blogger




Jornal do Blogueiro

Diretorio 100% brasileiro




<a href="http://www.bloginspace.com/" target="_blank"><img src="http://www.bloginspace.com/_assets/img/badges/bloginspace_145x100.gif" width="145" height="100" border="0" alt="BlogInSpace.com"></a>






Quinta-feira, Maio 25, 2006

Ai, meu Deus... me ajuda, por favor!!

"... e eu sempre te ouço, meu querido filho, e sei bem de tuas diversas dificuldades e do escasso tempo que tens, assim como das tuas inúmeras atribuições diárias. Pensas que tuas súplicas à minha onipresente pessoa nestas horas de aperto passam desapercebidas? Jamais! Lembras daquela vez que não sabias a questão 10 da prova de Direito Civil? Lembras que se desesperou porque não lembravas o que era o instituto da indignidade? Sim, eu sei que lembras... pois então eu, na minha grandiosa onisciência, pus-me a pesquisar para ti aquela malfadada questão! Conferi livros, divinos, alienígenas e terrestres, doutrinas e acórdãos dos homens e nas mentes dos maiores juristas do mundo e, dois segundos após ouvir teu insistente, comovente e já mais que manjado chamado, já possuía, em minhas sagradas mãos, a resposta que tu querias. Sei que não acertastes a questão, lembro que silenciosamente comigo conversou quando recebestes tua prova dias depois da data da avaliação... mas o que eu poderia fazer se a professora estava de olho e por ti passavas à toda hora? Se lhe entregasse o papelzinho da cola poderia ter sido pior, não achas?"


Ps.: que foto é esta? Ai, meu Jesus... (clica aqui!)

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
1:40 PM


Segunda-feira, Maio 22, 2006


Eu morro disso...

Entrei no bar, parei junto ao balcão e pedi uma cerveja. O som da televisão afixada na parede daquele estabelecimento me chamou a atenção por um momento: futebol, Fluminense e Santos disputando um jogo que, à primeira impressão, me pareceu muito emocionante. Voltei a minha atenção ao líquido gelado e amarelo que despejava no copo lagoinha...

- Psiu! Quer me comer?

Por trás do vidro ela me chamou. Conferi-a de rabo de olho e desviei o olhar, não desejando o já desejável. Ela, amarelinha, vistosa e linda como ela só se mostrava para todos que entravam...

- Me come, seu bobo...

Não, de jeito nenhum, mas não vou negar que a desejei logo de cara, é lógico que sim. Todo homem nasce com esta gana, esta fome incontrolável, coisa primal, desejo de carne mesmo... e eu não iria ser o primeiro que fugiu à regra. Pousei o copo no balcão, bem junto à cerveja gelada, e andei em sua direção, chegando perto cada vez mais, cada vez mais próximo dela. Por detrás do vidro espesso a admirei novamente, mas desta vez era um tanto quanto diferente, olhei-a com gula, com volúpia. Ela, imóvel, percebia os sinais em meu corpo, percebia a minha crescente vontade em devorá-la e se exibia mais e mais, despudorada que era aquele pedaço de mau caminho.

- Vem... me pega, me devora... eu sei que você me quer, eu sinto isso!

Sem-vergonha! Sem-vergonha que eu sou, sem-vergonha e apaixonado por ela e por toda a sua família. Oferecida... xinguei-a, silenciosamente, e mordi meus lábios de desejo... oferecida! Decerto que se a devorasse, ali mesmo, estaria condenando meu próprio coração! Meu coração... pensei nele, em meu coração, e na promessa que eu dia fiz em não mais judiar desta minha bomba, jurei... mas como, se ela ainda continuava a se oferecer daquele jeito? Sem-vergonha...

- Eu não sou gostosa? Hein?

Chamei o dono do bar e perguntei a sua procedência. Disse o bom homem coisas sobre ela que me incentivou ainda mais, me aguçou o paladar, me tentou como nunca antes, me deixou com água na boca... iria comê-la, sim, agora decidi comê-la, ali mesmo, em cima do balcão. Outros homens entravam no bar, encaravam e salivavam por detrás do vidro, babavam por ela despudoradamente, aquela que agora eu desejava com toda a força do meu ser: tive medo de perdê-la, acredite, tive medo de perdê-la para sempre...

- Me come, me come agora...

Com um prato numa mão e um garfo na outra, o homem do bar abriu a estufa e a caçou habilidosamente. Mergulhava, afundava, tirava um, dois pedaços de maçã-de-peito cozida e me mostrava o pedaço no prato para que eu escolhesse...

