Quarta-feira, Março 29, 2006
No cú de quem?
Sabe aquelas provas que não se parecem nada com cebola, que não tem gosto de cebola e muito menos o formato de uma cebola mas que quando você senta na carteira, recebe a danada e começa a descascar as questões, te dá vontade de chorar? Pois é... ontem me deu uma aflição filha-da-mãe no peito ao (tentar) responder as mais de 10 questões (sabe que nem sei quantas foram?) da prova de Processo Civil.
O suor gelado começava a brotar da fronte, o riso de nervoso ao folhear o Código, a certeza incerta das respostas, um pensamento nos dizeres do Deodato, um limpar na lágrima sorrateira escorrendo debaixo do óculos, lápis e borracha trabalhando incessantemente para, ao final... naba!
Naba! Ontem sim descobri, da maneira mais estudantil possível, o verdadeiro significado da expressão "entrar na naba": se lascar, se fuder, dançar bonito, levar ferro, se escafeder... enfim, levar uma naba sem fim, sem dó e sem piedade. Triste, mas foi a mais pura realidade. Ontem aquela prova estava tão fudida, mas tão fudida que eu me senti, literalmente, no cuzinho do Zé Esteves...
Sabe que horas que saí da faculdade? 23:00 horas, e deixei colegas descabelados no front de batalha, tentando, de toda maneira, se safar da naba galopante e desembestada que estava igual uma louca varrida naquela sala de aula... cruzes!
Você, que está sempre aqui lendo minhas bobagens, sabe que eu adoro tirar o engraçado das situações mais desesperadoras, né? Pois não é que ontem, depois daquela fatídica avaliação, eu não coloquei minha cachola para funcionar e pensar besteiras? É... e eu pensei em sexo. Pensei, com meus botões, que se ontem eu fosse (...), com certeza broxaria pela primeira vez na vida. Ah, não ia dar outra (ou melhor, não daria para "levantar a moral" do pingulim de jeito maneira). Acredito que nem com dois ou três comprimidos azuis resolveriam a parada, mas nem em sonho...
E por falar em sonho, lógico que sonhei a noite toda, todinha mesmo, com a porcaria da matéria: PROCESSO CIVIL. Eu procurava embargos e não achava no código, olhava, folheava desesperadamente, tentava lembrar o número do artigo...
(CLIQUE AQUI PARA VER A RESPOSTA!)
... e a resposta estava lá, na minha cara, o tempo todo. É ou não é para acordar molhadinho de suor? Ah é, ô se é...
- Ai ai, tô no cú do Zé Esteves...
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E pensar que tem gente pensando em outra coisa lá no...

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10:09 AM
Sexta-feira, Março 24, 2006
De pouco basta o salário.
Taí... não gosto de carro pequeno. Uninho, celtinha, BR-800 da Gurgel (cruz credo), o Ka e aquele Towner de cachorro quente... todos estes carrinhos de tamanhos diminutos não me fazem a cabeça. Neste ponto eu puxei meu pai com tudo o que é direito, o gosto por carros grandes: meu velho tem um Opala, aquele carrão, cinco quilômetros de capô, dez de cumprimento, um verdadeiro barco sobre duas rodas. E eu... eu, assim que melhorar a bambeza nas minhas duas pernas, hei de comprar para mim um Ômega seis canequinhos.

Gasta muita gasolina, né? A manutenção é cara, né? O banco é de couro, né? Tem ar condicionado, computador de bordo, teto solar, piloto automático, um enorme espaço interno e chama a atenção, né? Ele rodando parece que está flutuando no asfalto, né? Tem um motor da Chevrolet importado da Alemanha que é o bicho, né?
Pois é... ô máquina, viu! Sei muito bem que hoje existem carros mais modernos (e consequentemente muito mais caros), mas este Ômega 93/94 ficou na história. Sabe, uma vez rodei num alguns míseros quilômetros e me apaixonei pelo automóvel... ai ai!
Agora deixa eu estudar que estou 4 páginas atrasado...
