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Sexta-feira, Outubro 28, 2005

Anti-chatos!

O final do Campeonato Brasileiro chegando, meu time de coração no mesmo lugar onde estava desde a 5ª rodada - ou seja, na zona de rebaixamento -, a coisa toda meio que se definindo! Chato, muito chato ver seu time decair tanto ao apresentar durante todo ano um futebol pobre, ridículo e medíocre! Mas o pior dos piores é ter que aturar as gozações de colegas que torcem para o outro time, arqui-rivais por natureza, com seus e-mails aludindo que não resta nenhum fio de esperança coisa alguma, que chegamos, literalmente, ao fundo do poço (se bem que um time que precisa desesperadamente vencer, faz dois gols e depois toma três em menos de seis minutos, o fim do poço estava mais que evidente!).

Pensando num jeito de responder a estas inúmeras mensagens degolantes, bolei esta aí em baixo, que retransmito na hora que abro o e-mail e constato que a mensagem tem por finalidade me deixar ainda mais entristecido com o meu time...

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ATENÇÃO! ISTO É SÓ UMA MENSAGEM DE AVISO!!

VOCÊ NÃO NECESSITA A RESPONDER ESTA MENSAGEM

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Esta é uma mensagem automática.

O destinatário não recebeu seu e-mail pois instalou um super protetor de texto STILL REMAIN A TRUST HOPE! que localiza palavras como "Segunda", "Divisão", "Galo", "Atlético" e "Mineiro" ou figuras em JPG, GIF ou PPS sobre o Campeonato Brasileiro de 2005 na sua mensagem, excluindo-a automaticamente para todo o sempre e bloqueando o remetente para futuras brincadeiras sem-graça.



E já estou usando! Aí... aposto que um certo pessoal da Gávea e outros do planalto central vão pegar esta idéia também...

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
4:43 PM


Quinta-feira, Outubro 27, 2005

Solteiro.


Estou solteiro. Quer dizer, estarei solteiro nestes próximos dias. Não entendeu direito, né? Vamos ver se consigo melhorar este nosso diálogo: querida esposa viajou para a casa do pai dela no interior de Minas e me deixou, sozinho, aqui na capital (e, por conta disto, estou, de certa forma, solteiro).

Legal, né? Não acha nada legal? Eu acho, um pouquinho só! Não... o legal que estou tentando dizer para você é o lance de ficar só, sozinho de marré-marré, sem ninguém por perto: lembrança residual do tempo de quando não era ainda argolado. É um misto de pseudo-liberdade com saudade, tiquinho de saudade de quem acabou de pegar a estrada, sabe? Não entendeu nada?

Solteiro. Sabe o que fiz assim que me dei conta realmente que estava sozinho? Nada, absolutamente nada! Tá... você aí pensou que eu iria cair na gandaia e chegar de madrugada e cheio de cerveja, certo? Pois caiu, literalmente, do cavalo. Ontem cheguei em casa, aquele casão todo vazio, janelas fechadas, um ar abafado... e percebi, ali, que estava realmente sozinho. No começo é uma sensação um pouco estranha - pois todo dia, ao chegar, a encontrava lá, me esperando - mas depois a gente se acostuma. É... acostuma sim! Vou te dizer uma coisa: nós, homens, temos uma capacidade fenomenal de... (gente, como é mesma a palavra...) ... se adaptar ao ambiente em que estamos vivendo!

Adaptação: o sozinho - ou seja, eu - se acostuma logo a achar muito bom a solidão quando percebe na base de tentativa e erro que se pode colocar os Cd's do Smashing Pumpkins à toda altura no aparelho de som (ela detesta a voz esganiçada do Billy Corgan, eu adoro!) e ninguém aparece para mexer no botão do volume. A gente começa a se acostumar novamente a usar o banheiro sem fechar a porta ou deixar a tampa do vaso aberta, a gente de repente acostuma a fazer um mexidão e deixar a frigideira suja em cima da pia, a gente acostuma deixar a toalha molhada em cima da cama... ou seja, a gente faz e acontece quando conseguimos nos adaptar à um novo (ou seja, o velho) modo de vida, mesmo que momentaneamente.

Ontem fiz uma coisa que há muito não fazia: fui lavar minhas roupas.

Sério mesmo... procurei no armário umas calças jeans que comprei alguns dias atrás e não as achei. Sabe aquele negócio de eu quero porque quero ir trabalhar na sexta-feira de calça jeans e a calça não está disponível? Pois eu fui lá, homem de casa prendado que sou, lavar minhas roupas sujas: algumas camisas, bermudas e outras peças foram direto para a máquina de lavar; as calças jeans para o tanque, escovão, sabão em barra e OMO nelas.

É... quando era solteiro, eu mesmo lavava minhas roupas - está certo que arrumava uma molhação danada na área de serviço, está certo que saía todo molhado da batalha, mas que as roupas saíam bem lavadas ao final, isso lá saía.

