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Jornal do Blogueiro

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Sexta-feira, Julho 29, 2005

O Fim do Mundo.

A gente percebe, até mesmo com base na intuição, que alguma coisa vai muito mal com o nosso mundo e que estamos chegando bem próximo ao apagar geral das luzes quando passamos a presenciar situações estranhas acontecendo ao nosso redor. Parece que não, mas no simples ato de observar pequenos fatos em nosso dia à dia, percebemos ações estranhíssimas e inusitadas de pessoas, animais, clima, natureza ou outros meios que podem servir de sinais divinos, tipo carta com A. R. dos céus, alertando-nos para o tal do Apocalipse (ou se preferirem, Armageddon, Ragnarok... fica à critério do freguês) já anteriormente previsto nos velhos livros.

Hoje, por exemplo, fui testemunha ocular de um destes, o que me fez refletir profundamente sobre o assunto. Estava esperando o ônibus no ponto, bem cedo, um frio da moléstia e eu sem blusa, quando avistei um cavalo comendo sacos de lixo. E o bicho mastigava com vontade aquele saco azul calcinha, sorvendo o plástico com vontade, querendo mas que querendo mesmo ruminar aquele alimento por séculos e séculos no seu bucho. E eu lá, olhando, incrédulo. Menos de dois minutos depois, outro cavalo se aproximou e começou também a comer um outro saco de lixo. Veja só: banquete eqüino agora é saco de lixo.

Agora, para piorar um pouco mais a situação e para você refletir comigo, te falo que os sacos de lixo estavam colocados próximo à um matagal. Tinha mato à vontade para alimentar toda a família dos cavalos e ainda sobrava para o jantar. E os cavalos? Nem tchum para a clorofila do matinho rasteiro e os nem tão rasteiro assim que cresciam ao redor e nos lotes vagos, pois preferiam os restos que nós, seres humanos, produzimos diariamente, a comer um boa e suculenta grama orvalhada.

É.... como diriam nossos avós, não se fazem mais cavalos como antigamente.

Acabou? Nada! O que mais me chocou ainda estava por vir. E não é que no meio daquele rasga-rasga dos sacos de lixo, um dos cavalos achou uma lata de leite Moça e queria lamber aquele restinho que sempre fica preso no fundo da latinha? Fiquei besta olhando aquela cena. Olhei para os lados para ver se alguém mais estava vendo aquilo e não encontrei ninguém, pois o ponto de ônibus ainda estava vazio. Lancei um olhar aos céus, tipo procurando uma explicação divina para aquele fato, e também não obtive nenhum sinal, nem um trovão, nem um relâmpago rasgando o céu azul.

Naquela hora me deu um click nas idéias e lembrei que havia jogado fora algumas long neck's no lixo antes de sair de casa e que em algumas delas ainda restavam um tiquinho de cerveja quente. Se aqueles cavalos subirem mais alguns quarteirões, vão ficar os dois ligeiramente bicudos...

Ai, meu Deus! Meu vizinho, que está parando de fumar, me disse que joga umas bituconas de cigarro no lixo...

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9:00 AM


Quarta-feira, Julho 27, 2005

Blog no espaço.

O Vanildo mandou seu blog para o espaço e eu mandei o meu também. O Byonico e a Gerolino Incorporation estão, neste momento, singrando no vácuo estelar, viajando por entre estrelas, cometas, buracos negros e nebulosas, levando um pouquinho de humor para nossos amigos e vizinhos extraterrestres.

Você, como bom terráqueo, sabe muito bem o que é ligar a sua televisão e constatar que só há lixo na programação. Agora o que eu não acho correto é a gente encher a telinha dos Et's com estas merdas todas. Cara... imagina o etzinho ligando sua tv sideral, sintonizando o Canal Espacial Planeta Terra e assistindo a rainha dos baixinhos falando, e falando, e falando um monte de coisas com aquela voz irritante para todo mundo ouvir. Aí, depois da lavagem cerebral, a pequena criança extraterrestre começa a dar esporro no shopping center querendo o novo cd daquela apresentadora para ouvir à toda altura na sua casa. É criar confusão na certa com a mamãe extraterrestre. Domingão, papai extraterrestre chegando em casa depois de encher os cornos de "tequila evaporada" num boteco copo sujo em Alfa Centauro, senta no sofá, liga seu televisor, sintoniza com uma pequena dificuldade um canal e começa à assistir uma entrevista, à tarde, com o Belo do Soweto (blearg!), onde o dito apresentador desfia intermináveis elogios à carreira do músico e, de quebra, começa a mostrar numa tela os familiares, namorada e os amigos próximos relatando passagens da vida dele entre uma música dublada e outra! Ou mamãe extraterrestre se indignando com a violência neste nosso planeta, tirando de cabeça a idéia do papai extraterrestre passar as férias de verão em Copacabana, principalmente por ter ela morrer de medo de arrastão e bala perdida. E isso sem falar nas terríveis imagens de conflitos por terras, por petróleo, por ideologias religiosas, atentados terroristas, carros-bomba, homens-bomba, cachorros-bomba, supositórios-bomba e Roberto Jefferson.

