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Jornal do Blogueiro

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Quinta-feira, Setembro 29, 2005

- Pelo amor de Deus, um banheiro!

Uma das piores coisas que existem nesta vida é a famigerada da dor de barriga. E o que falar então da dor de barriga que te pega longe de casa, que é bem, mas bem pior?

Ela vem devagarinho - ou não - e de repente te avacalha todo, chegando ao ponto de até de te cegar para o mundo à sua volta! O cara tá dentro do ônibus e num dado momento da viagem percebe algo ao centro-sul do seu corpo que se move! O suor gelado brota da sua testa, os olhos esbugalhados voam através das janelas e, quando você menos percebe, está procurando, procurando desesperadamente um banheiro, seja numa loja de roupas, num supermercado ou num posto de gasolina: ficar com a barriga doendo é que não dá, certo?

É... para isso só há saída visível para o problema fisiológico, porque por mais que você dê voltas em torno de si mesmo, não tem jeito mesmo de ser feliz se não se livrar daquele peso já considerado extra pelo organismo! Quando, finalmente, a pessoa consegue chegar à um banheiro qualquer é um alívio, comparado como se tivessem tirado das costas - ou outra parte do corpo - todo o peso do mundo. Mas aí é que mora o perigo: muitas vezes a gente nem se lembra que o destino é um garoto muito travesso, pois te mostra um banheiro vazio de um lado e te tira...

Alguém: Tem alguém aí do lado?
Outro alguém: Humm...
Alguém: Beleza?
Outro alguém: Ora... está normal...
Alguém: Cara... eu estou com um problema danado!
Outro alguém: É mesmo? Intestino preso?
Alguém: Não, muito pelo contrário. Me deu uma dor de barriga dos infernos agora a pouco...
Outro alguém: Nossa... eu sei como é isso!
Alguém: Pois é... e agora estou com um grande problema...
Outro alguém: Me fala qual é!
Alguém: É que acabou aqui.
Outro alguém: Ora... então se limpa e racha fora...
Alguém: É aí que está o problema: acabou o papel deste lado!
Outro alguém: Ihhhh... se fudeu, hein?
Alguém: Não, não... não fala isso nem de brincadeira!
Outro alguém: Hahaha!
Alguém: Ô... me arruma um pedaço aí do seu rolo!
Outro alguém: [chorando de rir] Meu amigo... infelizmente o rolo daqui tem papel para uma só passada!
Alguém: [quase chorando] Divide aí, cara...
Outro alguém: Infelizmente não vai dar!
Alguém: Mas você é muito, mas muito egoísta! Muquirana de primeira! Custa, seu palhaço, fazer o favor de me arrumar um pedaço desta merda do seu papel higiênico? Eu tenho um encontro daqui a pouco (e já estou atrasado, por sinal) e não posso ficar aqui por mais tempo! Como é que é... vai me arrumar ou não?
Outro alguém: [puxando, com força, o papel do rolo e fazendo o canudo de papelão produzir o barulho característico dele sem o papel] Olha... por um momento pensei em te ajudar! Mas depois destas palavras aí, seu cagado, sem educação e nervosinho, eu quero mais é que você se dane!

Dá descarga, bate a porta e saí, pisando alto. Mas a solidariedade humano bate forte no peito, principalmente nestas horas em que o outro está no sufoco. Pode vir à acontecer com você, não é mesmo?

Outro alguém: Aqui... peguei um rolo de papel lá com o funcionário responsável pela limpeza...
Alguém: Nossa, meu amigo... valeu, cara! Nem sei como agradecer...
Outro alguém: Não tem o que agradecer, não! Tá aqui o rolo, ok?
Alguém: Aqui onde?
Outro alguém: Aqui, no chão do banheiro! Ah... e de próxima vez que estiver em apuros, seja, no mínimo, mais educado! Passar bem!


Ps.: o diálogo acima é uma ficção, puríssima ficção de banheiro públicos, como aqueles escritos que achamos nas portas dos mesmos... mas atitude muito provável de acontecer, principalmente em dias de TPM brava ou entrega de contra-cheques!!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
1:44 PM


Segunda-feira, Setembro 26, 2005

É batata?



Sabe a diferença de uma batata pobre para uma batata rica? A diferença é a grana que a gente desembolsa para comer esta ou aquela! É gente... uma única batata inglesa, destas que a gente encontra à toda hora nos sacolões da vida à R$ 0,75 o quilo, lá num restaurante em Alphaville custa a bagatela de R$ 7,00 a unidade. Acredite: é só uma batata, uminha só, e não uma porção de batatas.