Aí... hoje à noite já tenho o que fazer: vou chegar em casa e passá-las! Ei... você está rindo de quê?

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
3:24 PM


Quarta-feira, Outubro 26, 2005

Tempo.


É impressão minha ou os minutos realmente estão passando mais rápido? Não faz muito tempo que ouvia histórias de como meus avós trabalhavam a terra, de como viviam do seu trabalho árduo e ao mesmo tempo gratificante, de como, ao entardecer, observavam, lá da humilde casinha construída com muito suor e afinco, o pôr do sol, vermelho, a chegada triunfal da noite e do sono merecido dos trabalhadores. Ouvia atenciosamente muitos causos de bichos que atacavam o pequeno galinheiro, de assombrações por conta do bréu das matas que rodeavam a propriedade, de como e quando ficaram sabendo de uma guerra que acontecia longe, muito longe deles e dos rumores de uma outra que acabou praticamente com o Japão. Adorava aqueles causos de quando a velha e necessária lamparina à querosene foi substituída pela energia elétrica, o surgimento do rádio valvulado (que minha avó pensava ter dentro um homenzinho falante), da televisão preto-e-branca que nosso vizinho, de família mais abastada, adquiriu, e de histórias de como o mundo era e no que, paulatinamente, vinha à se construir diante nossos olhos.

Mas nunca ouvi nenhuma história, nenhum caso de que meus avós, meus pais e minhas tias, reclamavam de falta de tempo.

A falta de tempo é coisa moderna, assim como o stress do dia-a-dia. Onde poderia se imaginar, há tempos atrás, nossos antepassados reclamarem da falta dele se viviam e trabalhavam sem esta pressão sufocante que é o horário à cumprir? Somos constantemente lembrados pelos relógios espalhados à nossa volta das nossas obrigações e do tempo ainda disponível para fazê-los: o relógio no canto inferior direito na tela do seu computador, a hora que o banco fecha, a hora que a gente tem que chegar e sair do serviço, o relógio no pulso, no display do celular, na torre da Prefeitura e em cada esquina junto com o aviso da temperatura. Pense e constate por você mesmo que vivemos a moderna ditadura dos horários à serem cumpridos e da sua punição, silenciosa ou não. Vivemos correndo atrás do tempo e o tempo marcando o compasso das nossas vidas, círculo vicioso, senhores e escravos do relógio. E no meio desta guerra contra o tempo, as horas encolhem, os minutos se aglutinam, se condensam, transformam-se em coisa nova e coisa pequena, como que se mudasse o rótulo, embalagem, mas com o peso inferior ao que era há sessenta, setenta ou oitenta anos atrás... e ninguém, ou quase ninguém, percebe.

- Olha aí... já são quase dez horas e tenho tanta coisa ainda para fazer!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
9:55 AM


Terça-feira, Outubro 25, 2005

Telefone.

Não sei porquê cargas d'água as mulheres gostam tanto de um telefone. Já reparou como não se cansam de falar com a irmã, com a prima ou com a cunhada que acabou encontrar no almoço do domingo anterior? As duas não pararam de falar o dia inteirinho, se despedem trocando abraços afetuosos, chegam em suas respectivas residências e se lembram que esqueceram de conversar sobre uma determinada coisa, coisinha besta que deveriam ter conversado ainda naquele dia! Mão no telefone, tlec-tlec-tlec e começa novamente o diálogo, desta vez via Telemar! De onde, Jesus, vem tanta disposição para mais duas horas de conversa? De onde vem a inspiração e a paciência de sentar em frente ao aparelho e desfiar mais "conversês", risos e confidências?

Nós, homens, até usamos, modestamente, o telefone! Eu, particularmente, não tenho a mínima paciência de ficar proseando com um amigo, irmão ou primo deste modo - dá uma secura na garganta terrível! E quando não tem jeito, quando o assunto a se tratar é extenso, sou bastante prático...

- Alô, gostaria de falar com...
- Fala, seu cachorro!
- Ô, pilantra! Como é que tá, meu irmão?
- Na paz! Diga lá... o que está mandando?
- Cara, estou precisando de conversar um negócio sério contigo...
- Beleza! Então vamos tomar uma depois do serviço? Boteco do Tio Tatão às seis?
- Seis e quinze...


Resolvida a situação! Fazendo uma análise critica dos meus gastos com telefonia fixa, devo utilizar o serviço telefônico lá de casa, em porcentagem, tipo uns 10% e olhe lá... mas em compensação, a conta do bar... Ave Maria!

Hum... olhando por este lado, agora começo a entender a razão minha esposa viver me perguntando porquê eu gosto tanto de cerveja e da minha conta tão alta no botequim! Na realidade, gosto também de colocar a conversa em dia.