Não, não... nossa imagem, já bastante desgastada numa visão macroscópica, tem que mudar aos muitos olhos dos nossos companheiros planetários. E por quê nós, blogueiros, não podemos reverter esta triste crise cultural interplanetária? Ou pelo menos tentar!

Envie seu blog para o espaço e faça um extraterrestre mais contente. Porque eles tem que saber que ainda há vida inteligente e pacífica aqui neste globo... ou, pelo menos que ainda existe gente que faça gente (e porque não extraterrestre) um pouco mais feliz, seja aqui, neste imenso planeta azul, ou lá, no frio, repleto de raios cósmicos e sem oxigênio, que é o resto (ou parte) do universo.

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
8:18 AM


Terça-feira, Julho 26, 2005

E com vocês a banda...

Depois de pensar num nome para os nossos filhos e finalmente registrá-los no cartório, pensar e colocar um nome bom e original numa banda, para quem já tem ou para quem está para ter uma, é uma tarefa dificílima. Assim como nomear e registrar, forma civil de mostrar ao mundo nossos rebentos, o nome ali pensado, analisado e conversado pelos futuros integrantes do conjunto vão acompanhá-los como se fosse uma estigma por boa parte do tempo daquela formação, ou até mais, quem sabe. Hoje em dia, mais do que nunca, não lemos à toda hora cartazes e outdoors anunciando shows de Fulano, Ex-Banda Os Sicranos, ou Banda Os Sujeitos, remanescentes da Banda Os Aqueles, até que consigam desvencilhar daquele conjunto que os lançou? Então, já que funciona assim, que o nome seja, no mínimo, bom.

Eu já participei de algumas destas escolhas de nomes de bandas em que toquei. Foram poucas, é bem verdade, mesmo porque a base de quase todas as quatro ou cinco em que já entrei eram quase as mesmas. A primeira foi 18 Quilates. Ruim não é? Eu vivia achando horrível o nome: "dez ou oitos que latem". Haviam pensamentos dentro daquele grupo que aquele nome faria menção à pureza e perfeição do ouro (ou dos integrantes), mas não pegou de jeito nenhum, ainda mais que estávamos todos começando, sem nenhuma experiência musical, totalmente crus, baterista sem bateria, baixista sem contra-baixo (Carlão Sabará... quanto tempo!) e guitarrista com uma Tonante velha. Bem... de tanto que o nome era ruim, decidimos mudar. Dinastia foi o segundo a ser pensado por nós, lá pelos fins dos anos oitenta, e até que ficou por um bom período de tempo, mas também não era "aquele" nome legal. Eu, com meu senso crítico ferrenho, toda hora que podia espetava que o nome da banda sugeria que os integrantes gostavam de fazer música e "de ir nas tias". Péssimo merchandising junto com as meninas (além de que éramos todos menores de idade) se o conjunto um dia vingasse! Depois rolou a idéia de mudar o nome para Anti-dope, banda em que tive uma leve participação - além de tocar bem pouco nesta formação, não gostava de jeito maneira do nome encontrado - e finalmente a Bândida, que na época era e ainda é um nome original. E quantos nomes passaram pelas nossas cabeças, muitos e muitos, quanto tempo imaginando e discutindo. Sabe... nesta história toda, o mais engraçado era exatamente o ficar pensando em que nome vai levar a banda. E saíam cada uns...

Havia um amigo que sempre me ligava, praticamente de hora em hora, e falava alguns nomes. E eu lá, anotando num papel e riscando praticamente um à um.

