Quinta-feira, Junho 30, 2005
Só um minutinho...
Do fundo do coração, detesto esperar. Fico impaciente, inquieto... ter que esperar, com toda a certeza, não é para mim. Para falar a verdade, nem sei como esperei nove meses para nascer de tão afobado que sou!
E hoje eu mofei, mas mofei muito para ser atendido num hospital público. No encaminhamento pedia-se para chegar meia hora mais cedo, para, imagino eu, dar tempo da senhora burocracia estatal desembolar com a papelada, não avacalhar geral com o tempo e, deste modo, não atrasar a consulta com o tio de branco do SUS. Pensei, ao ler a primeira vez o pedaço de papel com o horário escrito em negrito, que seria rápido e que estaria no serviço logo, logo. Só pensei...
Nove e vinte e lá estava eu, no horário previamente solicitado, perguntando ondes e comos! Na portaria, o cara da recepção me manda entrar numa fila. Eu e meu livro, olhos correndo as letras nas páginas, aguardando minha hora e observando, com o canto do olho, as cabeças à minha frente sumirem, uma à uma, seguindo guiché por guiché. Chegou minha vez e até que a triagem foi relativamente rápida. Pá, pum! Documento para lá, papel para cá, décimo andar, elevador velho caindo aos pedaços, lá vou eu...
Aí que demorou. E como demorou! Eu e meu livro até perdemos a noção de tempo. Cinco páginas, seis, nove, quinze... foram passando, assim como os minutos e minha paciência. De repente, me vi ora tentando me arranjar numa posição mais confortável naquela cadeira dura, ora tentando esticar as pernas andando de um lado para o outro no corredor, mas sempre com os olhos nas páginas. Quinze para onze e ninguém ainda havia sido atendido, ninguém. A secretária falava toda hora ao telefone e vez ou outra chamava por uma funcionária do hospital para que ela desse um recado para alguém lá no oitavo andar; alguns pacientes conversam sem parar, outros contam causos de hospitais e eu estudando. Onze e pouca, finalmente chega o tal médico que rapidamente chama um dos vinte impacientes que, como eu, aguardavam a hora da consulta.
Eu e meu livro, vinte páginas, vinte e cinco... tá bom, confesso que até precisava de um tempo para estudar, mas detesto esperar. Esperar não é meu forte... uma e meia da tarde e, até que enfim, chega a minha vez. Quando finalmente adentro na sala e o médico, o que me fala? Me pediu para esperar mais um tiquinho e saiu da sala, me deixando com os exames na mão...
Fazer o quê? O que são mais quinze minutos para quem já esperou quatro horas? O médico? Bem... ele só pode ter ido tomar um café, só pode! Ou mijar, sei lá...
Definitivamente, hoje não foi o meu dia. Tsc... e pensar que amanhã tem mais, hein?
- Haja paciência!
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
3:26 PM
Terça-feira, Junho 28, 2005
O assunto é sobre futebol.
Este ano eu não vou ao campo!
Não vou, mesmo tendo prometido ao meu afilhado que o levaria para assistir um Atlético e qualquer coisa num dia desses de sol. Desisti da idéia, desconverso ou tento não comentar com o menino e com os vizinhos a situação vergonhosa em que chegamos (ele, o time). Não... não irei ao campo por motivos egoísticos ou de cunho financeiro, não! Não vou porque quando se vai à um estádio de futebol, espera-se, no mínimo, um empate. Um reles empate! E nem isso, atualmente, temos certeza de que vai acontecer, devido a baixa, baixíssima ou quase nula capacidade criativa/defensiva de alguns jogadores do grupo. Quem é que vai ao campo só para ver seu time levar ferro? Muitos... 40.000 foram ver o Galo perder por três a dois aqui no Mineirão, mesmo cientes da péssima fase que se encontra o nosso time. Estes, que em pleno sábado desprenderam de sua casa/trabalho para ver o time levar um coro do São Caetano pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, são os verdadeiros torcedores fanáticos, aqueles que nem se importam se vão presenciar uma verdadeira pelada ou um futebol de primeira grandeza. São aqueles que tem a convicção de que vão ver o jogo, faça chuva ou faça sol, desde o momento que colocaram o pé para fora da porta ou leram a tabela no jornal; são aqueles que adoram enfrentar filas angustiantes, que racham de casa num domingo, sábado ou quarta-feira brava sem pestanejar, aqueles que viajam horas para curtir um futebol profissional e ver, tomando a atual fase do Atlético, a rede do seu time balançar inúmeras vezes. Sim... que passam por isso tudo e, em algumas vezes, nem falam gol. Ou, para piorar, quando falam:
- Porra... gol de novo?