Quase não acreditei quando o garçon trouxe à mesa, numa bandeja de prata, a tal da batata inglesa, cortada meticulosamente ao meio e ainda envolta em papel alumínio - deixa eu explicar meu espanto: até o momento não sabia o valor daquele "prato" e confesso que fiquei preocupado primeiramente com a fome que eu estava (e aquela batata não dava nem para o cheiro). Em cima de cada parte da quente hortaliça, um creme e umas pitadinhas de um condimento qualquer (a primeira impressão que tive que o tal creme fosse Maionese Hellmann's com orégano, mas depois fiquei sabendo que era um tal do queijo rockefort). Nós não havíamos pedido a tal da batata, queríamos e havíamos pedido uma generosa porção de arroz (R$ 6,00) para acompanhar o Filé Carrapalliano (R$ 29,00), um generoso naco de contrafilé ou, na melhor da hipótese (e pelo preço elevadíssimo para 200 gramas de carne e olhe lá!), um autêntico e genuíno bifão de filé mignon levado ao fogo com um saboroso e espesso molho à base de vinho e temperos finos. Pois é... entre o arroz e a batata, o arroz ganharia disparado, mas ficamos com pena do garçon que errou ao transcrever nosso pedido e deixamos a batata quente queimar nossas mãos - viu como somos bonzinhos?

Ah... de repente, eu desejei mesmo o arroz. Despistadamente (e como manda o figurino) conferi o preço daquela batata (quente) no cardápio e quase caí para trás! Com o cotovelo, num gesto de extrema delicadeza, chamei a atenção da minha esposa à lista de preços que estava em minhas mãos trêmulas (fiquei orgulhoso de mim mesmo, porque agora sei que sei lidar com situações que exigem da gente um elevadíssimo controle emocional) e ela sorriu, com o canto da boca, os sete reais daquela batata! Aquele sorriso era tudo que precisava saber, tipo riso "já que estamos aqui, vamos nos esbaldar com esta batata ao queijo rockefort", queijo este que para mim parecia maionese com orégano.

Hehehe... ainda bem que eu sou ruim de fazer contas matemáticas de cabeça, porquê senão a tal da batata não desceria goela abaixo. Sabe... dá para comprar quase 9 quilos de batata com o preço daquele único exemplar de Solanum tuberosum alphaville, acredita?

Ah... o arroz (que vale o preço de um pacote de 5 quilos) de lá é servido num pires de tão pequenina que é a porção. Eu vi na mesa do vizinho...

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
5:36 PM


Sexta-feira, Setembro 23, 2005

Uai... eu já não te vi por aqui?


Blog. Ah... quando um blogueiro começa a escrever, bem no começo da jornada, no começo mesmo, pensa primeiramente nele e no que os outros pensarão do que há de escrito naquela sua página na internet. Depois vem a escolha do template, do provedor, do sistema de comentários e, quando menos percebemos, estamos inseridos num mundo de informação, de cultura, de amizade e de lazer! Escrevemos cada vez mais, fazemos amigos, nos divertimos quando levamos diversão com a nossa literatura e, com o passar do tempo, somos tomados por uma necessidade quase primal de nos aprimorar naquilo que estamos gostando de fazer, que é justamente o blog e a arte de colocar nele, papel virtual, experiências próprias ou fantasiosas, corrigindo deste modo alguns erros aqui e acolá, buscando, quem sabe, uma pretensa excelência na arte de escrever.

Eu? Fodão? Quem sou eu de ter sequer me imaginado chegando à este patamar! Não sou escritor e nem estou galgando, de forma alguma, os passos trilhados pelos mestres da literatura brasileira e mundial. Para falar a verdade, estou ainda engatinhando com o Gerolino Incorporation... mas não nego que como qualquer ser humano proto-escritor de pequenos fragmentos do seu cotidiano, já na minha cabeça, longinquamente como num sonho, me imaginei dando autógrafos numa possível noite de um lançamento de livro de histórias engraçadas, tipo a da Josefina e seus sofás. Quem sabe, hein?

Quer, né? Eu também, mas isso é coisa para daqui há alguns anos. Por enquanto, fico babando e feliz da vida quando o Bloggerman, um cara super gente boa contratado pela Globo.com para apontar os inúmeros blogs interessantes daquele provedor de internet (e de novelas, de jornalismo, editora e outras áreas que chegam à sumir de vista), me acha no meio da multidão!

Sim, meus ilustres acionistas... o Gerolino Incorporation é WHAT'S UP! de novo!! E salve a gente que gosta de rir.... senão, que graça teria?

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
4:37 PM

Doente mesmo!


Como todo homem que se preze, eu também fico todo jururu quando estou doente: começa com um espirro despistado aqui, uma garganta inflamada acolá, um leve aumento na temperatura medida com as costas da mão sobre a testa e eu, quer dizer, nós desabamos!

Somos bem diferentes das mulheres, estas nossas incríveis mulheres que tanto amamos e invejamos, que mesmo elas não estando bem de saúde, levantam e vão, de armas em punho, à luta diária, seja ela travada no próprio lar ou na empresa em que a contratou. Agora vou te fazer uma pergunta, uma simples pergunta: o homem que é homem, num estado febril, 38ºC na moleira, levanta e vai trabalhar? O homem doente levanta da cama e vai fazer o café da manhã ou vai pelo menos à padaria da esquina comprar um pãozinho de sal? Vai nada... o homem que está mais ou menos de saúde vai é ficar prostrado debaixo dos cobertores, solicitando, com a voz de doente que só o homem sabe fazer quando tá ruim, um remédio à sua guerreira do sexo feminino, seja ela mãe, esposa, filha... ou sogra! É, sogra serve nesta hora, sim senhor... nunca ouviu falar que para quem está se afogando, jacaré é tábua?