- Doxa! Doxa é um nome bom, não acha? [significa em latim opinião, juízo, ponto de vista]
- Você está louco? Imagine a gente num palco e o público gritando o nome da nossa banda... Doxa! Doxa! Doxa! Não... este nome não!
- E que tal Erro de Parto?
- O quê? Erro de Parto? Você está ouvindo muita Legião Urbana, não?
- Poxa... mas Erro de Parto é um bom nome!
- Assim como Aborto Elétrico! E olha que de tão bom eles trocaram...
- Parece um com o outro...
- Parece! E fora que este aí que você inventou é horrível. Pensa aí o que nossas mães vão achar se nossa banda se chamar Erro de Parto!
- É... deserção na hora!


E o pior que toquei com uns outros amigos que acharam este último nome, o Erro de Parto, uma maravilha. Estávamos todos reunidos na casa de um deles, pensando em como poderia se chamar a nova banda e eu comentei esta história. Pronto: na hora, eles acolheram o nome. Parece até praga de mãe, mas esta formação durou somente uma apresentação para poucas pessoas.

Fazendo um paralelo entre nome de pessoas com nomes de bandas e para você ver como é importante esta escolha, um primo meu iria se chamar Ripimasterson. Sim... era este o nome mesmo, Ripimasterson, e para completar um "da Silva" de sobrenome. Não é estranho? E tudo por conta daquele famoso Tenente Rip Masters do jurássico seriado Rin Tin Tin que passava na televisão nas décadas de 60/70. No cenário musical, presenciamos muitas bandas que se utilizam de nomes de personagens de desenhos animados ou de longa-metragem para dar nome aos seus conjuntos musicais. Colocam o nome, começam a fazer sucesso, toca daqui, toca dali, conseguem se encaixar numa rádio, tem aquele problema com o INPI, ganham mais um pouco de publicidade com a briga que sabem de antemão que vão perder e depois mudam de nome, cortando uma palavra daqui, trocando outra acolá ou simplesmente abreviando uma letra. Meu primo? Ah... depois dos pais dele muito conversarem, escolheram enfim um nome normal para o menino, ainda bem! Viu só a importância do nome do sujeito. É praticamente a mesma ao arrumarmos o nome para um conjunto musical, mas com um problema: para mudar o nome de uma pessoa, ela tem que provar por "a mais b" que há um constrangimento social em se chamar de, por exemplo, Ripimasterson. Difícil (mas não impossível) é ter que entrar na justiça para isso, ainda mais com cada nome estranho por aí...

E para terminar esta lenga-lenga de nome de banda, o principal também é que eles toquem bem. De que adianta ter um nome super legal, inovador, boa sonoridade... se a música for uma grande merda?

Como diria minha avó, calça de veludo, bunda de fora!

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10:25 AM


Domingo, Julho 24, 2005

Êta, roção brabo!

Acabei de chegar da roça: fica umas seis horas daqui de Belo Horizonte, uma estrada esburacada e perigosa como qualquer estrada brasileira que se preze, mas desta vez, por incrível que pareça, vazia de automóveis e caminhões, tanto na ida quanto na volta.

Viagem tranqüila, quatro dias de pernas para o ar, conversando em volta do fogão à lenha, tomando aquelas "da roça" legítimas e nos alimentando demasiadamente bem. Aliás, taí uma coisa que a gente faz e faz com gosto quando estamos na roça: comemos muito, mas não por conta da gulodice que todo ser humano trás na barriga ou dentro dos olhos. Comemos porquê o gosto das coisas e das comidas feitas na roça tem um gosto diferente das da capital. Tomemos o frango caipira como exemplo: aqui, nos supermercados da vida, compramos aquele frangão de quase 3 quilos, carnudão, com a etiqueta "made in roça" pregado nele. Tem o mesmo gosto? Não tem. O "roçento" legítimo é magrelo, mas um falso magrelo... taí, ele aparenta ser magro, mas escondido atrás das penas é bem fortinho, visto que o franquinho anda atrás de comida o dia inteirinho: come minhoca, besouro, milho, areia, formiga, as verduras verdinhas da Dindinha... o bichinho come de tudo! Será esta a diferença, a alimentação do frango da granja para a do interior de Minas? Sei não... mas que um é mais gostoso que o outro, isto lá é!

E como eu comi, viu? Queijo, leite sem mistura de água, ovo de galinha caipira... gente, eu toda manhã comia uns 3 ovos de galinha caipira, aqueles vermelhinhos e pequenininhos, cozidos no fogão à lenha: colocava fogo na madeira, metia uma panela de ferro preta na trempe, enchia de água e lá deixava os ovos. Num minutinho estavam prontos, era só abrir e jogar o sal. O problema depois era com os gazes que formavam e que tinha que botar pra fora. Num destes, eu estava dirigindo, o carro cheio, e deu aquela vontade de soltar um. Pisei na embreagem até o fundo e aproveitei a chance. Estávamos no centro da cidadezinha...