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7:57 AM
Quarta-feira, Março 22, 2006
Senhoras e senhores, com vocês...
É, vão começar as provas do semestre. Nesta sexta-feira já teremos uma (de tirar o couro), terça que vêm outra (onde se joga, despistadamente, um pouco álcool na carne viva), na quarta emenda mais uma e por aí vai a gracinha até o final de junho, quando podemos ver, como nossos próprios olhos que a terra ainda há de comer, vários alunos moídos pelos cantos da faculdade. Pois é... acabou o sossego, acabou a mamata, acabou tudo que era relacionado com o interminável coçar nos sábados e domingos da vida: as avaliações já estão praticamente batendo à nossa porta.
E o segredo, eu lhe pergunto! Ora, o segredo é, logicamente, JÁ ESTAR PREPARADO para elas! Eu, por exemplo, para esta prova de sexta-feira e principalmente para a que vai acontecer no próximo dia 28, já me preparei...
a) para levar ferro na primeira prova de Administrativo (que é isso, minha gente... que matéria complicada da porra é esta!) e
b) já preparei e inclusive poli meu "escafandro cerebral" para a prova de Processo II que vale 40 singelos pontos (sinceramente eu acho que vou afundar e não sei mais o que fazer: quanto mais leio, menos entendo...)
Viu? Se a gente se prepara antes, a probabilidade de termos uma surpresa desagradável depois da fatídica avaliação é quase zero...
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9:57 AM
Sexta-feira, Março 17, 2006
Momento "Ué, ainda?"

Que trem esquisito: o pessoal lá de dentro não fala nada, todo mundo aqui fora com a pulga atrás da orelha, aquele medo disso aqui ficar parecendo o (falecido?) Weblogger..
Agora vamos falar sério: tem alguma coisa muito errada, não tem?
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9:01 AM
Quarta-feira, Março 15, 2006

O relógio da vovó.
Paulinho, que era estudante de Ciências da Computação na Federal, deu de presente para sua avó Dita um lindo relógio, assim, sem mais nem menos. Mas não se tratava de um relógio qualquer, mas sim de um relógio inteligente que adquiriu numa Feira de Tecnologia, que além de mostrar a hora - como todo bom relógio - ainda fazia um apanhado geral do feliz proprietário e com ele tinha um diálogo sobre o que constatou.
A velhinha à principio relutou em trocar o antigo pelo novo, mas diante da insistência do neto, deu o braço à torcer. O menino fez os ajustes e o relógio, já na pele da saudável octogenária, disparou:
- A pressão arterial está boa, a osteoporose do fêmur está totalmente controlada e tem muito Corega na sua dentadura... bom dia, Dona Dita!
Espanto. O que este pessoal mais falta inventar? Ela, que presenciou na sua cidade o surgimento do rádio, da televisão e do telefone, agora tem no pulso esquerdo um relógio inteligentíssimo, coisa de última geração, tipo o tal do iPod e o Palm Top.
Passaram-se alguns dias e Dona Dita teve que ir ao centro receber sua aposentadoria. Entrou no ônibus, se acomodou na cadeira e perdeu-se olhando a paisagem da cidade. Nisso ela olha para a passageira do lado e percebe que a moça tem no pulso um relógio idêntico ao seu. "Ó, meu Deus... onde está meu relógio?"
Dona Dita estremece ao perceber que não está com o seu relógio no pulso. "Não se pode mais andar nesta cidade... por todo lado tem um ladrão pronto para roubar senhoras indefesas". Armou-se de uma agulha de tricô que trazia na bolsa, encostou na barriga da passageira do lado e disse:
- Me passa o relógio agora, sua vagabunda!
Recebeu o relógio, puxou o sinal e desceu do ônibus, rápida e sorridente. "Ninguém rouba a Dona Dita não, ninguém..." e saiu caminhando pela rua, o sorrisão de canto à canto na boca e depois assobiando uma marchinha de Chiquinha Barbosa. No meio do caminho coloca no pulso o presente que o neto havia carinhosamente lhe dado que dispara:
- Ausência de silicone nos seios, massa corpórea bruscamente alterada, a altura não corresponde aos dados anteriormente coletados, nenhum, mas nenhum sinal mesmo de anticoncepcionais no sangue... e o que é isso nos seus dentes? Você não é a Jamille, é?