- Eu quero esta aqui, esta maçãzinha-de-peito com este pedação de gordura amarela... ahhhhhhh, esta mesmo!
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
Nota importantíssima do autor: gente, eu agora mesmo procurei por toda a internet uma foto, uma fotinha piquititinha de uma maçã-de-peito cozida para estampar este post e, infelizmente, não achei nada, nada mesmo. O jeito vai ser voltar lá no botequim e bater uma fotografia da danada... oba!
Nota importantíssima do autor parte dois: O Valdir do NeuraGeral achou! Nossa... é de dar água na boca!! (clique aqui!)

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
2:13 PM


Quarta-feira, Maio 17, 2006

Sonho meu, sonho meu...

Meu, seu, deste cara que está do seu lado, do motorista da perua, da dona de casa, do padeiro, do cozinheiro, da cafetina, do peão, do chefe do peão, do supervisor do chefe do peão, do gerente do supervisor do chefe do peão, do presidente e seus assessores, do povo todo do Planalto, das planícies e dos alagados mais longínquos e paupérrimos deste Brasil afora!

Agora me fala uma coisa: quem não gostaria de ganhar...


Eu conheço um cara que, se ganhasse, iria fazer e acontecer...

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
4:29 PM


Terça-feira, Maio 16, 2006

Ela...


O clima naquele ambiente fechado foi o pano de fundo do encontro daqueles dois. Flertaram-se, ela querendo ir fundo, ele de peito aberto para novas experiências. Todo ano aquele homem de óculos fundos arrumava uma destas, perdidas no mundo, e ficavam juntos por alguns dias e noites, suando por sobre a cama e embaixo de macios cobertores. Mas desta vez foi um pouco diferente, pois apresentou-a à uma colega de trabalho que, assim como o mancebo, não resistiu às investidas daquela bruxa e baixou, totalmente, suas defesas. Os dois quedaram-se, como se pegassem fogo, por aquela peste, novinha e irresistível.

Trabalhando juntos, estando juntos, ouvindo a respiração ofegante e dos chiados uns dos outros do lado oposto do escritório, não bastou muito tempo para que ela se juntasse, como uma incansável amante, aos outros colegas de repartição. A moça franzina a levou para sua residência, apresentou-a para o seu marido e este, indefeso, inocente e indecente para estas novidades que como todo homem que se preste é, deitou-se com ela por dois dias seguidos; o outro que lidava com contas para sua filha moça e esta para suas outras amigas e confidentes de banheiro feminino; o chefe para a outra chefe do sexto andar, esta para a gerente, dela para o estagiário... e assim todos tomaram conhecimento da ilustre convidada do ano. Todos íntimos agora, todos indefesos perante ela que continua à andar, à solta pela cidade, espalhando seu perfume tóxico pelos ventiladores, nos perdigotos e deixando rastros de batons em lenços de papel quando se assoa o nariz escorrendo...

É... pelo visto eu também vou ficar gripado!!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
5:59 PM


Sexta-feira, Maio 05, 2006

Meus amigos, tenho que te contar uma coisa...



Se tem uma coisa legal de se fazer durante o dia é conversar. Converso à toda hora com a minha colega de trabalho, a Geogeo (que é a primeira à gerolinar), com o pessoal da Contabilidade (ani shiba, salum morum, Malingão é du calái!! PS.: lembra a música da introdução do Spectreman? Foi feita para o nosso amigo Marinaldo, ou Malingão, se preferir), o pessoal do oitavo... poxa, converso com todo o mundo... literalmente.

Quando não estou exercitando o falatório, estou digitando coisas legais e interessantes pelo MSN com colegas de faculdade, amigos, companheiros e principalmente os blogueiros.

E como todo mundo se diverte, porque falar e pensar bobagem e coisas inúteis é com a gente mesmo... não é, Vevila? (pode clicar, gente!)

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
6:15 PM


Quarta-feira, Maio 03, 2006


Depois do lobo farto, quis jejuar o dia seguinte ou cada circo tem o palhaço que merece.

Rei de Portugal acaba de entrar.