- Ave Maria! Que cheiro é esse? [cunhada]
- Credo, que fedor! [sobrinha]
- Só pode ser esgoto! [esposa]
- Deve ser esgoto mesmo... [eu]
- Fummm... é esgoto, não é, Denílson... não é esgoto? [afilhado]


Balancei a cabeça afirmativamente e nesta hora meus olhos se encheram de lágrimas, num misto de riso contido e gás lacrimogêneo! O cheiro estava mais para bicho morto, mas quem sou eu para discordar da maioria?

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4:54 PM


Terça-feira, Julho 19, 2005

Ah... eu também quero tirar a minha casquinha!

Hoje eu estava pensando nesta nossa política, nestes nossos políticos, nestas nossas vidas sofridas... eita, daí que o lápis comeu solto no papel!! É... o post tá lá no E.C..

PS.: Logicamente, você que está chegando agora bem que poderia ler o post de ontem primeiro (mais uma história dos sofás que está, por sinal, muito engraçado) antes de entrar no:



ELUCUBRAÇÕES CEREBRINAS

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5:53 PM


Segunda-feira, Julho 18, 2005



Josefina: Pilantra! Sem vergonha! Cretino! Olha Adalberto...

Noite típica de um dia qualquer na semana: ela de olho na novela preferida, não perdendo uma cena qualquer, e ele, que acabou de chegar do trabalho, já tarde da noite, banho tomado, fazendo um pouco de companhia para a esposa e malandramente aguardando um cafuné.

Josefina: Olha só para aquilo! Este tal Glauco da novela não existe...
Adalberto: Hummm...
Josefina: Não pode existir homem tão safado como este aí: olha lá, meu bem, como ele enrola esta pobre desta moça, a tal da Ciça...
Adalberto: Hummm...
Josefina: ... mas vou te falar uma coisa: está para existir mulher boba como esta Nina, meu Deus... olha só como ele enrola a mulher direitinho...
Adalberto: Hummm...

A televisão gerava a imagem de uma mulher que não enxergava o óbvio na sua frente. Não... não se tratava de um simples reflexo na tela, mas sim uma passagem em que o ator emgabelava direitinho a atriz, amante esta de longa data, prometendo-lhe mundos e fundos, paixões eternas junto com pedidos de desculpas e o fim de um casamento para, enfim, começarem os dois um outro. Josefina, espectadora onisciente, acompanhava a canalhice na novela com os nervos à flor da pele...

José Uoshington: Aaaaaaai! Poxa, Dona Josefina... belisca eu não!
Josefina: Mas eu não agüeeeento mais ver esta cena. Olha lá... a trouxa vai cair no papo do Celulari de novo...
Adalberto: Zzzzzzzz...
José Uoshington: Isso só acontece em novela, patroa...
Clementino: O quê? Que isso, Uoshington... isso acontece na vida real também...
Josefina: E o pior que acontece mesmo, gente... o que mais tem neste mundo é homem safado que vive passando pobres mulheres para trás.
José Uoshington: É mesmo? Dando volta mesmo?
Josefina: É... e é por isso que eu fico tão nervosa...
Adalberto: Zzzzzzzz...
José Uoshington: Mas tem que ficar nervosa mesmo, não é? Vem aquele nervosismo todo e começa uma coceira na cabeça...
Clementino: ... uma vontade de esganar o sujeito...
José Uoshington: ... uma vontade de gritar para ele tomar cuidado...
Josefina: Credo, gente! Do jeito que vocês estão falando, até parece que vocês dois conhecem alguém nesta situação...
Clementino: Quem? A gente?
José Uoshington: A gente nem sai daqui...

Muda a cena novamente, mas desta vez o mesmo ator junto com uma bela morena de cabelos escorridos.