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Hoje é quarta-feira... já fez a sua fezinha?

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11:25 AM
Terça-feira, Março 14, 2006
- Olha o remedinhoooo...
Acho que já contei para vocês que fui procurar um médico alguns meses atrás para ver porquê cargas d'água minha pressão estava alta.
Liguei, marquei, compareci, mofei na fila, fui atendido, contei a história da minha vida em três minutos, ele me auscultou e me tascou uma receita de um remédio fraquinho para baixá-la. Não estou discordando do diagnóstico do profissional, de jeito nenhum, mas quando mencionei casos de pressão alta na família e mostrei os exames daquele aparelho que mede a dita cuja por 24 horas, o médico já descartou qualquer outra hipótese e me receitou o comprimido que, mesmo fraco, me dá uma leseira dos capetas.
A pressão? Olha, eu, na minha sábia ignorância, acho que vai bem, obrigado... mas ao mesmo tempo acho que não melhorou muita coisa não, principalmente por conta das dores de cabeça que sempre sou acometido ao fim da tarde.
Pois bem... uns dias atrás, depois de ver uma reportagem na televisão sobre nefrologia, caí na real e saquei qual é o verdadeiro mal que me aflige: meus rins! Ou seja, o negócio não é tratar diretamente a pressão alta, mas sim ver se os três meninos (o outro faleceu) estão bem, se estão indo às aulas todos os dias, se estão fazendo o dever de casa e se não estão desobedecendo mamãe bexiga!
Simples. Simples e um tanto quanto estranho. Estranho porquê a gente tende à confiar quase que cegamente no cara de branco como confia na mãe da gente, faz direitinho (ou quase) o que ele manda, regula daqui, regula de lá, faz o sacrifício ferrenho de se medicar na hora correta... e ele, o profissional, pode ter se equivocado no seu diagnóstico ¿ afinal, ele é humano como todos nós.
É igual ao caso do dermatologista que me receitou umas pomadas para acabar com umas manchas que eu tinha no tórax. Me lambrecava todo de noite, sujava a blusa, o lençol, era uma beleza que só vendo - mamãe amava - e o negócio não deu nenhum resultado. Procurei um novo profissional na área depois de 3 meses, o moço de branco olhou com olhos de ihhhh e me mandou tomar uns comprimidos.
Desta vez o remédio foi tão eficaz que até minhas frieiras de estimação foram embora...
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Já fez a sua fezinha? Hoje não tem sorteio, mas tem muitas histórias engraçadas no...
Um dia ainda ganho na Mega Sena.
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9:38 AM
Segunda-feira, Março 13, 2006
Segunda-feira, muitas novidades...
... no ar, muita coisa para contar e eu ainda nem conferi meu cartão! Quem sabe hoje deu, hein?

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8:57 AM
Sexta-feira, Março 10, 2006
Grávido, eu?
Acho que o lance legal da gravidez é tipo o que rolou ontem conosco: ela pensando alguma coisa lá do outro lado da cidade e eu, lá nos cafundós dos judas, imaginando no mesmo negócio. Rolou uma sintonia, tendo o neném como condutor das vontades, tipo uma anteninha na barriguinha cada vez mais saliente da dona esposa.
Eu estava com vontade de comer lasanha, uma daquelas bem gostosas, queijo derretendo, deliciosa la-sa-nha de frango. Estava ;literalmente morrendo de fome, morrendo mesmo e, para melhorar os esguichos de suco gástrico no vazio do estômago, conversando pelo MSN com uma amiga (né, Lelinha?) sobre os benefícios que uma massa bem feita pode fazer para quem está, num dado momento da tarde e horas e horas depois do almoço, com a barriga nas costas. O negócio apertava, a fome dobrava, triplicava, quadruplicava... e não ia ser um pão de queijo com Coca-Cola (ou uma pêra com dois litros d'água) que iria resolver.