Não... não sou fanático e sofrimento eu não quero passar no Mineirão, não. Nem no radinho de pilha, muito menos pela televisão e nem em frente a calculadora no final do ano, somando pontos que ainda estão por vir para poder escapar da segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Este ano eu não vou ao campo, nem carregado e nem se me pagarem o tropeiro e a cerveja. E nem é exclusivamente por mim, é porque eles não querem. Para falar a verdade, eles não querem desde o ano passado, com aquelas desculpas esfarrapadas que tanto xumbregavam meus ouvidos de torcedor sofredor quando passaram a maior parte do campeonato na zona de rebaixamento, naquele entra e sai que deixava atônito todos os atleticanos. As respostas às perguntas sobre como sair daquela situação, como melhorar o fraquíssimo futebol, como ganhar e principalmente como não perder nos últimos minutos do jogo, estas eles aproveitaram (ou reciclaram) das entrevistas cedidas no ano passado: é só forçar a mente um pouquinho para perceber que eles estão usando as mesmas frases feitas:
- Realmente erramos muito, principalmento no meio campo e na defesa, e deixamos escapar a vitória...
- A culpa não é de um, é de todos...
- É... a bola bateu em mim e entrou... fazer o quê? [esta só vale para este ano]
- Temos que seguir a orientação do professor, acertar na marcação e não deixar de perder gols...
- Sabemos que a torcida está impaciente e gostaríamos de nos desculpar pela nossa atuação, mas se tudo der certo, conseguiremos as vitórias necessárias e sairemos desta incômoda posição...
Me desculpe digo eu, meu caro... mas se tudo der certo a gente se vê em 2006 na primeira divisão (isso é se Ele for atleticano e topar segurar aquele meio-de-campo). Mas eu acho, numa boa, que nem rezando muito e nem com uma ajuda divina, este ano você se safa, não... porque está brava a situação!
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
5:26 PM
Segunda-feira, Junho 27, 2005
Todos em volta do joelho.
Muito ainda iremos falar sobre família. Uns, "cachorro, gato, galinha", outros, que moram no fundo, no fundão do nossos corações, pessoas bem quistas, adoráveis, adoráveis que adoram festas, amam comes e bebes, pessoas juntas que são, simplesmente, uma família. Já outros não a tem, mas morrem de querer achar nesta vida um tio, um primo de algum grau qualquer, para abraçar e falar sobre genética e formato do nariz. E pensar que o sicrano lá viajou para o mundo, deixando uma parte que é dele sofrendo em casa, imaginando passos, rezando sua volta...
Família: ontem reunimos em volta do joelho, previamente preparado desde quinta-feira, dia em que temperamos os danados e o colocamos na geladeira. O tempero, sim, entranhou de tal forma na carne que fica até difícil descrever aqui, nestas humildes junta-junta de letras que formam frases, o gosto delicioso que deixou o joelho na nossa boca. Cerveja e cachaça para acompanhar. E fogo, e gelado, e quente... fomos nesta até o primeiro deles ficar pronto.
Todos em volta do joelho novamente. Um espeta com o garfo e puxa a faca afiada: sai um pedaço, um delicioso pedaço com aquela gordura que tanto faz bem, que tanto faz mal. Outro vem e despeja farinha de mandioca num prato, dando aquele toque especial no naco de carne. E do joelho sobrou o osso.
Mais se abre cerveja, mais o fogão cospe fogo no fundo da panela de pressão, mais chiado escutamos da moça. Daqui a pouco, o outro joelho ficará pronto. Rimos muito, alguns contaram piadas, outros ouviram música, eu lavando o carro. Gritaram-me: está pronto!
Todos em volta do outro joelho de porco. O mesmo ritual, um rasga de lá, outro joga a farinha de cá, um gole pro santo, vai-se a carne, sobra-se o osso.
O domingo em família é uma experiência culinária sem igual.
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
1:28 PM
Sexta-feira, Junho 24, 2005
Passa correndo para a cozinha a Josefina, volta praticamente no mesmo pé a mulher, levando nas mãos uma xícara de chá de alho e demonstrando uma certa cara de preocupação. Já era tarde da noite, bem tarde por sinal...
José Uoshington: Peloamordedeus... o patrão bem que poderia parar de gemer tão alto...
Clementino: É... nisto eu tenho que concordar com você, Uoshington... ele tá gemendo demais!