Hehehe... acho que vou cancelar minha linha e comprar um freezer vertical, daquele com o logotipo amarelo e de forma arredondada!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
11:37 AM


Segunda-feira, Outubro 24, 2005



Perdeu, assim, do nada, a vontade de escrever. Mirava o olhar no teto procurando-a, para as janelas, para dentro de si... mas não encontrava nenhuma inspiração. Nada lhe vinha à cabeça, nenhuma história mais traspassava do lápis para a folha de papel.

"O que fazer?" Sentado em frente da velha escrivaninha, móvel de muitos anos (foi do seu avô), se indagava e projetava, em pensamento, sua vida! E se perdesse totalmente a capacidade de escrever seus causos? E se não mais contasse histórias? E se parasse ali, naquele momento, seu amor em fazer livros? Um café... um café sempre lhe clareava o pensamento! Bebeu a xícara observando as fotos de quando seu menino tinha pouca idade: a fotografia de um sorriso sem os dentes da frente fez o velho homem esboçar um leve movimento labial, tipo de uma saudosa recordação, naquele semblante preocupado. Pegou a moldura e seguiu em direção à imensa janela que dava vistas ao verdejante quintal de sua casa. Ali, entre as árvores, lembrou que brincava seu filho há anos passados - "aonde andará agora?"

A folha em branco por cima da escrivaninha chamou-lhe novamente a atenção. Há anos não via o menino que cresceu e ganhou o mundo! O aperto no coração de pai, saudoso, o compeliu à escrever não mais histórias para a editora que lhe cobrava trabalho, mas sim cartas...

"Querido filho..."

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
10:10 AM


Quarta-feira, Outubro 19, 2005



Estava praticamente muda a Josefina. Não... ela não estava de relações cortadas com o Uoshington, nem com Clementino e nem muito menos com o seu marido: simplesmente não conseguia falar porque sua garganta estava totalmente inflamada naquela. Passava maus bocados a coitada naqueles últimos dias, com muita febre, dor pelo corpo todo, tomando seus muitos antibióticos, cama e chás quentes. E a vida, ah, a vida continuava como sempre esteve, passando rápido para todo mundo, principalmente para o atrasado, apressado e atencioso Adalberto, que antes de sair de casa para o trabalho conferia se sua amada esposa estava bem aconchegada no sofá da sala e que nada, mas nada mesmo lhe faltasse. Acontece que neste dia esqueceu o celular entre o José Uoshington e a almofada...

Telefone: Bzzzzt! Bzzzzt!
José Uoshington: Ôpa! Que que é isso?
Clementino: Que foi, Uoshington? Assim você me assusta...
Telefone: Bzzzzt! Bzzzzt!
José Uoshington: Tem um telefone aqui... o telefone do patrão Adalberto tá aqui! Vai atender, patroa?
Josefina: Hummmmmm... [levantando as duas palmas da mão, num sinal claro de como, se não estou falando?]
Telefone: Bzzzzt! Bzzzzt!
Clementino: Atende logo, Uoshington... e conversa baixo senão atrapalha a gente assistir o Mais Você!
José Uoshington: Mas não é para mim! Para quê que eu vou atender à esta merda de aparelho se eu não tenho telefone! E outra coisa, eu não conheço ninguém que tenha! É para o patrão...
Clementino: Vai atender ou não?
Josefina: Hummmmmm... [inclinando os ombros para Uoshington atender ao telefone]
Telefone: Bzzzzt! Bzzzzt!
Clementino: Pôxa, Uoshington, atende logo...
José Uoshington: Tá bom, tá bom... vou atender, né? Sempre sobra pra mim estas...
Telefone: [Alô? Oi, gostosão, tudo bem?]
José Uoshington: Hrram hrrram [raspando a garganta]
Telefone: [Tá chegando no escritório? Eu estou ainda em casa... acordei pensando numas coisas...]
José Uoshington: Cóooof cóf cóf cóf [tossindo fininho]
Telefone: [... tá chegando suas férias, né gatinho? E aí... o que vamos aprontar?]
José Uoshigton: Fuuuunx, fuuuunx ai ai... [fungando o nariz]
Telefone: [Ah, você não tá podendo falar agora, é isso? Ai, me desculpe! Se for, dá um sinal, tipo com a garganta...]

Neste exato momento, Josefina levanta do sofá Clementino e pega o aparelho para atender a ligação...

Josefina: Hummm, Huulôoo... [arrastando a voz]
Telefone: Tu-tu-tu-tu...

A esposa parou por um instante segurando o telefone, levantando os ombros como que se disesse "eu, hein?". O sofá vermelho então, meio ressabiado, perguntou...