Senti a barriga roncar...
Subindo para a faculdade, me toca o telefone.
- Amor, estou com vontade de comer macarrão!
Eu, que tanto ouvi falar daquelas histórias de grávidas, já vi o tiquinho de gente nascendo com cara de rolo de massa de macarrão se negasse a ela tal desejo. Combinei que iria assistir o primeiro horário e picar a mula para um restaurante especializado em massa aqui no centro de Belo Horizonte.
A barriga roncou de novo durante as explicações da professora de Direito Civil. Era fome? Achei que não, uma leve manifestação dos dois irmãos intestinos, coisinha boba, fácil de controlar. Bobagem...
Deu o horário e não rolou a chamada, ônibus, liga daqui, recebe ligação de lá, "estou chegando, querida", "peguei o ônibus errado... me pega na Praça Sete", "mas eu estou na porta do restaurante", "ah, amor, por favor", lá vou eu, andando, buscar a esposa. Roncou a barriga, mas desta vez senti o temível movimento "norte-sul" bastante conhecido, como se fosse um deslocamento de placas tectônicas orgânicas... mas controlável.
Restaurante, rodízio de massas, lasanha & todas as companhias limitadas, ilimitadas, comanditas por ações e o escambau afora. Ficava olhando para a esposa, percebendo as pequenas mudanças nos seus contornos, observando detalhes quase imperceptíveis quando o negócio apertou: crescia dentro de mim uma vontade louca de parir "a coisa"! Mas como? Como, se o banheiro do estabelecimento ficava à dois passos das mesas repletas de vorazes consumidores de lasanhas (como eu, que estava ainda no segundo prato). Eu não iria, nunca, estragar o jantar daqueles simplórios humanos, não, jamais.
Se ela consegue segurar por nove meses, eu agüento até chegar em casa...
... mas como chutou, viu? Quase que rolou uma cesariana dentro do ônibus... credo!
Ps.: isso é que dá ficar escrevendo sobre papel higiênico... Deus castiga!
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12:20 PM
Quarta-feira, Março 08, 2006
Pequenas empresas, rentáveis negócios... e as mesmas sacanagens.
Direto da redação.
Diversas empresas brasileiras de pequeno e médio porte, para sobreviver neste mercado cada vez mais competitivo e em que cada centavo gasto de maneira equivocada e impensada faz uma diferença brutal no balanço anual, vem inovando na gestão administrativa/pessoal buscando sempre reduzir gastos desnecessários. Uma das idéias em uso atualmente é cobrar dos seus funcionários por toda e qualquer forma de regalia durante a jornada de trabalho.
"Nada mais é de graça, vamos aumentar o faturamento da empresa de um jeito ou de outro". Com este pensamento assaz capitalista, Tiburcinho Ananás, presidente de uma fábrica de cosméticos da Região do Alto Paranaíba, impôs uma série de cobranças aos seus dois mil funcionários. A água mineral, que antes era distribuída de graça e que todos se esbaldavam como se fosse a fonte única num oásis, passou a ser cobrada dos seus funcionários. A forma encontrada pelo empresário foi mesclar o cartão de ponto com um cartão que debita, automaticamente, o gasto na folha de pagamento do usuário. Com isso, o copo descartável de 200ml, que antes era grátis e gasto à toda hora, passou a custar R$ 0,25 enquanto o líquido, imprescindível para a vida humana, sai à R$ 0,30 o copo.
"Não pense que queremos matar nossos funcionários de sede, muito pelo contrário. Continuamos comprando galões de água e, em vez de dar o líquido, cobramos pelo material e já estamos vendo resultados claríssimos, tanto no campo das finanças quanto na linha de produção. O funcionário trabalha mais compenetrado, não se dispersa facilmente e pára de levantar para se refrescar no bebedouro a toda hora" - declarou a gerente de produção, Hermengarda Hermmes, numa clara alusão aos filmes em que os personagem andam horas e horas sob sol escaldante e que, quando encontram uma fonte de água para aplacar sua sede, se refastelam embaixo de uma palmeira e passam horas descansando.