Josefina: Olha lá, olha lá... agora o cara fica babando na tal da Lurdinha! Homem pilantra...
José Uoshington: Ah... mas a menina tá provocando o cara, patroa! Olha lá...
Josefina: Mais um motivo de ser pilantra. Tinha que sair fora, explicar que não é isso para a menina, que ela está confundindo as coisas e ponto final.
José Uoshington: Sei! Mas acontece que as suas carnes são fracas...
Clementino: Isso lá é verdade, patroa! Imagine você na situação dele... um homem bonitão, jovem, te paquerando, jogando olhares... aposto que você também não iria agüentar...
Josefina: Clementino! Quer parar com isso? Respeito é bom e eu gosto...
Adalberto: Zzzzzzzz...
Josefina: ... e vamos parar com esta conversa fiada por aqui, senão podemos acordar o Adalberto, coitadinho.
José Uoshington: Isso mesmo, Clementino. Faça silêncio para não acordar o nosso ator...
Josefina: Hein? Ator? O Adalberto?
José Uoshington: [fazendo cara de sonso] É! Vocês não estavam falando dele, não? Bonitão, jovem, bom de papo, jogando olhares insinuantes? O patrão Adalberto é tudo isso e muito mais... é ou não é?
Josefina: Você e seu senso de humor, Uoshington...
Clementino: [falando baixo, só para o seu companheiro de sala escutar] Não sei quem é mais pilantra, você ou este cara aí dormindo em cima de você!
Adalberto: Zzzzzzzz...
José Uoshington: Merda! Tá babando em mim...

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4:39 PM


Quinta-feira, Julho 14, 2005

Conjuntivite.

Acontece com a gente um tipo de seleção, natural ou não: algumas pessoas são mais propensas a "ganhar" esta inflamação nos olhos (podemos chamar de azar mesmo) e se lascam todo, enquanto outros, mais ágeis, conseguem desviar-se, esquiva daqui e dali de alguns vírus, insistentes bactérias ou pólens suspensos no ar e conseguem se safar, correndo como o diabo foge da cruz de qualquer possibilidade de contrair a conjuntivite para, no final das contas, dar de cara com um destino pior do que ficar com os olhos inchados e melequentos. É... sobra, para quem não contraiu a doença, o serviço todo do seu companheiro de trabalho que se encontra bichado, todo aquele serviço que antes tinha dono - agora todo seu - enquanto o doente se encontrar três, quatro ou, dependendo do estado dos olhos do companheiro, até mais dias de repouso, em casa, assistindo Seção da Tarde debaixo das cobertas, te ligando sorrateiramente para falar da cena que está rolando no Vale à Pena Ver de Novo ou pior, ligando toda hora para o chefe, avisando o que deve ser feito e a maneira que a gente deve proceder (a conjuntivite devia, neste último caso, inflamar a língua do sujeito também...). Percebeu? A conjuntivite entra em ação no corpo do amigo e, inacreditavelmente, ganhamos dois chefes! É a multiplicação do chefe por conta da conjuntivite!

O companheiro de trabalho afastado e a gente, que tá bom igual à um coco, no pelourinho. E como a gente trabalha, viu? É telefone tocando a todo momento, é uma dezena de e-mails sempre urgente, é mais de duas dezenas de processos administrativos para "conferir/dar entrada/mandar aprovar/aprovar/conferir novamente" que dá nos ossos, é fazer o habitual e o nada habitual sem errar (muito, porquê depois você tem mesmo que conferir tudo de novo), é sair do trabalho mais tarde que de costume, ter as horas extras anotadas... olha, vou te falar uma coisa, é trabalho para encher, literalmente, os olhos de qualquer um.

Injustiça com quem está doente? Que nada... não é injustiça não, de jeito nenhum! Afinal, detesto ser injusto com qualquer um colega meu de serviço - inclusive já separei e embalei no plástico a toalha de banheiro usada por este amigão meu, o tal convalescente, para que eu possa enxugar minha cara no final de ano.

Deus me perdoe, mas detesto trabalhar com balanço anual...

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1:24 PM


Quarta-feira, Julho 13, 2005

¿Cómo es? ¿El Gerolino Incorporation está en el Blogs of Note nuevamente?

Nossa... tenho que parar de pensar e escrever em espanhol, mas tá difícil um tanto que você nem sabe. Tsc... depois que encontrei a tal da comunidade no Orkut, aquela em que todos que lá escrevem estão num nível avançadíssimo da linguagem, estou nesta de inverter o ponto de exclamação e o de interrogação a todo momento que está uma maravilha!

Mas mudando radicalmente de assunto, é sempre bom estar no BON de novo... e melhor ainda quando a gente menos espera!

Valeu, Bloggerman!



Ah... deixei um cafezinho pago para você lá na lanchonete, ok? Passa lá depois, mas passa rápido, senão esfria!