Rei de Portugal: Caminha, ó Caminha... quanto tempo!
Caminha: Meu Rei, perdoe-me pelo meu súbito desaparecimento, mas é que estive alguns dias impossibilitado de comunicar-te sobre o infortúnio que se abateu sobre este seu servo!
Rei de Portugal: Ora pois... o que acontecestes?
Caminha: Fome, Milorde.. fome seguida de baixíssima defesa do meu organismo e, sendo assim, quedei-me doente...
Rei de Portugal: Mas fome, Caminha... como assim fome, se estais no país do tal Fome Zero?
Caminha: Sim, estou vivendo acá por um tempo deveras prolongado, mas ainda assim tal programa do Governo não atende todos que habitam este verdejante país...
Rei de Portugal: Estranho... pensei, cá com meus botões reais, que todos que aí viviam comiam, pelo menos, três vezes ao dia...
Caminha: Três? Milorde... escuse-me, mas de onde tiraste tal bisonha e devera engraçada história?
Rei de Portugal: Hummm... se não me falha a memória, de um congresso internacional ou cousa assim que aconteceu acá mesmo, na Europa... mas devo ter me enganado então sobre qual nação...
Caminha: Meu amado Rei, aqui neste país que tudo que se planta dá, me desculpe o palavriado nada convencional...
Rei de Portugal: Podes rasgar o verbo, ó Caminha...
Caminha: Pois bem, aqui o bicho tá pegando geral. Tem neguinho matando a fome da janta no almoço, sacou?
Rei de Portugal: Ah, assim, escrevendo sem firulas, estas bem melhor...
Caminha: Valeu, chefia!
Rei de Portugal: Mas conte-me, com detalhes, porquê passastes fome aí, meu súdito, sendo que li aqui, nos jornais que acá circulam contendo notícias do Brasil, que só não come quem não quer?
Caminha: Só não come quem não quer? Peraí, não saquei qualé da parada...
Rei de Portugal: Não tem aí um infante que estás a teimar com seus pais e fazer greve de fome?
Caminha: Ah... tu tá falando do Garotinho...
Rei de Portugal: Isso, um tal garotinho...
Caminha: Não chefe... o Garotinho, um político meia-boca que tem aqui e que já foi, inclusive, Governador de Estado...
Rei de Portugal: Deste Estado onde tu estais e onde fica esta tal da cidade maravilhosa que sempres comentas?
Caminha: Isso mesmo, daqui mermo!
Rei de Portugal: Ora pois, pois... como se coloca um qualquer para tomar conta dum estado tão grandioso como este?
Caminha: Ah, o povo daqui é meio doido... ou meio besta!
Rei de Portugal: Mas conte-me, porquê este homem - é homem, e não é um garoto, certo? - se dispôs a não comer?
Caminha: Ah, é que uma rede de televisão dedou o cara duns lances aí que ele tá no meio. Falcatrua que parece ser das bravas, se ligou?
Rei de Portugal: Jesus, como pode uma cousa dessas...
Caminha: Aí uma revista meteu o cara na capa com rabo e chifre e tacou mais lenha na fogueira...
Rei de Portugal: Cristo do céu... e este homem, será que ele tem alguma coisa com isso?
Caminha: Ah, deve ter, senão o cara, em fez de fechar a boca para a comida, soltava a língua, chegava junto do pessoal e mandava ver.
Rei de Portugal: É, coitado... deste jeito ele nunca mais vai conseguir se eleger para nenhum cargo público...
Caminha: Ah, esqueci de te dar a moral: ele é um presidenciável.
Rei de Portugal: Um o quê?
Caminha: Presidenciável: candidato à Presidente, no caso, daqui mesmo, do Brasil, sacou?
Rei de Portugal: E está fazendo greve de fome porquê foi pego com a boca na botija?
Caminha: É isso aí!
Rei de Portugal: Estou incrédulo... isso, eu acredito, só acontece com os políticos desonestos deste país...
Caminha: Parece que é, chefe...
Rei de Portugal: Vem cá, Caminha... e quando é que o começa o jejum daquele senhor barbudo?
Caminha: Quem? Papai Noel?
Rei de Portugal: Caminha, volte à falar normalmente, sim? Ou melhor, cala-te...
Caminha: hum hum!

Rei de Portugal não pode responder porque o status de Rei de Portugal é "se bem que perder alguns quilinhos não é nada ruim..."

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
7:17 PM


Terça-feira, Maio 02, 2006

Esta é a história da Josefina, moça que desde cedo se enamorou, noivou e casou com Adalberto. Este é o relato de sua vida em causos que transitam facilmente do conflituoso ao cômico, mas sempre passando pelos olhares e comentários indiscretos e espirituosos de seus sofás, Clementino e José Uoshington. Móveis que falam, um marido não lá muito confiável, uma esposa de alma pura e inocente... isso dá ou não dá uma boa história?