Uma fábrica de cigarros do ABC paulista também apostou na idéia e já colhe os frutos. "Começamos a cobrar pela água e também pelo cafezinho. Percebemos que o movimento no fumódromo diminuiu cerca de 30%, tudo por conta do preço debitado da cafeteira elétrica modificada para abater o valor do líquido no contracheques do funcionário" - declarou, feliz, o encarregado de setor Pitombino Colombino - "o funcionário, que está a fim de fazer uma boca-de-pito, insere o seu cartão e leva os cinqüenta mililitros de café que custa R$ 1,50. Alguma coisa nós temos que cobrar aqui, já que o cigarro a gente sabe que eles afanam na linha de produção".
Os elevadores também já está na mira destas empresas, principalmente as que se encontram nos últimos andares dos edifícios e que pagam caro pela taxa de manutenção dos mesmos. "Com isso estimulamos nossos funcionários à fazerem Step, forma de exercício físico que força toda a musculatura do ser humano" - afirmou Veicisléia Villas-Boas, feliz proprietária de uma Agência de Viagens que possui um escritório no vigésimo andar de um prédio comercial no centro de São Paulo - "o nosso officie boy que ganha uma mixaria de um salário mínino e que antes andava para lá e para cá de elevador, agora só usa a escada e economiza R$ 1,00 a cada ida e vinda, mas a minha secretária, que está um pouquinho fora de forma, tem que pagar o preço estipulado porque a coitada não tem o mínimo de fôlego... mas assim é a vida, não é?". Ainda conforme a proprietária, o valor debitado na folha de pagamento, caso o empregado use o elevador para se deslocar, entra direto na conta corrente da empresa para quitar as despesas do condomínio do edifício, principalmente no que se diz respeito a manutenção daquele meio de transporte.
Mas o que ainda está dando panos para as mangas é quanto liberação do papel higiênico nos banheiros das empresas. Alguns são contra, outros totalmente favoráveis. Nossa produção conversou com um funcionário de uma revenda de automóveis de Campinas que, logicamente por medo de represálias não quis se identificar, e se mostrou um tanto quanto indignado com o abuso dos seus superiores: "eu não sou muito chegado em beber água, sou mais um refrigerante bem gelado e isso eu compro no botequim da rua ao lado. Café eu não gosto e nunca gostei, elevador aqui não tem... mas cobrar pelo papel higiênico eu já acho que é um abuso. Ontem mesmo eu estava lá, fazendo minhas necessidades fisiológicas tranqüilamente e, quando fui inserir o cartão para receber minha porção de lixa que eles dispõe para a gente passar no rabo, apareceu no display uma mensagem que eu não tinha crédito! Entendeu? Eu estava sem crédito porquê peguei meu salário adiantado, sem aquela merda de lixa e todo lambrecado! Sabe o que me aconteceu? Eu fiquei exatas meia hora sentado no trono com a merda secando no fiofó e esperando aparecer um colega para me emprestar seu cartão de débito para poder me limpar!! Das duas umas: ou deixam a gente fazer um vale no papel higiênico com a gerência antes da gente cagar ou liberam as folhas de xerox sujas de tonner não queimado que a máquina mascou."
Depois da declaração do indignado funcionário de Campinas, algumas empresas já não mais jogam no lixo seus refugos xerográficos...
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6:45 PM
Segunda-feira, Março 06, 2006
Alguém aí viu o Bloggerman?
Isso que é ser amigo do dono: o cara trabalhou até o dia 22 de fevereiro e depois disso picou a mula sem deixar nenhum, mas nenhum substituto em seu lugar. Será que ele não treinou ninguém para substituí-lo nestes dias por medo de perder a boquinha na Globo? Pensa bem, quem sabe, de repente aparece um Bloggerman assim, um tanto diferente, ganha alguns blogueiros com inovações, pequenas modificações nos critérios de escolha dos What's Up! e do Blogs of Notes, a chefia imediata deles, que antes gostava demais do serviço do Bloggerman original, se vê obrigado a escolher entre um e outro, uni duni tê, salamê minguê, o seguro desemprego foi escolhido pra você. Tantos anos prestados, tantas premiações... é, infelizmente é a vida! Mas será?
