 metros do vaso sanitário em hipótese alguma! No hospital, me posicionei, estrategicamente, ao lado do banheiro, antes de qualquer consulta!
- O próximo...
- Sou eu, senhora...
- Por favor, me acompanhe...
- Tem banheiro aí pra dentro?
Que medo de ter que sair daquele porto seguro e me aventurar por corredores escuros, sinuosos, milhares de portas e eu querendo achar um banheiro, num momento de desespero total! Eu estava naquele estado de alerta total: qualquer "deslizamento da flora intestinal", eu correria para o vaso mais próximo para cagar! Qualquer sinal, qualquer remexida na barriga, estava eu lá, livrando a cueca do líquido - líquido mesmo!.
Buscopan na veia, sábado e domingo em abstinência cervejal/churrascal, e cagando igual pato! O Zé (Zéntestino) já não aguentava mais aquela rotina de dez em dez minutos: 5, 4, 3, 2, 1... liberar as comportas. Judiação total! Nada parava, nada! Comi, na base da macheza toda, um pedaço de pão com queijo e um copão de leite com Toddy no sábado à noite (estava o dia inteiro sem comer nada, morrendo de fome e o almoço, para me ajudar, era RABADA) e tive que encarar o lanche! Que loucura... o leite, gente do céu, o leite me faz cagar mais ainda! Depois que limpei o beiço foi que lembrei... eu e o Zé! E dá-lhe xoxorrio na madrugada...
Fui melhorar mesmo lá pro domingo, bem à noite, Fantástico na telinha, e depois de amargar horas e horas plantado no banheiro vendo passar a vontade (vontade?) de esvaziar a barriga vazia! Hoje já estou bom, graças à um remédio que minha irmã me receitou: IMOSEC, mas apelidado de ROLHOL, porque trava completamente o intestino do caboclo.
Para conseguir vir trabalhar ontem e hoje (para não passar nenhuma surpresa desagradável dentro do coletivo, andando na rua, etc), tomei logo dois comprimidos! Agora eu tô com a barriga mais parecendo com aqueles meninos cheio de bicheira, doidinho para mandar barro, mas sem vontade nenhuma!
Nota do Editor: acho que isso vai dar merda!
E enquanto isso, nenhuma inspiração para escrever posts, nem aqui, nem no Mega, nem nos Inimprestáveis, nem em lugar nenhum!
Credo, estou tão sem sal, tão sem graça!! Também pudera, depois de emagrecer 3 litros, quer dizer, 3 quilos em 3 dias, não há criatividade que dê conta...
Opa... o Zé parece que acordou! [**]
_________________________
[*] já imaginou um manual tipo "Como sobreviver a um piriri-gangorra surpresa em banheiros públicos e privados"?
[**] parece que vou perder a primeira aula...
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6:14 PM
Quarta-feira, Outubro 04, 2006
A primeira coisa que tinha que fazer naquela noite era tirar a aliança da mão. Suellen, a jovem mulher de cabelos compridos, de farta carenagem, de sorriso reluzente não poderia saber nunca, jamais, que era casado. Pegou e a colocou no bolso, junto com a chave de sua casa, do seu automóvel quase zero quilômetro e algumas moedas de dez. Seguiu para o encontro, feliz, imaginando as próximas horas, se daria certo ou não as investidas, as cantadas, as indiretas mais que diretas que culminaria, enfim, no prazer máximo por ele desejado.
Adalberto parou defronte do edifício dela, aguardou poucos minutos e contemplou-a surgindo, como uma modelo internacional, da portaria. Deixou-a perceber que prendera a respiração de propósito, simplesmente para emendar com a velha frase do fôlego. Riram, ela sem graça, ele tarado por detrás das roupas. Escolheu um aconchegante bar para bebericarem alguma coisa, fora de rota de qualquer amiga de sua esposa, fora de rota de qualquer conhecido da mulher com quem vive já há algum tempo. Uma vaga, um guardador de automóveis, vem, vem, vem... desfaz, desfaz, agora acerta: "estou tomando conta, doutor".
Pensou, em vez de pensar na morena escultural que o acompanhava, nos milhares de tomadores de carros que existem na cidade. Era terminantemente impossível um cidadão, motorizado, sair de casa com seu automóvel sem esbarrar com um deles, pedindo alguns trocados para que seu carro não sofra nenhum acidente, risco ou, na pior da hipótese, ser roubado por um meliante qualquer. Detestava-os.
Ele, um whisky doze anos; ela um dry martini. Dois, três até ficar no ponto. Decidiram então terminar aquele jogo de sedução para se entregar um ao outro. Pegou a carteira, cinquenta, deixou tudo certo. O carro, o sem-graça do tomador de conta.
- Tá tudo certo, doutor. Tem um cafezinho para mim?
Resmungou com ele que tinha seguro, que havia parado em frente ao bar e que não precisava ter olhado seu automóvel. Insistiu, o guardador de carro, em algumas moedas de pequeno valor, aguardando de longe a boa vontade do motorista. Enfiou a mão no bolso, puxou um punhado de moedas e repassou ao homem. Tinha pressa.
A noite foi ótima. Ao despedir da amante enganada, levou seu pensamento na mulher, oficial, que o aguardava chegar, exausto, de uma jornada de trabalho incrivelmente árdua. Dirigiu até sua casa, parou na garagem, conferiu sua roupa, olhou-se no espelho retrovisor, a mão na aliança que não mais estava onde deixou...
Lembrou do guardador de automóveis que ouviu, calado, sua malcriação e que ao final de tudo sorriu maliciosamente ao conferir as duas pratinhas de dez centavos que recebera de paga, na palma de sua mão, junto com o objeto sem preço nem valor... para o marido!
- Meu bom Deus... Josefina vai me matar!
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2:58 PM
Segunda-feira, Outubro 02, 2006
Baba, papai, baba.
Amigos... tenho o prazer de apresentar para vocês as primeiras fotografias do meu neném!

Eu ia escrever que o narizinho dele parece demais com o meu; eu ia escrever que o formato da boca dele parece absurdamente com a minha; eu ia escrever que ele tem o bochecha assim, bem parecida com a minha; eu ia escrever que ele, quando franze sua testa e observa as coisas ao seu redor, se parece demais comigo; eu ia escrever que o olhar dele é igualzinho com o que tinha quando infante; eu ia escrever tudo isso e muito mais... mas depois achei que vocês iriam ficar enchendo muito a minha bola e desisti de escrever...
Fiz bem, certo?
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2:54 PM
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