Ah... a ajuda feminina ao macho convalescido: é nesta hora que desperta, dentro de nós, homens moribundos por conta dos vírus e nocivas bactérias suspensas no ar, o sentimento de que estamos praticamente à perder as rédeas, o controle deste nosso mundo, justamente por depender inteiramente delas, nossas mulheres, para nos curar das mais variadas formas de doenças conhecidas (gripe, febre, pneumonia ou unheiro, seja lá o que for): a mãe, por exemplo, aproveitando que estamos encamados e que de lá não podemos sair, desfia horas e horas do mais puro sermão materno ("eu já te falei para levar a blusa, meu filho, mas você é teimoso... ") e muitas vezes chegam à nos convencer realmente de que estamos errados (ou seja, conseguem modificar nossa concepção do que pode e do que não pode ser feito, e isso é ruim e abala profundamente o sentimento de dominação masculina, principalmente se já tivermos fixados em nosso cerne, uma certa aversão a carregar blusas de frio e guarda-chuvas); as filhas se aproveitam do nosso combalido estado de saúde e rebatem veementemente nossas insistentes repreensões para que elas não andassem descalço no chão frio ("só você pode andar descalço, né papai?") e as esposas, ah, as esposas aparecem em cena e dão aquele show de superioridade nunca antes visto, principalmente se os dois, marido e mulher, ficam doentes juntos.

- Uai, querida... aonde você vai?
- Ora... vou arrumar os meninos para a escola! Tenho que fazer café da manhã, dar banho neles, colocar o lixo na rua... nossa, hoje tem reunião com o professor do Guilherme! Você vai lá para mim?
- Eu? [Cof! Cof! Cof!] Mas eu estou gripadaço, amor!
- Ora... eu também estou!
- [Cof! Cof! Cof! Ai, ai!] Já que você está indo mesmo para a cozinha, faz e traz um chá para mim? De limão, tá?


É... nos não fomos condicionados a isso, de jeito nenhum! Acredito que lá no fundo da nossa psique deve haver uma chave, um botão de liga-desliga do corpo, que é utilizado inconscientemente nas vezes em que ficamos doentes! Tsc... e ainda ousam dizer que a mulher é o sexo frágil!

- Cof! Ai... tô ruim hoje!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
10:16 AM


Quarta-feira, Setembro 21, 2005

Vigilância eletrônica.

Quem trabalha vigiando os outros em frente de monitores de vídeo deve passar ótimos momentos de risos, né? De risos e de jogatina! É porque nós, que somos os vigiados, às vezes nos esquecemos que estão sempre de olho na gente e, vez ou outra, nos pegamos distraídos em frente das diversas câmaras espalhadas pelos quatro cantos do mundo e pronto... prato cheio para aqueles caras que podem ver nas pessoas que transitam em frente dos discretos holofotes da segurança, como uma fonte rentável de apostas.

- Olha lá quem está no elevador... não é aquela gostosona do vigésimo andar?
- Qual... a da calcinha?
- É ela mesmo... olha lá, quer ver que ela vai dar uma olhada no espelho e puxar a calcinha? Vamos apostar "dezinho" ?


Ninguém gosta de se sentir vigiado 24 horas por dia (quer dizer, com exceção daqueles que necessitam desesperadamente disso para conseguir fama instantânea, né Bial?), mas nos violentos e instáveis dias de hoje, uma das "proteções" que temos contra prováveis atos de vandalismo é justamente o ficar de olho nas coisas e nas pessoas que transitam por um determinado local. Quando resolvem instalar câmaras filmadoras nos ambientes de trabalho, por exemplo, todo mundo se auto-policia: as brincadeiras comuns entre funcionários cessam, gestos de mãos então são automática e inconscientemente suspensos por tempo indeterminado, o correr nos corredores perde a primordial função - porque corredor é para correr, não é? - tirar meleca do nariz então nem pensar, ficamos certinhos: todo mundo anda olhando para cima, preocupado se não estava no ângulo das filmadoras, levando a vida na maciota. Mas depois de um certo tempo, relaxamos com esta neura besta e voltamos à fazer tudo como era feito anteriormente, principalmente com relação às melecas.

E tem destas câmaras em tudo quanto é lugar: nas garagens, nas entradas sociais, nas entradas de serviços e no telhado do imóvel, que se bobear, tem também a vigiar os pombos. E até o elevador, que antes era considerada zona sem nenhuma jurisdição entre os diversos andares do edifício, ganhou uma câmara destas pregada no teto! Aliás, o elevador foi outro lugar que ganhou cobertura total - além da copa, para ver quem está "morcegando" depois do fim da hora do almoço - e que os caras da vigilância se dobram de tanto rir da cara dos outros e apostar dinheiro na conduta do caboclo...

- Chegou o Zé do Cecê! Quando ele ficar sozinho no elevador vai dar uma conferida no sovaco! Vamos apostar, vamos apostar?
- Hoje estou sem grana!
- Ah... vamos lá! Duas cervejas, que tal?
- Ok, ok! Duas cervas...
- Beleza!! Fechado então...
- Estou impressionado... você parece saber tudo daqui, né?
- Ora... eu recebo para vigiar os outros, não é? Olha aí, não te disse? E pela cara que fez, o negócio lá tá bravo...