Clementino: Quem era, Uoshington?
José Uoshington: Cóf cóf! Sei lá, Clementino... ninguém falou nada!
Clementino: Estranho... podia jurar que você estava ouvindo alguém no telefone ou se comunicando de alguma forma...
José Uoshington: Eu?
Josefina: Hummmmmm... [tipo como que concordando com Clementino]
José Uoshington: Não... eu estou mesmo achando que peguei uma gripe, quem sabe uma virose proveniente da nossa patroa, sabe?
Clementino: Sofá gripado? Onde se viu sofá gripado?
José Uoshington: Ué... e porquê não? Hoje em dia até frango está gripando... cóf cóf cóf! Depois patroa, a senhora bem que poderia ma arrumar um tiquinho de Benegripe para mim! Em pó, tá? Nossa, estou até suando! Aqui... falando em aves, "alá" o cara-de-pau do Louro José falando... adoro ele, de coração... cóf cóf!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
6:30 PM


Terça-feira, Outubro 18, 2005

- Lá vem o sol, tchu tchu ru... (detesto esta música)


Olha, vou te dizer uma coisa: tem um sol para cada belorizontino lá fora! Está um calor de matar, um clima seco que só vendo! E o danado do calor começa bem cedo, logo que a gente acorda já sentimos o tempo abafado. O termômetro marcou 36ºC agora mesmo na hora do almoço e eu pensei que ele estava estragado:

- Só 36ºC? Eu jurava que estávamos na marca dos quarenta na sombra!!

Aguardar, debaixo deste sol escaldante, para atravessar a avenida é um sacrifício. Atravessá-la, com o asfalto fumegando aos seus pés, outro. Andar alguns quarteirões, sem caçar as sombras na calçada, muita ousadia. O caboclo ficar sem beber no mínimo um litro d'água por dia, burrice! E o sol, ah, o sol continua sozinho lá em cima. Ele e algumas pouquíssimas nuvens calorentas no céu azul!

E nós, homens de bem, sofrendo aqui na terra. Calça, sapatos, camisas e gravatas. Isso é foda! É muito sofrimento! É muito calor que a gente sente! O meu dedinho mindinho está doendo um bocado e não é por conta do sapato novo, não: acho que meu pé inchou por causa do calor infernal que está fazendo lá fora! O pé incha um tiquinho, o dedinho mindinho também incha e fica pressionando o couro do sapato, que esquenta o pé para caramba mas não inchou nadica de nada! E o dedinho dói, dói e dói mais um tiquinho a cada passo...

É nesta hora que invejo as mulheres, que neste tempo quente e seco, calçam aquelas confortáveis sandálias que deixam os dedos todos de fora! Ah, que sensação boa deve ser, neste calor, não ter nada pegando no seu pé, hein? E as saias, saias leves em vez de calças sociais e cinto! Camisa manga comprida para quê se no lugar dela podem usar uma camisetinha que deixa à mostra o umbigo? Ah, deste jeito não há calor que resista!

Já imaginou? Calor, sandálias, saia, camiseta, cabelos longos que requerem muitos cuidados principalmente porque o couro cabeludo fica muito suado nesta época, marido chegando em casa e jogando as meias fedidas pelo quarto, filhos com problemas respiratórios na fila do hospital torrando o saco querendo sorvete, sobrinhos chorando querendo matar aula para nadar na piscina do clube, cólica e TPM justamente nesta hora quando nada nem nenhum lugar agrada ninguém, mesmo estando bem ventilada, o suor, o suor...

É... até que meu sapato não está apertando muito, não!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
2:43 PM


Segunda-feira, Outubro 17, 2005

São Paulo...


A primeira impressão que tive é que a cidade de São Paulo não acaba nunca! Logo quando a avistamos, lá de longe e ainda na Fernão Dias, este pensamento percorreu nossas mentes, ajudada pelo inundar da visão do horizonte daquela megalópole, daquela enorme cidade logo à nossa frente.

A ida foi um tanto quanto tranqüila, demorada, mas tranqüila. O relógio tocou às 3:00 da madrugada e nos pusemos de pé, arrumando malas no carro, conferindo uma coisa aqui, outra coisa acolá. Saímos um tanto quanto atrasados para quem teria que ir do outro lado de Belo Horizonte buscar um casal de amigos nossos e depois rumar, até às quatro da madrugada, até a Praça da CEMIG, já em Contagem, para seguir caminho rumo à praia no litoral paulista!

São Paulo... como comecei a relatar, nos encheu os olhos a visão daquela cidade, ao longe. Da Avenida São João com Ipiranga não vi nem cheiro (se desse tempo, gostaria de sentar na calçada daquela esquina, tão cantada por todos), nada de parques, museus, nada da noite paulistana... passamos ao largo, margeando rumo ao litoral.