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8:03 AM


Segunda-feira, Julho 11, 2005

Cadê a tia do café?

Pode sair de férias aquele nosso companheirão de trabalho ou aquele outro que nos faz rir à todo instante, pode sair de férias o gerente, o chefe, o responsável pelo almoxarifado, a menina da importação, pode sair de férias todo mundo, até juntos (e porque não) que a gente não vai sentir tanto a falta como sentimos quando chega a hora de quem sairá de férias, quem se ausentará por 30 dias, for a tia que prepara o café para a gente.

Desta, realmente, a gente morre de saudades! Nós nos acostumamos com a pessoa dela, como também nos acostumamos com o doce do seu café, pois só ela sabe, de cabeça e como ninguém mais aqui, qual a quantidade correta que se tem que colocar do açúcar na água. E não pára por aí, não: nos acostumamos com o amargor característico do seu café, nem tão forte, nem tão fraco, nos acostumamos com o horário que ele fica pronto e, por fim, nos viciamos com o pretinho de tal modo que, quando a tia do café está de férias, mesmo sem perceber, rezamos silenciosamente toda vez que posicionamos o copo plástico debaixo da torneira da máquina e pedimos aos céus que os próximos dias passem o mais rápido possível. Sofremos todos aqui no escritório de uma dependência pelo café da tia do café que é inexplicável...

Pensa comigo: para fazer cafezinhos de qualidade internacional para um mundão de gente, como aqui no escritório, se necessita de uma prática fora do normal, coisa para agradar gregos e troianos, chefes e subalternos e não se aprende assim, de um dia para o outro. Para dizer a verdade, acredito eu que para fazê-los se requer de uma sabedoria quase que milenar na dita arte de coar o pó e deixá-lo na máquina que mantém a temperatura do líquido por horas e horas (e, ao que parece, a tia do café não ensinou e nem vai ensinar o pulo do gato para a sua substituta).

- Poxa... faltam mais ou menos 22 dias para a tia do café voltar. Tomara que neste tempo eu não me acostume com este café sem açúcar... bleargh!

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10:28 AM


Sexta-feira, Julho 08, 2005

Existe saída...

Estou me sentindo um tanto quanto cansado nestes últimos dias. Me sinto exaurido de minhas forças, apático, fraco... e, por mais estranho que seja, hoje, como ontem, nada fiz de mais, não andei muito, não corri para lugar nenhum, não joguei nem palavras ao ar, as rabisquei muito menos na tela. Não... não fiz nada de interessante, nada, absolutamente nada em nenhum destes dias deste início de mês.

A única coisa que sei é que ando meio pensativo, vislumbrando ou tentando enxergar alguma coisa lá na frente. Eu neste túnel escuro, sozinho com meus pensamentos e com mais algumas pessoas queridas ao redor, mudas e ao mesmo tempo presentes dentro da minha cabeça, nos meus ouvidos. Pressinto o apontar dos dedos me indicando a direção que, ninguém sabe, eu que não quero andar; imagino-me correndo às cegas, e mesmo assim não consigo parar (ninguém pára o tempo!). Ando meio que me sentindo solitário no meio de tanta gente, apesar de muitos "ois", tapinhas nas costas e elogios feitos à granel. Ando pensando em dinheiro, montanhas, ar puro, palavras em línguas diferentes e muita música (e ao pensar em música, penso em fazê-las). Não... não há nada de errado em querer me mexer, querer sair, querer modificar algumas coisas aqui e acolá, coisas erradas, coisas não certas, coisas ainda por fazer e que ainda não fiz... por falta de ânimo. Brigo com um cansaço inexplicável que se apoderou de mim, mesmo estando dormindo bem, dormindo horas e horas à fio, sem acordar (o sono dos justos ou dos inocentes?). Ando meio que desiludido com algumas coisas postas, divinamente ou não, na minha vida. Ando olhando todos à minha volta e observando detalhes, observando gente, como se ri, como se fala, como se age em determinados momentos! Mas a vida é cheia de surpresas... pensei nisso e depois pensei em mim, que estou farto de ficar somente à espreita, coisa de caçador e de caçado, coisa de quem quer agarrar uma oportunidade de sair do fundo do poço escuro da alma, coisa de quem quer desesperadamente alguma coisa a mais nesta vida.

Há a hora de se tentar e há a hora de se desistir (estou tão cansado disto tudo...).

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
2:20 PM


Quarta-feira, Julho 06, 2005

O Circo.