Peraí... até agora estamos na esfera pública das jogatinas através da vigilância eletrônica patrimonial. E quando esta vigilância se torna pública? Aqui na cidade há espalhadas inúmeras câmaras de vigilância em postes feitos exclusivamente para elas, postes estes fixados em lugares de intenso movimento, seja só de pedestres, seja de automóveis e de transeuntes. E o que será que os vigilantes da lei não vêem nos seus monitores, hein? Eu acho que eles vêem coisas do arco da velha...

- Foca na câmara 178!
- Que tem a 178, senhor?
- Foca seu monitor lá naquela via de trânsito rápido... rápido, sô!
- Nossa... tem um cara querendo atravessar no meio dos carros que estão à toda a velocidade..
- É... pelo jeito, o burro não vai esperar o sinal fechar para os carros...
- Será?

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
7:51 AM


Terça-feira, Setembro 20, 2005



Josefina: Impressionante como Adalberto conhece tantas mulheres...

Falou isso da entrada da sala, uma mão escorando o marco da porta e outra na fina cintura, como se aguardasse uma resposta dela mesma. Uoshington encarou-a por um instante e já preparava para respondê-la quando Clementino o atropelou...

Clementino: Conhece como assim?
Josefina: Conhece por conhecer. Ontem fomos ao supermercado, eu e ele, quando passou uma conhecida dele e o cumprimentou.
Clementino: Ora... mas isso é natural, conhecer pessoas, se interagir...
Josefina: Eu também acho! Mas daí a pouco, na seção de hortaliças, mais uma conhecida dele o cumprimenta! Ele me falou que a conhecia do serviço, era auxiliar de um amigo dele, sei lá...
Clementino: Ora... eu não estou vendo nenhum problema nisso até agora...
Josefina: Tá, tá... vai ver que é cisma minha! Mas a terceira conhecida, no mesmo dia e no mesmo supermercado, me deixou encafifada. Eu distraída escolhendo um shampoo quando dou por falta do meu marido. Onde ele estava? Perto dos biscoitos, conversando com uma...
Clementino: ... outra amiga, acertei?
Josefina: Isso mesmo! Outra amiga, outra conhecida, outra, outra, outra...
Clementino: E o que você acha, Josefina?
Josefina: Sei lá, Clementino... meu marido conhece mulheres demais, pelo que estou percebendo! E o serviço dele não é assim, sei lá, que tenha que ter esse círculo profissional só do sexo feminino! De onde será que ele conhece estas mulheres todas?
Clementino: Humm... isso é uma coisa que você tem que perguntar à ele, investigar com mais profundidade estes relacionamentos dele com estas barangas...
Josefina: Barangas nada! Pelo menos estas três que ele me apresentou eram lindas, muito bem vestidas, esguias e perfumadas...
Clementino: E é só hoje que você está percebendo que Adalberto tem estas inúmeras amigas, Josefina? Nunca te passou pela cabeça...
Josefina: ... que Adalberto é tão bem relacionado com...
Clementino: ... estas inúmeras amigas dele?
Josefina: Nunca! Só agora que, sei lá, a ficha caiu!
Clementino: [fazendo uma cara maliciosa] Pois é, Josefina... quem sabe...
José Uoshington: ... o patrão, nos seus momentos de folga, não trabalha num salão de alta costura? Já pensou nisso, patroa?
Josefina: Hahaha! De onde você tirou esta idéia besta, Uoshington?
José Uoshington: Ora... se ele conhece todas estas beldades, ele só pode estar trabalhando escondido no mundo da moda, como... como o Victor Valentim!
Josefina: Como quem?
José Uoshington: Como Victor Valentim! Lembra daquela novela Ti ti ti, da Globo?
Josefina: Kakaka! Só você mesmo, José Uoshington, só você para me fazer rir e tirar estas idéias bestas da minha cabeça... Adalberto costurando...

Virou as costas para os dois sofás e sumiu para dentro do apartamento, rindo muito da comparação que um fez do seu marido com o galante costureiro espanhol da novela...

Clementino: Você é muito pilantra, Uoshington...
José Uoshington: Eu?
Clementino: Você mesmo... e pensar que por um momento eu imaginei que você fosse me ajudar...
José Uoshington: A derrubar o patrão? Nem pensar... e eu vou te falar uma coisa: agora mesmo, para livrar a cara dele, quase o comparei com o Jacques Leclair! Nossa... tomara que ele nunca descubra que um dia eu pensei nisso...

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
11:04 AM


Segunda-feira, Setembro 19, 2005

O centro do mundo.


Nascera umbigo, mas não um reles umbigo qualquer. Nascera um umbigo que, desde pequeno, sonhava e pretendia ser o centro do mundo.