A estrada, um tapete. Daqui de Belo Horizonte até o litoral paulista, sempre uma comparação com a terrível BR-262 que nos leva ao litoral capixaba. À cada curva que víamos ao longe, bem sinalizadas por sinal, comparávamos com as curvas fechadas e perigosas da outra fatídica rodovia. O cansaço era pouco, a atenção era à todo momento dispersa com uma montanha aqui, outra paisagem ali... mas seguíamos rumo ao apartamento de frente ao mar (coisa pobre, pobre!), lá no Guarujá.

Se não me engano, lá pelas duas e pouca da tarde chegamos! Um sol de rachar mamona no céu azul, límpido céu azul, e o Astro-Rei estalando nas areias da cidade paulista. Eu, quer dizer, nós estávamos exaustos... e procurando um lugar agradável para tomar uma cerveja bem gelada! Acomodamos as coisas no singelo apartamento (para quem queira saber, um luxo só...) e, lógico, cerveja!

Cerveja, praia, sol... acho que não estava faltando muita coisa mais, não! A vontade, juro, era de cair n'água, mas o cansaço da viagem cobrou seu preço: depois de bater um rango, caí na cama e dormi quase 12 horas direto. Amanhã vai ter praia, amanhã vai ter sol e cerveja... amanhã, como diz aquela música, vai ser outro dia!


O canto das sereias.

Levantou sem sono a moça, percorreu os corredores do apartamento e bateu à porta de suas vizinhas de quarto: estavam acordadas também. Garrafas de vinho, conversas sobre namorados, sobre o tempo neblinado que estava fazendo, o rádio ligado, a noite e sua lua cheia sugando a maré. Nada para se fazer mais, à não ser a perigosa loucura do nada para se fazer. Uma foi ao quarto e de lá trouxe no corpo seu maiô. Loucura? Instigou as outras à fazerem o mesmo e, deste modo, saíram do apartamento, ciente ou não do mar revolto. A primeira se jogou, sem medo algum, contra as ondas. A segunda pensou, pensou, mas também se jogou. A terceira olhou para cima, admirou o céu, um aparecer de uma estrela qualquer, fiapo de luz vinda de longe por um tempo e se jogou na água. Brincaram, boiaram, riram, deram adeus à praia, deram todas elas as mãos e viraram sereias para sempre.

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
12:14 PM


Terça-feira, Outubro 11, 2005

Nem te conto!

Sacanagem! Sacanagem e das bravas! Aqui em Belo Horizonte um sol escaldante, o asfalto quente para burro, uma calmíssima véspera de feriado com todos arrumando as suas malas, apressados, para poder deixar a cidade para a gente, só para a gente curtir a sufocante solidão urbana belorizontina e vem o pessoal - nossa, nem acredito - e me arruma uma desta da gente viajar também? Cara... se está calmo hoje, imagina o próprio dia 12 de outubro - ou seja, tudo indica que não vai sobrar quase ninguém aqui e a gente pode aproveitar para curtir um pouco melhor o trânsito suave e outros atrativos que a cidade oferece! É... mas esta curtição vou ter que deixar para o próximo feriado, pois infelizmente vou me ausentar desta cidade cinza! Isso é a mais pura sacanagem. A gente mal agüenta para ter as ruas só para a gente, os bares com pouquíssimas pessoas (alguns até fechados), mesas de sobra nos restaurantes, filas de cinema com cinco ou seis pessoas na frente (isso é uma maravilha), tudo acessível para você, tudo na sua mão e... vou ter que viajar?

Nossa... eu nem sei o que escrevo, sério mesmo!

Como falei para os meus amigos de banda (puts... iríamos ensaiar no sábado, gente... no sábado!), fui convocado para um Seminário em pleno feriado! Imagina só, meus caros, o lugar onde rolará o bendito do seminário lotado, todo mundo andando de um lado para o outro, alguns prestando atenção no tema escolhido pelos organizadores, outros nem aí... horrível! Não está acreditando, não é? Mas é sério! Este seminário começa quarta-feira e termina domingo de manhã, lá em São Paulo! É muita, mas muita sacanagem mesmo, me tirar daqui do meu cantinho para ir lá longe, quinhentos e tantos quilômetros distante de casa!

Eu pensei que não iríamos, juro! Primeiramente ficou naquele vai não vai. Depois de uma ligação telefônica meio confusa, ficou no é provável que sim. E ontem, bem de tardinha, a triste notícia de que estávamos no meio da turma que passaria o feriado longe de casa e da família.

Humpf! Como diria minha querida avó, se não tem jeito de remediar, remediado está! Fazer o quê, né? O jeito agora é ir lá para o tal do Guarujá ver no que vai dar!

Ah... o seminário é sobre "como melhor degustar uma cerveja Skol gelada à beira mar, acompanhado de um delicioso tira-gosto de camarão Pitú ou outras iguarias de saborosos paladares". Teminha mais vagabundo o que eles arrumaram para este ano! Ah, repara aí o lugar: não tem nem ar-condicionado central...