Se eu forçar um pouco a memória, vou me lembrar de muita coisa que fiz ou que aconteceu nesta minha vida. Lógico que não será tudo o que me aconteceu nestes trinta e quatro anos que me virão à memória, pois afinal foram diversas as fases, os anos, os dias vividos... mas se me esforçar, lembrarei sim de boa parte ou então o suficiente que uma pessoa normal poderia e teria a capacidade de recordar desde quando era criança.

Engraçado... só não consigo me recordar de uma coisa: do circo.

Lembro de uma vez, lá na Serra do Caraça, que quase fui levado pelas águas da cachoeira, mas não lembro do rugido dos tigres de bengala que pulavam por dentro dos arcos em chamas. Lembro que gastei um frasco de talco brincando no berço da minha irmã recém nascida, mas não lembro do Mestre do Picadeiro falando ao microfone "respeitável público". Lembro que brincávamos de nadar no chão da sala lá de casa, íamos nos arrastando, batendo os braços no estilo crawl, explorávamos o mar imaginário que havia entre a sala e os quartos, mas não me lembro se o palhaço colorido de nariz vermelho me fez sorrir no dia em que fui ao circo. Lembro que aos quatro anos fiquei quase um mês internado no hospital por conta de uma crise de bronquite-asmática, mas não me lembro do gosto salgado da pipoca que compramos antes de nos sentarmos nas arquibancadas de madeira.

Lembro de tanta coisa nesta minha vida, mas não consigo me lembrar de ter ido ao circo.

É... parece que meu pai não me levou mesmo, não! Que pena!

posted by : o Administrador desta empresa, uai!
2:02 PM


Segunda-feira, Julho 04, 2005

Medo.

Todo mundo hoje em dia morre de medo de alguma coisa! É medo de assalto, medo da violência em geral, medo de se envolver em brigas, tumultos... enfim, todo mundo tem medo. É ou não é? Até você, aposto, tem de alguma coisa! Vamos rasgar o verbo: acredito que todos na sociedade sentem medo e uma grande maioria destes vivem atualmente para se esconder de todos e de tudo: carros com blindagem e vidros escuros, seguranças armados até os dentes, cercas, muros e condomínios fechados. Estamos vivendo uma era bastante atípica em que gente tem medo de gente; é o medo irracional do próximo, estado em que ninguém mais se aproxima, ninguém mais se fala, mesmo vivendo em sociedade, tão próximos e ao mesmo tempo tão distante. Sente só: há uma aura invisível de desconfiança em você, em mim, no outro... em todo mundo!

Medo. Eu, para te falar a verdade, também tenho medo, como por exemplo, o medo de ser assaltado. É uma experiência traumática, eu sei, ver uma arma apontada para você na mão de um desconhecido. Tenho medo, não pelo ato agressivo que é ser interpelado e despojado de seus bens, mas medo de uma possível reação que poderá ter o infrator.

Perder a vida num assalto... não há preço que se pague a vida humana. Tenho medo, sim, da atitude do outro no caso que acabei de exemplificar. Certa vez li num jornal de um assaltante que matou um rapaz de porte atlético porquê aquele homem ficou, simplesmente, com medo do cara. Parou a vítima e, com uma arma em punho, anunciou o assalto: queria o meliante roubar o carro. Ameaçado com o revólver, fê-lo abrir a porta do automóvel e gritou para o homem sair do volante. Quando este se levantou, o infrator, mesmo estando armado, ficou intimidado com o tamanho e o porte físico do motorista e deu-lhe um tiro fatal. Não há nenhuma justificativa pelo ato covarde do franzino assassino, mas se formos analisar direito, o medo inexistente de uma provável reação por parte da vítima matou o cara.


Cena 1- BR 040, uma hora da madrugada: duas mulheres descem à pé pela rodovia escura. Ambas dão-se os braços, ação típica delas, dividindo solidariamente assim o medo que carregam dentro de si de serem assaltadas àquela hora da noite. Com passos apertados, caminham rapidamente no intuito de chegar logo ao ponto de ônibus, uns trezentos metros à frente. Nisso elas vêem, do outro lado da pista, um cara alto e forte correndo em direção as duas. Uma, já desesperada, olha para o lado e não vê ninguém ao seu redor que poderia vir a ajudá-las, nenhum carro passando, nada. A outra olha para o outro lado da rodovia e enxerga, por entre o mato rasteiro, um caminho de terra batida que dá vista para outra rua. Não pensam duas vezes: uma recolhe automaticamente o sapato de salto alto nas mãos e ambas saem em disparada pelo estreito caminho. Correm e correm mais ainda, sempre olhando para trás e vendo que o homem também toma o mesmo atalho para chegar à rua paralela à rodovia. O homem correndo, as mulheres correndo à frente. O medo daquele homem faz com que corram mais e mais ainda.