As coisas orbitavam ou tinham que orbitar em sua volta, senão nada feito. Fechava a cara, cara que só umbigo tem, caso as coisas não funcionassem do jeito que imaginara. Gritava, com boca espumante que umbigo faz quando está com raiva, com tudo e com todos, reclamando impropérios, xingando até cansar o maxilar, maxilar de umbigo, fazendo que as coisas imaginadas corressem feito um rio que corre para o mar, um rio que o próprio umbigo criou e que fez questão também de acertar as margens, dragando e moldando as vontades de afluentes alheios, culminando, invariavelmente, todo o fluxo de acontecimentos para um determinado lugar, este, escolhido pelo umbigo, o mestre daquela realidade, vir à ficar.

Fazia o próprio umbigo a gravidade e a lei, só podia. Era impressionante a força que exercia sobre as pessoas, nos conhecidos e até mesmo nas que ainda nem viu a cara! Impressionante era o umbigo, como um todo, e como centro daquele pequeno, ainda, universo só dele.

Mas um dia o umbigo tentou mudar uma coisa que não precisava e não carecia de ser mudada. Tentou o umbigo modificar um sentimento chamado vontade - a livre vontade de fazer, de ser - do amor, coisa esta que não precisava ser modificada, já que o amor amava o umbigo desde muito tempo, mesmo sendo umbigo daquele jeito, meio egocêntrico (quem ama, ama!). O amor queria, além de ficar pelo resto da vida ao lado do umbigo, amar a ele mesmo também, ser feliz fazendo o que gostava, soltar o corpo no ar e sorrir ao som das colisões dos planetas com as estrelas... mas esta parte da história o umbigo não entendeu!

Não entendeu ou não queria entender, para dizer a verdade, nem um nem o outro! Não deram o braço à torcer, não mais se olhavam como antes, não mais se encontravam, mesmo nos pequenos espaços de tempo que tinham os dois, amor e umbigo, para conversarem sobre as coisas da vida, sobre o que poderia vir à ser, sobre o que estava se acabando!

Deu para entender? No frigir dos ovos, não dá para saber quem é o centrado ou quem é o teimoso numa relação, saber discernir um ato de outro, tentar entender lados já bastante desgastados por momentos de ira, de raiva incontida, de lágrimas, grossas lágrimas que escorreram rostos abaixo, tudo isso sem razão aparente.. mas alguma coisa aconteceu para valer nestes últimos dias com o amor e com o umbigo, uma coisa que desestabilizou um pequeno e frágil universo de duas pessoas!

- Tsc! É uma pena para eles!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
4:59 PM


Sexta-feira, Setembro 16, 2005

Assim caminha a humanidade...


E enquanto isso, numa sala de aula num lugar longe, mas muito longe daqui...

- Pega...
- Aí tem a dois?
- Tem a dois e a quatro.
- E cadê a três?
- Ainda não ficou pronta... me dá uns cinco minutos!
- Cinco minutos? Mas a prova termina em quinze!
- Mas não tá comigo! Tenha paciência...
- Paciência, paciência...


O professor, lá na frente, raspa a garganta, demonstrando que parece ter ouvindo toda a conversa.

- É não ou sim a terceira?
- Acho que é sim!
- Acha? Como assim acha?
- Eu acho!
- Mas tem que ter certeza! O resto da explicação vai de acordo com o sim ou com o não, igual casamento!
- Ah.. coloca que sim e pronto!
- Tem absoluta certeza?
- Não!
- E o pessoal aí do lado, o que eles colocaram?
- Olha... o cabeludo ali colocou sim, o do lado dele colocou que não!
- Puts... e o que você vai colocar?
- Ora... vou colocar que sim!
- Sim mesmo?
- Sim! Eu lembro que li no livro sobre esta questão...
- Ah... mas se você leu e lembra...
- Peraí... eu estou lembrando que li, mas não tenho tanta certeza assim se é sim ou se é não, entende?
- Entendo!
- A um ficou pronta! Vai querer?
- Só para conferir...
- Acho que vamos tirar total nesta prova...
- Deus queira que não...
- Não?
- É... não quero viver com este remorso na consciência...
- Como assim?
- De ter tirado total numa prova colando! Que feio!


É um absurdo, mas pode acontecer que um ou outro colega nos incomode durante uma avaliação de conhecimento. E é um saco: toda hora nos cutucando querendo saber se já fez a questão que ele não sabe, ou até mesmo, que nós, alunos dedicados com a matéria, passemos para um outro colega situado à nossa frente, um pedaço embolado de papel! E o risco que corremos? Vai que o professor interpreta que estávamos participando daquela troca de informação?

- Ah... zero para você, para você... e para você, também!
- Eu? Mas eu não fiz nada!


Eu já presenciei situações assim nesta minha vida. Uma vez um colega, inocente num ato de troca de "informações ilegais" que rolou na classe, foi acusado de estar colando! Tsc... é de partir o coração ver o cidadão chorando compulsivamente! Eu acredito que, se a pessoa for colar, que cole com classe, sem dar bandeira!

Quê? Você nunca colou? Ah não, por favor... não faça esta cara repreensiva! Quem nunca colou nesta vida, mesmo que só uma olhadela para o trabalho do vizinho, que atire, agora mesmo, a primeira bolinha de papel no cesto!! Isso... aquele mesmo cesto de bolinhas de papel que fica ao lado do quadro, estrategicamente posicionado perto da porta!

- Poxa, que azar!! Errou... também pudera, aposto que também nunca foi um bom aluno nas aulas de basquete... acertei?