Ou será que ele pediu uns dias de descanso depois da cansativa maratona Rio/São Paulo - show do Rolling Stones e do U2 que ele não poderia perder de jeito maneira? Ou quem sabe está sofrendo suas merecidíssimas férias num paraíso tropical lá pelo norte ou nordeste do Brasil? Peraí... quem sabe ele foi seqüestrado? Será? Com esta onda de seqüestro neste país, vai ver que foi raptado por, quem sabe, alguns blogueiros que nunca ganharam um prêmio vindo dele! Ou será que o bom moço, aproveitando que é amigão do Ministro, ficou amigo de quebrada do Bono depois do último dia de apresentação da banda irlandesa e foi curtir o carnaval em EsseEsseÁ? Pode ser... o cara trabalha faz tempos na Globo, foi convidado para pulular no camarote do Gil, presenciou a passagem da Ivete e como também conhece a Xuxa (quem sabe já se trombaram nos corredores do Projac, quem sabe?), saltou para trio elétrico e, já que a moça está solteira... não, acho que não! Mas será?
Vamos esperar até hoje de tarde, depois disso vamos ligar para o 190, ok?
Peraí... e se ele estiver preso? Alguém aí é advogado?
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12:05 PM
Deus lê blogs.
Digite, entre de corpo, alma e coração em seu diário pessoal, escreva com o sentimento aflorando pelos dedos, peça, não custa nada, porque Deus lê blogs. Queira a paz e a felicidade de todos neste mundo, queira a alegria de ter novamente ao seu lado quem gosta e que longe se encontra agora, diga alguma coisa boa ao seu parente que se foi cedo, peça qualquer, mas qualquer coisa, porque Ele estará lá, lendo.
Conecte-se, ligue-se, publique seu desejo, por mais invisível e intangível que seja, por mais impossível que pareça, por mais querido que for... porque Ele e todos os santos o lerão, compartilharão de sua dor, compartilharão de sua imensa angústia e depois compartilharão, todos juntos e numa interminável festa cósmica, de sua infinita alegria.
É... ela está grávida!
Ps.: no dia 15 de fevereiro à tarde fomos, pela quinta vez, consultar um especialista sobre fertilidade. Na parte da manhã cheguei, sentei em frente ao computador e comecei a digitar. Lembro que digitei sem parar e, ao final do texto (se você não leu, clique aqui), percebi que havia expelido palavras direto da alma, saiu saindo, digitado e postado... mas cada uma daquelas palavras verdadeiras ali me deixavam cada vez mais triste a cada leitura, a cada passada de olho. Nossas chances de ter um filho diminuíam a cada dia (neste ano teríamos menos de 30%, ano que vêm cairia para 15% e assim por diante) e teríamos que, urgentemente, fazer o tratamento, a absurdamente cara Fertilização In Vitro. Nossas chances de tudo ocorrer sem a mão da Dona Ciência girava por volta de 1%, um tiquinho de porcento, tiquinho de chance, tiquinho de esperança... amigos blogueiros, vocês não sabem a alegria que está dentro do meu coração...
Fui ao supermercado no sábado e constatei uma coisa: como é cara a fralda descartável, hein?
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9:15 AM
Sexta-feira, Março 03, 2006
Subtrações, multiplicações e divisões de mim mesmo.