Cena 2- Uma hora da madrugada, eu dentro do ônibus indo para casa. Não estava propriamente no ônibus que habitualmente pegava para voltar para casa, mas sim num outro ônibus de uma outra linha de coletivos que passava relativamente perto dela. Voltava de Sete Lagoas naquela noite, a aula havia terminado um pouco mais tarde, o especial que me trazia atrasou e, consequentemente, havia perdido a bendita lotação que passava no centro da cidade. Para não ficar dando sopa para bandido esperando o outro coletivo passar, peguei o primeiro ônibus que vi na minha frente! Na hora de desembarcar, pensei em descer num ponto anterior ao da favela que margeia a rodovia, logicamente, por receio de ser assaltado. Dei o sinal, o ônibus parou e arrancou rapidamente, eu fiquei sozinho no meio daquela noite. Olhei para um lado e para o outro e me vi só! Bateu aquele receio e pus-me ao correr para atravessar a rodovia para pegar um atalho de terra batida que liga a Rodovia 040 com a Rua Venezuela, que é próxima à minha casa. Nisso, logo à minha frente, avisto duas mulheres correndo em disparada. Pensei comigo que elas, coitadas, deviam estar morrendo de medo... de mim? Elas correndo por sentirem medo e eu correndo para chegar em casa. Pensei em gritar que não precisavam as duas de correr, mas aí ia ficar pior! Por fim, as duas, num desespero só, dobraram a esquina e desapareceram numa rua mais movimentada do bairro. Eu, depois de ganhar a rua que me levaria até em casa, parei por um segundo e pensei com meus botões: hoje em dia todo mundo morre de medo de todo mundo. Conferi se não estava também sendo seguido e segui em frente...

O medo, realmente, é foda!

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4:25 PM


Sexta-feira, Julho 01, 2005

Fala espanhol?

Há quanto tempo não exercito meu espanhol! Mas muito, muito tempo mesmo! Acho que a última vez que pratiquei foi em casa, mais ou menos uns 20 anos atrás, enquanto assistia um filme em preto e branco do Zorro!

E você? Fala fluentemente e escreve sem erros a língua dos hermanos, meu caro acionista? Fala? Que bom que também saca da língua! Quê? Tá com vontade de praticar? Bem... tem um lugar, mas o pessoal lá está num nível assim, altíssimo! Quer assim mesmo? Tá bom... acessa aí o Hablo español pra cararrrro, mas só para quem tem Orkut!

Hasta la vista!

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4:08 PM

- Manhêêê... o papel acabou!!

Toda vez que tenho uma prova importante, me dá dor de barriga.

É tiro e queda: meu organismo, muito preocupado com o meu bem estar intelectual, começa assim do nada a ganhar vida própria no mesmo momento em que bate nos danados dos intestinos a vontade de querer me ajudar a ficar em casa, quieto, sentado, se possível bem próximo ao banheiro. Mas como eu tenho que sair para fazer a prova, como eu tenho muito que escrever, como eu tenho que pensar nas questões, deixo a barriga falando sozinha...

E foi assim que aconteceu, exatamente desse jeito, num segundo dia de prova num destes vestibulares lá na UFMG. Eu tinha chance, com toda certeza eu tinha! No primeiro dia, sem dor de barriga, arrebentei nas provas. Conferi o gabarito e acertei muitas questões, muitas mesmo. O curso não era muito concorrido, não era um Direito ou Medicina da vida, e eu, ao sair do colégio onde prestei o vestibular, já estava muito confiante no meu ingresso nesta tal da Federal.

Mas isso é que dá contar vantagem antes do tempo ou, como diria minha saudosa avó, contar com o ovo no c* da galinha. No outro dia a dor de barriga atacou cedo. Como fazer prova com o roncar da danada? Como se concentrar suando frio? Como, se a cada mexida na cadeira, seu intestino se imagina (?) estar sentado num vaso sanitário? Resultado: eu entregando a prova rapidamente, entrando no carro passando até mal e correndo para casa!

Amanhã à tarde tenho uma prova importantíssima: tomara que eu não cague nela!

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3:35 PM


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