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
1:04 PM


Segunda-feira, Setembro 12, 2005

Ô inferno!

Cinco provas de cinco matérias arregaçadas de complicadas, uma praticamente na seqüência da outra! Um resumo de um livro que eu nem comecei à fazer... e o pior, o resumo deve ser feito à mão, nada de trabalho digitado! Problemas acontecendo aqui, acontecendo acolá, mais um pepino no serviço, a falta crônica de dinheiro, o saldo avermelhando no banco... e o aniversário chegando! Tudo isso acontecendo e olha que ainda não peguei aquelas tradicionais chuvas (estas tromba-d'águas que costumeiramente São Pedro, quando está sem nada o que fazer, resolve me mandar) ao chegar para o trabalho ou em casa. É... ouvi falar que nos trinta dias que antecedem nossos aniversários vivemos maus momentos, tanto no contexto profissional, no social e principalmente no familiar!

Sim! E tem nome, como posso dizer, esta sensação de desconforto, esta ziquizira, esta inhaca: é o danado do Inferno Astral - explicando melhor,

"... existem algumas explicações para entender estes trinta dias temidos antes da inauguração de uma nova idade. O aniversário nada mais é do que o marco de um novo ciclo solar na vida de uma pessoa, ou seja, o Sol passa pelo mesmo ponto do Zodíaco que estava quando ela nasceu, sinalizando uma nova etapa para a sua consciência. Os dias que antecedem esta renovação são exatamente os últimos do ciclo anterior que a consciência vinha atravessando."

É... o Sol passou e parece estar estacionado em cima de mim desde o último dia vinte de agosto! Sei lá, às vezes tenho a ligeira impressão que estou debaixo de uma lupa, só pode: eu, a Dona Lupa e o Seu Sol, me fritando vivo, igual àquelas pequenas formigas que matava no jardim de casa quando era pequeno! (bem que minha mãe falou que Deus castiga!)

Não acredita nesta baboseira de Zodíaco? Bem... eu também não, mas até bem pouco tempo atrás! Como então explicar alguns fatos e algumas situações que teimam à acontecer justamente nestes fatídicos dias? Será mesmo porquê o Sol, que antes estava tomando um café sem açúcar na casa de Capricórnio e chateado porque Gêmeos lhe passou um conto do vigário, resolveu entrar na casa do vizinho de Virgem e bagunçar o coreto? (minha mãe falava que é obra divina! Será?)

Ah, tá! E só por conta disso o côro pode comer solto no meu lombo, né, "Papai do Céu"? E é cada lambada, meu amigo, que vou te falar! Nunca antes quis que chegasse logo este meu aniversário, tomar rápido as já tradicionais cervejas e assoprar as trinta e quatro velinhas para acabar com esta triste cena de Escrava Isaura!

- Nossa... e ainda faltam oito dias de pelourinho! Eu não agüento mais! Opa... lá vem o chicote, quer dizer, a fatura do cartão de crédito... ai!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
1:27 PM


Quinta-feira, Setembro 08, 2005

Teoria do dedinho mindinho.

Eu sei que você já bateu o dedinho mindinho do pé no pé da cama ou noutro móvel qualquer da sua casa! Sei disso porquê este fato acontece conosco num nível alarmante, ouso dizer até que tal fato se repete várias vezes ao ano! Mas você quer saber o porquê - estou falando num nível científico - desta dolorida topada? É porque existe dentro de cada um de nós, seres humanos, uma irresistível atração entre estas partes do nosso corpo com os móveis, principalmente os que tem como matéria prima a madeira, espalhados e facilmente encontrados em nossas casas.

Incrível, não? Como um ímã que atrai objetos metálicos, nossa carne, também cheia de energia como o dito material ferromagnético, tem gana por quinas de mesas, camas, cadeiras e pesadas estantes de madeira, pois nosso corpo tem necessidade de fazer contato com estes objetos para livrarmos de excesso de energias que estão a acumular dentro das nossas células. Quantas e quantas vezes você se viu descalço ou usando daquelas Havaianas bem gastas, andando despreocupado no trajeto quarto-sala-quarto que conhece tão bem quando tum!, eis lá o dedinho de encontro ao sólido móvel esquinado? E porquê ele, e nas maiorias dos casos somente ele, o mindinho, é que leva a pior nestes encontros? Ora, tudo para esta vida existe uma explicação: o mindinho é o maior ponto de expulsão eletromagnético natural do nosso organismo (só perdendo para as canelas), e é através dele que o nosso Magnetismo Bioquímico Humano (explicações logo à seguir) atrai os objetos e, conseqüentemente, nos livramos das energias excedentes produzidas em nossos corpos.