Ando meio sem inspiração nestes últimos dias ou estou focado em algo diferente, coisa que requer minha atenção imediata? Sim, hoje, ontem e anteontem me peguei pensando no meu amanhã, passou em frente aos meus olhos fragmentos de um futuro que acredito que virá... e fiquei pensativo, muito. Confesso que estou andando e batendo em muros, caminhando cego por ruas ensolaradas, passo atrás de passo, e com algumas preocupações em mente, coisas do dia-a-dia, coisas que gostaria de fazê-las desaparecer, quem sabe, para sempre - mas elas existem. Penso nisso, tendo arrumá-las, dar um jeito... e me pego, novamente, pensando em como resolvê-las da melhor maneira, a coisa certa... e me vejo novamente num tipo de um círculo vicioso, coisa que não começa novamente, só aquela continuidade incômoda que está na minha frente - este é o problema! Será que ando desiludido comigo ou será que ando mesmo é sem tempo de consertar o que não está correto - não por culpa de ninguém! Tempo.... ando nele e, ao mesmo tempo, corro para conseguir fazer as coisas no momento certo - será que ainda dá tempo? E quando será este momento, demora ainda? Será este o verdadeiro cerne da minha preocupação, o tempo de fazer as coisas acontecerem, ou será que o momento de fazer tudo que acontecerá já passou e me resta agora somente escrever sobre isso? Medo... acho que tenho medo de não conseguir o que almejo em tempo esperado, medo de não me satisfazer a tempo, o medo palpável de perder o último fio da corda da bóia em pleno alto-mar, perder o horário de partida do derradeiro trem, de sobrar, sozinho, neste meu tempo que mesmo criei...
Ando com algumas preocupações acerca o futuro. Será que isso é o combustível para os louros da vitória, aquele que espera todos nós, que temos pouco tempo neste mundo e alguma tipo de música no coração?
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10:00 AM
Quarta-feira, Março 01, 2006
120 km/h... 140 km/h...
A estrada passava mais rápida conforme comprimia o pedal no assoalho. As folhagens, as árvores e os buracos ficavam para trás, assim como outros automóveis menos potentes com seus motoristas menos ousados e as pequenas cidades que infelizmente não visitei. O vento assobiava uma canção pela greta do vidro, ora juntamente com o Semisonic, ora com o Wallflowers. Música: além da nossa alegria de voltar para casa, a música e o riso sempre estiveram presentes nos quilômetros que separam a roça da cidade grande, da grande Belo Horizonte.
120 km/h.... 140 km/h...
Seta para a esquerda, linha pontilhada, nada vindo em direção contrária, um piscar dos faróis e eu ganho à frente do moço de Curvelo que dirige vagarosamente. De repente, num trecho entre Guanhães e Santa Maria do Itabira, um posto policial. Mão direita para cima, mão esquerda sinalizando para que eu encostar. Documentos, carteira de habilitação, os carros que passei indo ao longe, seta direita, seta esquerda, luz de freio e extintor de incêndio. Guarda legal aquele, conversou com os meninos da importância do cinto de segurança, conversou com o menino no volante sobre a importância de se respeitar a sinalização e o limite de velocidade. Acelero e ganho a rodovia novamente...
120 km/h.... 140 km/h...
Um automóvel que vinha em sentido contrário pisca o farol. Um outro novamente sinaliza para mim que algo aconteceu à frente. Carro estragado? Animais? Fui o primeiro a ver o carro vinho amassado com lado do passageiro totalmente destruído. O coração gela ao ver o que sobrou do automóvel que se chocou violentamente na frente do ônibus da Saritur, ontem, no começo da tarde. No chão, um homem com o braço direito estirado em direção ao céu, numa súplica, numa reza qualquer à Deus, enquanto o seu sangue escorria rápido por sobre seu corpo. "Não olhem, não olhem"... acelerei, deixando aquela cena somente para os olhos das dezenas de pessoas que já prestavam socorro às vítimas e para o subconsciente do meu afilhado, bichinho que ficou temendo por todos nós, tremendo de medo por todos nós...
120 km/h... 100 km/h...
É impressionante como existem armadilhas nestas nossas estradas. O trecho onde ocorreu esta batida é um desvio muito dos porcamente feito, um desvio que deveria ser provisório (a ponte caiu há, pelo menos, mais de cinco anos), mas que por falta de uma estrutura rodoviária decente, está lá quebrando o galho (do Governo) e estará lá, com toda a certeza, por mais alguns carnavais.
100 km/h... velocidade máxima para a vida...

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2:26 PM
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