José Uoshington: Pois não é? Dá para dormir com toda esta gemeção do patrão Adalberto?
Clementino: Não dá mesmo...
José Uoshington: Difícil... tá difícil viver nesta casa, tá difícil mesmo...
Clementino: Ouve só... até parece que tá morrendo...
José Uoshington: Parece não, está morrendo!
Clementino: Vira esta boca prá lá... é só uma febre!
José Uoshington: Febre? Só uma febre? Pelos gemidos, esta é a última noite do homem neste plano de existência. Os órgãos devem estar derretendo...
Clementino: Cruz credo!
José Uoshington: Cruz credo mesmo! Ele gemendo alto no quarto e eu aqui na sala, acordado!
Clementino: Poxa vida, Uoshington, tenha dó...
José Uoshington: Estou com dó é de mim, que estou acordado até esta hora da noite! Se pelo menos ele gemesse um pouquinho mais baixo...
Clementino: ...
José Uoshington: Sabe de uma coisa? Estes humanos são uns fracotes. Me admira muito ter conquistado este mundinho vagabundo...
Clementino: Ah... não é assim, não...
José Uoshington: É lógico que é assim, sim. Olhe o estado do Adalberto, Clementino, e me diga, na lata, se esta gemeção toda condiz com a atitude de um ser dominante, um ser que, em tese, está no topo da cadeia alimentar deste planeta?
Clementino: Gemendo assim, deste jeito, eu...
José Uoshington: Viu? Até você, que é cabeça dura, concordou! Estes seres humanos não merecem estar ai, no domínio deste planeta! Basta um vírus, uma bacteriazinha das mais mequetrefes, uma unha encravada ou um chute nas partes baixas que eles se amolecem todo! Não tem fibra, como nós, sofás!
Clementino: Peraí, peraí... e você acha que nós é que...
José Uoshington: E porquê não? Me diga: e porquê não, meu caro Clementino? Somos mais resistentes, somos mais garbosos, somos...
Clementino: ... feitos para os humanos descansarem seus traseiros!
José Uoshington: [cara de indignado]
Clementino: [cara pensativa]
José Uoshington: Mas não pegamos gripe, nem resfriado, e nunca ficamos ardendo em febre...
Volta Josefina, passos apressados, para a cozinha. Lá fica alguns minutos e, na volta para o quarto, pára um pouco na sala para atender o chamado de José Uoshington, que a chamava baixinho.
José Uoshington: Psiu! E aí? Como está o patrão Adalberto?
Josefina: Está melhorando! A febre cedeu um pouco, agora está em 38ºC...
Clementino: Josefina... você também está com uma cara de quem está doente...
Josefina: E estou mesmo! Acho que peguei a mesma gripe do Adalberto...
José Uoshington: Olha só... mas porquê só o patrão que está gemendo?
Josefina: É porque nós, mulheres, somos muito mais fortes que os homens. Basta uma gripe para derrubá-los, mas nós somos muito mais resistentes. Você me entende?
José Uoshington: Mais ou menos...
Levanta e segue para cuidar do marido, que não parou de gemer nem por um segundo sequer. Os dois sofás se entreolharam.
José Uoshington: Impressionante...
Clementino: O quê?
José Uoshington: Como são fortes as mulheres! Elas sim mereciam estar no topo da cadeia alimentar deste planeta, logicamente depois nós, sofás...
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
3:16 PM
Quarta-feira, Junho 22, 2005
... e lá vou eu de novo!
Duas alegrias que tive há muito tempo atrás: ter um cheque especial e sair do cheque especial.
E vou te falar uma coisa: foi difícil convencer o gente boa do gerente a liberar aquela graninha extra na minha conta (afinal, eu dava lucro ao banco). E porque eu precisava do santo cheque especial? Bem... porque ter aquela quantia na minha conta era extremamente interessante, útil e necessária para que pudesse parar de pagar aqueles encargos chatos e taxas sem graça resultantes diretas da falta de pequenas somas em dinheiro que porventura minha conta corrente não possuía no momento em que, desastrosamente ou por falta de uma melhor logística financeira, trombava a ordem de pagamento à vista na boca do caixa. Só isso! É chato e fazia de tudo para que isso não acontecesse, mas vez ou outra tal documento voltava às minhas mãos (ou o banco o pagava, e neste caso sobrava para o papai aqui as taxas, exorbitantes taxas que eles me tascavam no lombo).