E nós não temos que ficar elucubrando para descobrir de onde vem tamanha magneticidade! Basta responder à esta simples pergunta: já se indagou para onde vai a energia cinética produzida pelas milhões de milhões de células que se movem incessantemente pelo nosso corpo? Para o ambiente, você poderia me responder! E como descarregamos esta energia? Pelo contato com o ar e com outros objetos, certo? Certíssimo... como um pára-raios ao contrário, nosso dedinho mindinho ganhou a essencial função de descarregadora destas energias bioquímicas - chamadas em alguns círculos científicos de Magnetismo Bioquímico Humano, ou Human Biochemical Magnetism, e a forma encontrada por nós, neste séculos e século de evolução, para livrarmos do excesso energético, foi justamente a topada com objetos fixados ou próximos ao solo (mas em alguns raros casos de excessividade flutuação magnética, o dedinho mindinho pode ser atraído diretamente ao solo).

O mindinho, que tem só aquele fiapinho de unha por ser ela um péssimo condutor eletromagnético, é um dos nossos mais claros sinais de nossa evolução. Nossos ancestrais primatas tinham longas unhas no dito dedinho, unhas estas que dificultavam ao máximo o descarregar das energias magnéticas geradas pelo corpo ao contato com clavas sujas de sangue jogadas ao chão ou com grandes pedaços de ossos de Pterodonte. Como conseqüência, é sabido que eles se machucavam com mais constância, praticamente à todo momento naqueles já falados objetos, assim como nos troncos de árvores caídos no meio das florestas ou nos pequenos pedaços de rochas encontrados comumente dentro das suas cavernas. E tudo isso num nível inconsciente, pois o seu corpo atraia aqueles objetos para próximo ao dedinho mindinho para poder, desta feita, liberar a energia magnética bioquímica em variadas tentativas durante o dia. Sendo assim, a Mãe Natureza foi nos tirando, pouco à pouco, a quantidade de unha do dito dedo, para facilitar ao máximo o contato da carne com a madeira com a maior topada possível.

E o excesso desta energia, o que pode ocorrer com o ser humano que se vale de alternativas pouco convencionais para se ver livre desta carga magnética? Com alguns humanos é mais rápido o processo de acúmulo energético e sua liberação? A ciência ainda não tem respostas a estas e outras inúmeras perguntas, mas sabemos que, vez ou outra nosso corpo se livra desta energia residual, logicamente, através de topadas nos pés da cama feitas de madeira maciça, quando levantamos de noite, com sono, e muquiranamente não acendemos a luz para ir ao banheiro.

A gente economiza a energia elétrica de um lado, libera o Magnetismo Bioquímico Humano do outro e, de quebra, testamos nossas cordas vocais com sonoros palavrões ao mesmo tempo em que lubrificamos nossas retinas com nossas lágrimas, sub-produtos estes resultantes do brusco despreendimento magnético do dedinho mindinho com a madeira!

E dói, viu?

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
3:26 PM


Terça-feira, Setembro 06, 2005

Oba! Amanhã é feriado!


O interessante da gente não trabalhar amanhã, plena quarta-feira e dia da Independência, não é só o não ter o que fazer em casa, não é só pelo tempo disponível que ganhamos para coçar, não é nada disso! O interessante de se ter um feriado exatamente bem no meio da semana é que os dias se transformam outros, e alguns deles totalmente diferentes entre si.

Tomemos por exemplo esta segunda: a minha segunda-feira começou segunda, gosto de guarda-chuva na boca e cabeça doendo. Depois do meio dia, a segunda virou terça, dia besta e sem importância nenhuma - ainda mais que se aproximava o feriado. Já a real terça de manhã virou quarta-feira, insossa quarta até a hora do almoço quando fui, de novo, ao banco (mas desta vez, eu não sou bobo, usei o caixa eletrônico). Agora a verdadeira terça-feira à tarde - que um pouco antes pela manhã era quarta - nem bem chegou a virar quinta e se transformou numa belíssima sexta-feira de sol poente: todo mundo já começando a afrouxar um tiquinho suas gravatas, alguns serviços não tão urgentes assim sendo engavetados para depois do feriado, telefones marcando o happy-hours, a festa do estica e puxa à todo vapor!

Viu? Feriado na quarta-feira é deste jeito, tipo um divisor de águas. Não está acreditando? Pois então preste atenção nestes fatos que ainda virão à acontecer com você à partir do dia 8:

Quinta-feira, quando você acordar, vai confundir o dia que está raiando com uma segundona brava, principalmente se exagerar um pouco com as biritas do churrasco do dia da Independência! Depois do meio dia de quinta, a segunda se transformará em terça-feira e você, que passou o dia pensando em que dia da semana vai cair o próximo feriado de 12 de outubro (para não perder o seu tempo vendo a folhinha: quarta-feira também), nem vai perceber. Quando chegar finalmente a sexta feira, na parte da manhã, ela vai ter gosto de quarta ou quinta-feira, nunca de sexta... e você só irá perceber que está verdadeiramente numa sexta-feira quando for almoçar no restaurante aí do lado do seu serviço e o prato do dia for uma suculenta duma feijoada.

Viu... nada como um feriado numa quarta-feira: mais de oito dias úteis numa semana! É mole?

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
3:20 PM


Segunda-feira, Setembro 05, 2005

Toda vez que vou ao banco...

Era-se o tempo em que tínhamos somente medo de que, de repente, pela porta giratória do banco adentrasse inúmeros bandidos armados até os dentes e rendessem todo mundo, levando o dinheiro dos caixas juntamente com o nosso, além de outros objetos de valor, tanto dos funcionários quanto dos clientes que estavam lá, em pé, durante horas e horas, aguardando o momento de serem atendidos.