Acionistas paulistas: estarei devidamente instalado na Praia das Pitangueiras, no Guarujá! Para quem tiver a fim de participar do seminário, te aviso que acontecerá em frente à Feirinha de Artesanato, de quinta à domingo! Se eu não me engano, ainda não foram distribuídos todos os ingressos e então acredito que ainda há vagas!


Ah, você também vai viajar para a praia, né? Que beleza!! Aquele solzão batendo na cara da gente, protetor solar, areia no olho, cerveja gelada, as costas queimando, a gente ficando sem lugar na casa! Aqui.. se você estiver assim, andando de um lado para o outro, páre um pouco, relaxe, ligue seu computador e indique o Gerolino Incorporation ao Prêmio iBest 2006? É fácil... clique aqui, indique nossa empresa e pronto!

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2:25 PM


Segunda-feira, Outubro 10, 2005


Morto apaixonado é, antes de tudo, morto.

Sei lá de onde o merda do cara tirou a miserável idéia de tirar a sua própria vida! Num dia bonito desse e pensar em morrer? Ah, não... eu pensaria em outra coisa, tipo estar à beira de um lago, quem sabe pescando umas traíras, tomando uma cerveja gelada, me refrescando embaixo de uma sombra de árvore. Ele não, o cara só pensava em dar cabo à sua existência. Se estivesse lá comigo, pensaria em pular no meio d'água, mesmo sem saber nadar.

Um sol para cada um lá fora e o besta pensando em ir desta para melhor! E pensar que no litoral do Espirito Santo, lá em Vila Velha por exemplo, as moças, conhecidas nossas, estão com seus coloridos e minúsculos biquínis à passear pela orla! Se tivesse lá estaria pensando em alguma bestagem, tipo pular na frente de um ônibus lotado de turistas alemães, bem em frente àquele hotel de vidros verdes.

O dono do bar já avisou que não vai vender mais cerveja para a gente. Eu não me importo, compro em outro lugar! Mas ele não, achou que aquilo foi o fim do mundo! Que grande bobagem!! Olha quantos bares tem em nossa cidade? Um, dois mil botequins... muitas esquinas etílicas para a gente virar ainda! Eu pensando em ir ao banco tirar mais dez para a gente jogar uma sinuca, ele pensando em tomar cicuta! Mas vai ser besta lá longe... tanta coisa mais gelada que isso, e o cara pensando na que matou o filósofo?

Ou o tal do Sócrates morreu de amor não correspondido? Será?

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5:14 PM


Sexta-feira, Outubro 07, 2005

Utopia.

Voltando do almoço, dentro do ônibus, apreciando a quente paisagem pela janela. Num dado instante em que o coletivo parou em frente à uma igreja, reparei uma mulher mover a cabeça ligeiramente para trás e, no outro instante, jogar na calçada o produto esverdeado, imagino eu a cor, resultante da inflamação das suas mucosas. Ou era isso ou fora, simplesmente, uma forma abjeta dela eliminar o excesso do líquido transparente e insípido produzido pelas suas glândulas salivares. Pensei que se deveria proibir tal comportamento. Pensei que se deveria até multar a pessoa que usasse a via pública como o lavabo de sua residência. Se eu pudesse, melhor, se o nosso Estado quisesse, mexeria, primeiramente, no bolso desses indivíduos, pois todos já sabem que uma das boas condutas do cidadão é não emporcalhar a cidade, não sujá-la com cuspes, papéis ou tocos de cigarro. Multaria, já que a consciência social já não surte mais efeito. Cobraria pelo erro até não mais se errar. Mas como vigiar, como observar estes momentos tão comuns em que erra o ser humano? Guardas em todos os lugares, canetas em punho, notificações. Aquela mulher da frente da igreja bem que poderia ter ganho uma multa, uma multa de R$ 20,00 por cuspir na rua, mesmo que aquele cuspe fosse secar completamente em menos de meia hora. Guardas não poderiam estar em todos os lugares, mas câmeras de vídeos inteligentes sim! Câmeras ligadas à um computador central, um computador da "boa conduta", montes e montes de milhares de informações sobre como fazer e como não fazer regendo o dia-a-dia dos cidadãos. Espalhadas por todos os cantos da cidade, estas micro-câmeras, junto com microfones e potentes auto falantes, regulariam a vida dos cidadãos numa determinada região... ou melhor, regulariam a vida de todo mundo em todo o lugar público. Se um indivíduo jogasse fora um papel de bala na rua, seria automaticamente multado por aquele super computador, o Grande Irmão da Boa Conduta. Se um fosse fumar um cigarro - mesmo depois de ouvir um sermão de um minuto do computador central do Grande Irmão da Boa Conduta sobre os efeitos nocivos do tabagismo - e jogasse fora a bituca no esgoto, R$ 40,00 de multa. Mas como multar, como ser eficiente ao multar o cidadão? Estas câmeras, então, trabalhariam com o visual e também com a certeza que aquela Maria da Silva é a Maria da Silva: cada cidadão teria um chip identificador por sob a pele ou, quem sabe, até mesmo dentro da caixa craniana. Aquele que jogou a bituca no esgoto, aquele que jogou o papel de bala na rua seria devidamente reconhecido pelo sistema. Haveria o delito e haveria a certeza de quem é o culpado. E haveria também a multa, automática, no bolso do cidadão. Mas como fazê-lo pagar? Pagaria a multa com uma guia nos caixas do banco? Não... demoraria ou até mesmo nem quitaria esta sua dívida com o Estado. Dinheiro. Acabar-se-ia o dinheiro, haveria somente o crédito! Crédito da Maria da Silva! Crédito de José dos Santos! A multa agora seria automática: o cidadão que cospe na rua e é flagrado pelas câmeras da boa conduta teria, automaticamente, deduzido o valor da multa nos seus créditos! E se não tivesse os créditos? Se não tivesse os créditos, deveria prestar serviços à comunidade, tipo limpar as sujeiras que outros cidadãos poderiam vir à fazer naquela cidade. Se pensar bem, até a criminalidade poderia baixar, visto que todos estão sendo vigiados. Acabaria os roubos por conta da sistemática vigilância sobre todos e todas as ações do ser humano naquela coletividade. Mas será que isso realmente funcionaria contra o jeitinho brasileiro?