Pronto, liberado o crédito. Êba... a gente automaticamente se acostuma a ter aquele "extra" no extrato, passa o olho no que você realmente tem e, mesmo sem perceber, soma-se ao que não possui e... voilá: tô bonito! E começa a "gastação", e começa a extrapolar, e começa a suar frio, e começa a correr todo dia para o banco para fazer depósitos, e começa a passar na igreja para pedir aos céus que alguma coisa de boa aconteça na sua conta, tipo que algum abastado lá deposite uma considerável soma em dinheiro sem querer, e que, mesmo sabendo que errou na hora de digitar a conta, resolveu não te pedir a quantia de volta (pode ser que exista gente assim, pessoal... tenha pelo menos um pouco de fé!), e finalmente começam as negociações com o gerente, aquele mesmo gerente gente boa que primeiramente relutou em te conceder a graça do cheque especial.
É... só quem já esteve nesta situação sabe do que estou falando: o diabo do cheque especial.
Ter ou não ter? Para casos de urgência uma mão na roda. Para quem gosta de gastar, um pescoço na corda! Simples... você só usa quando precisar desesperadamente de recursos financeiros imediatos e depois num prazo curtíssimo de tempo, corre na instituição financeira e deposita o valor, com o acréscimo dos juros.
Pois é... agora eu sei muito bem como funciona o esquema do cheque especial e da próxima vez que eu vier a utilizar deste benefício, tentarei colocar em prática tudo o que aprendi, na carne e no bolso, sempre tendo em mente o risco altíssimo de cair na cova do bicho-papão outra vez e da imensa dificuldade de lá sair sem ser devorado pelo extorsivo sistema financeiro que lá habita.
Este é o espírito do autêntico brasileiro: sempre de alto astral, sempre sorrindo mesmo com a corda no pescoço, mesmo estando ele à beira do precipício e que não desiste nunca. Vou te falar uma coisa... brasileiro e pobre ri é de safado mesmo!
- Ai ai ai... lá vou eu de novo...
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
10:39 AM
Segunda-feira, Junho 20, 2005
Indignação!
Poxa... virou esculhambação! Toda hora que a gente abre o jornal vê um escândalo político acontecendo e avista outro chegando. É propina daqui, é Correios de lá, é Dirceu, é Genoíno, é Delúbio, é Jefferson... a impressão que temos daqui de fora da festa (o de fora estou falando "de fora desta orgia que reina neste país que, em tese e em slogan, é de todos") é que estamos vivemos num lugar onde as pessoas que lá trabalham (e que coincidentemente estão dirigindo esta carroça verde-amarela) roubam, sonegam, recebem agrados, põem nos bolsos propinas significativas, recebem mesadas e, para piorar, que muitos brasileiros mamam de arrotar nas enormes tetas do Estado... menos eu! Ah... você também tá de fora? Pois é... somos dois, por enquanto!
Sabe... pensando aqui com meus botões, bem que eu gostaria também de ganhar 4 milhões assim, na chincha! Você não?
Já imaginou, eu ou você, cidadão brasileiro, honesto, reputação ilibada, exercendo corretamente nossos direitos e deveres políticos (se bem que eu estou pensando seriamente em anular meu voto nas próximas eleições... e você?), ser agraciado por malas e malas de dinheiro, totalmente de grátis? Imagine... vamos imaginar que ainda não paga nada por imaginar: um carro chegando à porta da sua casa, alguém batendo a campainha e você atendendo, todo inocente e sem saber do que se trata:
- Bom dia! Você é Sicrano?
- Sim...
- Sicrano da Tal?
- Exatamente...
- Certo! Sua parte na doação...
- Mas o quê que é isso?
- Dinheiro, ora bolas... dinheiro!! Quer contar agora ou vamos levar direto para o cofre?
- Tem que assinar onde?
Caramba... imagine a sensação enriquecedora que é ter em mãos muitas onças e muitos daqueles peixões, garoupas, em as cédulas novinhas em folha, todas bem arrumadinhas, perfazendo um total alucinante de quatro milhões de reais!
É de dar gosto ver tanta grana assim.
Ei... eu também sou pessoa física! Aqui, pessoal... se vocês quiserem eu crio uma campanha qualquer agora mesmo, e que pode ser até esta daqui: DOAÇÃO DE DINHEIRO: EU QUERO RECEBER TAMBÉM!! Eu também tenho o meu Imposto de Renda retido na fonte... tá bom, é pouco, mas é retido!!! Eu cansei de ficar igual besta acertando três números na Mega-Sena e dois na Quina! Cansei de ficar esperançoso sonhando com, no mínimo, uma "quininha" na Mega para aliviar um tiquinho as contas! Eu, para falar a verdade, estou de saco cheio desta cachorrada e quero ganhar 4 milhões de reais também!