É... a vida é muito engraçada. Hoje em dia, além de estarmos sempre preocupado com os pilantras de plantão, com a melhor hora de não pegar aquela abominável fila e principalmente na hora em ir ao banco justamente nos poucos minutos em que os dois únicos caixas estarão à serviço, temos que ficar de olho bem abertos nos velhinhos que vão fazer os serviços bancários deles mesmos, dos vizinhos, dos filhos, dos netos e do zelador do condomínio. Sem brincadeira nenhuma, hoje uns trinta ou mais passaram na minha frente.

E eu penei em pé por mais de uma hora até ser atendido! A fila em que me encontrava hoje lembrava fielmente aquelas intermináveis de outrora em que eu era contínuo: inúmeros clientes para a pobre dupla de caixas. E nada muda neste setor financeiro... quer dizer, falando por mim mesmo, depois de mais de dezenove anos de fila eu percebi, sim, que uma única coisa mudou: a quantidade de funcionários diminuiu justamente para que o banco obtivesse mais lucros. E só! E as filas continuam do jeitinho que sempre foram, mas agora com uma novidade: a fila dos idosos com idade igual ou superior à 60 anos, doentes, gestantes e com crianças no colo, que se forma ao lado da fila tradicional, mas com preferência para convergir à direita no cruzamento sem precisar olhar para quem está vindo em sentido contrário!

Juro para você que, quando finalmente chegou minha hora de ser atendido, um idoso apareceu do nada e tomou minha vez. Não passou nem um minuto, uma velhinha mais outro já chegaram e gutunharam na fila. E nesta de chega mais, chega mais, eu fiquei mais, mas muito mais de quinze minutos lá na marca do pênalti!

E como eles demoram! Abre a sacola, tiram os papéis, desenrolam a gominha, contam o dinheiro, passam o cartão magnético mais vezes que eu poderia contar, tomam os caixas só para eles (eles deveriam ter um exclusivo, isso sim!). Teve uma hora que eu olhei para a porta giratória e, sei lá, fiquei torcendo para que, se fosse entrar mais alguma pessoa, que entrasse o tal do ladrão, mas que, pelo amor do Santíssimo, não entrasse mais nenhum velhinho... senão estaria lá até agora! E sem pagar a danada da conta, que é o pior...


PS.: me perdoe a falta de graça, mas hoje é segunda-feira, estou de ressaca e, para piorar, peguei uma interminável fila de banco logo após o almoço! Alguém nesse mundo tinha que pagar o pato...

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
5:15 PM


Sexta-feira, Setembro 02, 2005



Ao dobrar a esquina, praticamente defronte à entrada do prédio onde possui um apartamento, leu, do outro lado da rua, uma placa com os seguintes dizeres:

"Tatuagem sem dor, moderno método empregando novíssimas tecnologias de pigmentação de pele.


Ele já pensava em ter uma, duas ou três daquelas enormes figuras místicas ou de animais selvagens espalhadas pelo corpo, mas sempre esbarrava no receio, no medo quase infantil de sentir muita dor naquele procedimento milenar de ter a pele perfurada inúmeras vezes - da vez que quase conseguiu se convencer, esbarrou na imagem do seu sangue jorrando e a certeza do grande incômodo resultante logo após da finalização da arte e desistiu novamente... sentir dor não era com ele.

Parou em frente à modesta loja, conversou um pouco consigo mesmo e resolveu conferir o anúncio. Tocou a campainha e foi atendido por um oriental de estatura mediana, como quase todos os japoneses, sul coreanos ou chineses que conhecia. Perguntou sobre o método utilizado, quase com vontade de voltar pela mesma porta que entrou.

Foi quando o tatuador, muito calmamente, começou à explicar como estava praticamente revolucionando a arte da tatoo no mundo moderno: havia ele inventado uma máquina que tatuava a pele da pessoa, em questão de segundos, sem agulhas, sem dor, sem nada! Perguntou o futuro freguês, já com os olhos brilhantes, se poderia fazer um tigre siberiano em posição de ataque em seu braço, mas obteve a negativa como resposta: "como estava o procedimento ainda em fase de teste, a única tatuagem possível naquele momento seria a da pessoa amada, logicamente pensada pelo encomendante da obra".

Veio em sua mente a imagem de sua linda noiva. Decidido, resolveu carregar para sempre o rosto dela estampado no braço!

Colocou os fios, o aparelho tapando seus olhos, o outro aparelho tatuador no local onde iria ser impressa a arte, imaginou a fisionomia dela e, realmente, em menos de cinco minutos, ele já podia ver o semblante imaginado fixado eternamente no seu braço.

Pagou com três nota de cinqüenta e saiu correndo para casa, pois queria logo mostrar a novidade à amada. Abriu a porta do apartamento e a jovem moça veio ao seu encontro:

- Querido, que bom que você chegou! Acabei de vir daquela loja de tatuagem em frente de casa! Olha o que fiz nas minhas costas...
- Peraí... este aí é Clebão, o borracheiro que trabalha na rua do lado!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
10:59 AM


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