- Olha lá! Não é aquele cara, o Teobaldo Totonho, que está te devendo cem mangos?
- Filho da mãe! Nossa... vou encher a cara dele de porrada!
- Não... eu vou te pagar, eu juro que vou te pagar!
- Vai né? [soco]
- [Grande Irmão da Boa Conduta] PAREM, CIDADÃOS! VOCÊS ESTÃO A AGREDIR O CIDADÃO CADASTRADO EM NOSSOS SISTEMAS COMO TEOBALDO TOTONHO!
- Não, Grande Mano... só estou tirando aqui um cisco que estava no olho do meu amigo aqui! Olha... tem um outro sujinho aqui nos seus dentes! [mais um soco]
- [Grande Irmão da Boa Conduta] AJUDAR NO VISUAL DE OUTROS CIDADÃOS: CONDUTA SOCIAL VÁLIDA!
- [socos, socos e mais socos]
- [Grande Irmão da Boa Conduta] CIDADÃO CADASTRADO EM NOSSOS SISTEMAS COMO TEOBALDO TOTONHO: VOCÊ ESTÁ SENDO MULTADO EM 40 CRÉDITOS POR SUJAR NOSSOS PASSEIOS PÚBLICOS COM SEUS FLÚIDOS CORPÓREOS E SANGUE... E MAIS 60 CRÉDITOS SE NÃO RECOLHER LOGO SEUS DENTES DA CALÇADA!


O ônibus finalmente arrancou, a mulher seguiu seu caminho, o seu cuspe sumiu do meu campo de visão e eu fiquei pensando naquela sociedade utópica que criei em questão de segundos! Hum... acho que o negócio é trabalhar com a educação dos cidadãos em primeiro lugar...




Pois é... o que um segundo ou dois não faz com a gente, certo? Podem passar mil coisas na nossa cabeça, podemos inventar uma forma de governo, podemos viajar, ir à China e voltar! Um segundo apenas... ei, o que você está fazendo agora? Tem um segundo, um reles segundinho de sobra para indicar o Gerolino Incorporation ao Prêmio iBest 2006? É fácil... clique aqui, indique nossa empresa e pronto!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
2:30 PM


Quarta-feira, Outubro 05, 2005

Toma, distraído!

Tem dias que a gente simplesmente se acha, não é? Se acha que está bonito por demais, se acha atraente ao extremo, se acha simpático mesmo sem esboçar nenhum gesto, acha que está com um corte de cabelo totalmente inovador, mesmo que precisando ir ao barbeiro desesperadamente e acha também que ninguém vai perceber a falha gritante que o Prestobarba fez no seu cavanhaque. E isso é bom, este sentimento de nos auto-valorizar... faz bem para o ego!

E isso, da gente simplesmente "achar" que está arrasando no meio da multidão, geralmente acontece quando usamos roupas novas, aquelas escolhidas minuciosamente no meio de inúmeras centenas de peças nas lojas: "esta calça com este sapato vai ficar uma belezura... e esta camisa, ah, esta camisa deu o tchan final!"

Sair de casa, um belo de um banho, um perfume e ainda por cima usando roupas novas: é aí que a gente se acha mesmo! Os olhos das outras pessoas te fitam e você atribui os olhares, além de você mesmo, à indumentária ainda com cheirinho de loja! Eita, como eu estou me sentindo o máximo hoje! Anda pelas ruas como se desfilasse, postura altiva, passo atrás de passo. Confere com seu subconsciente se as outras pessoas estão à sua altura com relação à buniteza toda que mamãe lhe deu e segue sempre em frente!