Mais de um mês se passou desde que a mãe de Josefina se hospedou por dez ou menos dias na casa da filha e do genro. Se estava tudo correndo bem? Ah, sim... tudo correndo às mil maravilhas. Olha só as duas chegando do sacolão...

Dona Clotilde: Nossa, minha filha, quem é aquele moço que você cumprimentou?
Josefina: Quem?
Dona Clotilde: Ah, quem... quem você acha que estou falando?
Josefina: Não sei, mamãe...
Dona Clotilde: Josefina, ou você é boba ou está fingindo de boba: estou falando daquele moço musculoso que te cumprimentou no hall...
Josefina: Ah, aquele?
Dona Clotilde: É... "aquele" fortão, bonito e cheiroso. Quem é?
Josefina: É um morador do prédio...
Dona Clotilde: Mas que morador, hein?
Josefina: Mamãe!
Dona Clotilde: Minha filha, eu estou separada, não estou morta...
Josefina: Mas mamãe... o professor tem idade para ser seu filho...
Dona Clotilde: Querida, filho é filho, o resto é o resto... que tem de mais eu ter te perguntado sobre ele?
Josefina: Nada... mas é que você é minha mãe, uma senhora de respeito...
Dona Clotilde: Filha, entende bem uma coisa: eu sou, antes de tudo, uma mulher que aprecia as coisas boas que a vida nos proporciona. Ou você acha que só porquê me separei do seu pai que eu tenho que viver na clausura?
Josefina: Não, eu sei que não é por aí... mas logo o professor do 512?
Dona Clotilde: Ora, ora... professor de quê aquela belezura?
Josefina: Acho que... sei lá, mamãe!
Dona Clotilde: Mas você falou que era professor... Josefina, eu estou te achando meio perturbada...
Josefina: Imagina...
Dona Clotilde: Você e este tal professor, por acaso...
Josefina: Por acaso o quê, mamãe... o que está querendo dizer?
Dona Clotilde: Você e ele já tiveram um caso? Ou melhor, você tem um caso? É isso? Vocês já dormiram...
Josefina: [enrubescendo] Ló-ló-lógico que na-na-não, mamãe... mas que coisa!
Dona Clotilde: Tem sim, eu agora sei que sim...
Josefina: [falando baixinho] ... meu Deus...
Dona Clotilde: Quem diria...
Josefina: Mamãe, por favor, fale baixo...
Dona Clotilde: Então eu acertei? Você trai o Adalberto...
Josefina: [sussurrando] Foi só uma vez, mamãe...
Dona Clotilde: Uma vez?
Josefina: Fale baixo, senão os sofás vão ouvir...
Dona Clotilde: Quem?
Josefina: Os sofás...
Dona Clotilde: Sofás? Que sofás?
Josefina: O Clementino e o José Uoshington!
Dona Clotilde: Peraí... não estou entendo nada...
Josefina: É que os dois não sabem disso, entende? E esta história eu guardei inclusive do Clementino, o sofá que eu mais confio...
Dona Clotilde: Filha, de quê você está falando?
Josefina: Dos meus sofás: o vermelho, Clementino; o verde que a senhora dorme, o José Uoshington. Eles me ouvem, conversam comigo, me dão conselhos... são meus amigos, entende?
Dona Clotilde: Tá, entendi... você está querendo me dizer que... kakaka! Entendi... é uma brincadeira, não é?
Josefina: Como?
Dona Clotilde: Ô, Josefina... mas você é muito boba, Josefina.. hahahaha! Ô, gente..
Josefina: Mamãe, agora quem não está entendendo nada sou eu!
Dona Clotilde: Sofás que falam com você, te ouvem, te dão conselhos, e você pegando aquele gostosão sarado...
Josefina: Mas é verdade, mamãe... eu juro!
Dona Clotilde: Tá bom... mas eu nunca imaginaria que você possuia esta veia cômica...
Josefina: Mas mamãe...
Dona Clotilde: Sofás que falam, onde já se viu... e eu, quase acreditando em você...

-----------------------------------------------------------------------------------------------------
Prometo que este mês escreverei mais, ok? Por exemplo esta história da Josefina... acho que tá na hora da gente colocar os pingos nos "is", não é? Ahhh... não se esqueça de fazer a fezinha lá na...


posted by : o Administrador desta empresa, uai!
5:43 PM


webdesign