- Olha só... aquela moça olhou para mim! Ah, mais outra! É... parodiando a cantora Simone, hoje "eu tô que tô". Opa... ah, se eu fosse solteiro! Olha lá... aposto que aquela de cabelos encaracolados vai reparar no papai aqui! Uau... quase me comeu com os olhos! Não disse... as mulheres e seus olhares: totalmente previsíveis! Ué... a velhinha também? Que isso... até a velhinha de oitenta anos me encarou? Gente do céu... a velhinha me olhou de cima em baixo e ainda cutucou a outra...

Roupa nova. Cores, texturas, cortes e estilos diferentes... realmente a gente tem que escolher bem e bastante antes de comprá-las e, sobretudo, conferir se o fecho-eclair funciona perfeitamente!


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posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
11:17 AM


Segunda-feira, Outubro 03, 2005


O autógrafo.

- Ai, meu Deus!
- ?
- Não acredito, não acredito! É você mesmo!! Me dá um autógrafo?
- Hã? Espere um pouco... você deve estar me confundindo com outra pessoa!
- Não, não... me dá um autógrafo, pode ser na minha camisa mesmo...
- "Não, não" digo eu! Eu nem sei quem é você...
- Ai, me desculpe a minha estabanação! Toma o pincel atômico...
- Pincel atômico?
- Aqui... meu nome é Karina! Escreve aí: "Para Karina, com amor..."
- Olha, Karina... vamos parar por aqui, ok?
- Por mim tudo bem! Mas eu só quero o seu autógrafo!
- Jesus do céu! Você está me confundindo com uma outra pessoa!
- Ah, pára com isso! Eu não estou te confundindo nada não...
- Não? Então quem eu sou?
- Ora... você faz televisão e teatro... e ainda canta!
- Não... eu não faço nada disso!
- Sério?
- Sério!
- Tá brincando comigo, né?
- Não... não estou!
- ?
- !
- Já sei! Como pude ser tão burra, meu Deus!
- Como?
- Vocês, atores, na televisão mostram que são legais, gente boa, compreensivos e acessíveis ao público, mas quando estão aqui fora com a gente, parecem que engoliram o rei e estão com ele aí, na barriga!
- Não, Karina... não tem nada à ver...
- Então é comigo, né? Só porque eu não sou nada parecida com aquelas modelos super hiper magras que vocês, viram em mexem, estão lá, desfilando nas capas da Revista Caras! É porquê eu sou uma mulher normal, certo?
- Não...
- É sim! Aposto que se eu fosse daquelas bonitonas, me daria um autógrafo e não me trataria com este... desprezo!
- Karina, deve haver algum engano!
- Com certeza há um terrível engano! Eu me enganei com você! Aliás, eu me enganei com todos vocês, artistas... um autógrafo e eu aqui, praticamente implorando de joelhos no chão! Meu Deus, como sou burra...
- Não, Karina... você não é burra! É que você acha que eu sou uma pessoa e eu não sou, entende?
- Mas é lógico que entendo! Eu achei que você fosse mais humano, mais carinhoso! Te confundi mesmo, misturei legal as bolas! Vai ver que o papel que você fez na última novela das oito me fez, sei lá, te enxergar com outros olhos...
- Novela? Eu nem gosto de novela! Olha aqui... para falar a verdade, eu detesto novela! Sabe o que eu faço quando não tenho nada para fazer? Eu leio um livro! Leio um livro e nem penso em ver novela! Para falar a verdade, Karina, detesto televisão!
- Gente... estou vendo que você é um autêntico duas caras, viu? Nas revistas de fofocas você é uma pessoa, e aqui é totalmente diferente! E convencido ainda por cima! Mas pode deixar... deixa estar, viu?
- Aqui! Me dá aí esta merda deste pincel atômico!
- Vai me dar o autógrafo agora, né? Ficou arrependido, certo?
- Hum hum!

Na camisa branca de Karina o pincel atômico deslizou por quase dois minutos. Segurando-a suavemente pelos ombros, ele escrevia o tão solicitado autógrafo. Ela vibrante, ele deixando escapar pelo canto da boca um sorriso maldoso.

- Obrigada, viu? Você é o máximo!
- Eu não... você que é demais!

Viraram-se e seguiram os dois seus distintos caminhos! O cara olhando aos céus e suplicando mais paciência e ela, depois de chegar ao banheiro e ver o reflexo do escrito na camisa, ficando momentaneamente sem entender direito o porquê dele escrever "Karina: bem feito, você acabou de perder sua camisa" e só assinando "Você sabe quem!" em vez do nome! Mas mesmo assim, feliz e radiante, foi mostrar a camisa autografada para suas amigas.

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
10:36 AM


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