Ou será que só eles que podem? Hein?
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
11:30 AM
Sexta-feira, Junho 17, 2005
Tu casa, mi casa!
E os marimbondos-cavalos, bicos como são, resolveram inovar e fazer deste provérbio latino em marcha ré uma realidade para o cotidiano deles.
Sim... vários destes insetos himenópteros da família dos vespídeos e do gênero Pepsis Fabricius (tem este nome porque Fabrício, estudante de entomologia, num domingo do mês de janeiro e se refrescando do escaldante calor tropical com um refrigerante geladão, foi subitamente atacado por um marimbondo-cavalo. Quando tomou a primeira ferroada, ainda com os olhos minando lágrimas, desferiu uma certeira garrafada no inseto, abatendo-o instantaneamente: ele bebia uma Pepsi-Cola! Sacou? Pepsis Fabricius...), de larguíssima distribuição geográfica (estes bichos estão por todos os cantos) e que inclusive não foram convidados para conosco morar, elegeram por sua conta e risco o sótão lá de casa como refúgio das intempéries, formando, deste modo, um imenso Resort bem próximo à caixa d'água e com uma bela vista para a Mata do Jambreiro.
- Puta Merda!
Foi o que gritou o cara que ia limpar nosso telhado. Ele nos relatou, arfando sem parar e tremendo mais que gelatina Royal na mão de quem tem Mal de Parkinson, que quando estava começando a trabalhar, já praticamente com a mão na massa, ouviu um bzzzz estranho, mas achou que era barulho da fiação elétrica (uai... não sabia que tínhamos uma torre de transmissão de energia elétrica bem embaixo do nosso telhado!). Quando olhou para o lado, bem do lado dele mesmo, tipo uns 15 centímetros de distância da cabeça do pobre homem, avistou o imponente Marimbond's Grand Plaza Hotel Resort dos insetos, inclusive uma porrada dos hóspedes batendo suas asinhas e ameaçando se fartar de tanto ferroar carne humana - nem é preciso dizer que ele bateu o recorde mundial de descer escadas numa passada só, não é?
Marimbondos... agora que sabemos da sua estadia não autorizada no nosso sótão, estamos querendo despejá-los. Mas como? Eu é que não mexo com eles, nem pensar... o negócio é, logicamente, terceirizar o serviço.
Liguei para a Defesa Civil e para os Bombeiros mas não obtive nenhuma solução. Liguei para uma associação dos criadores de abelhas, que solicitamente me deu o telefone de alguns apicultores que fazem este tipo de serviço.
- E vocês vão meter fogo no meu sótão?
- Não, senhor... exterminar estes marimbondos é considerado crime ambiental. O que iremos fazer é, à noite, quando todos voltam para a casa [os marimbondos], retiraremos ela e a colocaremos numa caixa, um tipo de caixa feita com tela. Daí a levaremos para uma reserva ambiental em Jaboticatubas e...
- Peraí... então vocês vão levar a casa dos marimbondos de Nova Lima para Jabó?
- Sim...
- E vem cá... quando vocês cobram para este serviço?
- É uma casa de marimbondo só?
- Acredito que sim...
- Oitenta reais...
Ai... que ferroada!! Será que a do marimbondo dói menos?
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
11:16 AM
Quarta-feira, Junho 15, 2005
Pedreiro, pintor e congêneres.
Nestes dias lembrei-me de um pedreiro, o Seu Ambrósio, que trabalhou lá em casa nos idos dos anos 80. Altamente recomendado pela irmã da minha mãe (na casa desta minha tia, o moço, se não me falha a memória, levantou uma parede de tijolos e ainda por cima não a rebocou) ele chegou manso, educadinho como ele só, para assentar os azulejos do nosso banheiro. Dono de conversa mole, um papinho meia boca, cheio das brincadeiras com a gente, era um autêntico pedreiro gente boa e nos ganhou a confiança no primeiro instante.
Era praticamente da família o Seu Ambrósio. O serviço que iria ser feito em (palavras dele) no máximo dois meses se estenderam por longos cento e oitenta dias (ou mais) de tanto que ele era gente boa. Meu pai que adorava, principalmente porque o trabalho do homem não rendia de jeito maneira: "ah, não... virou festa!" ou "fica pronto só no próximo mês?" era o que mais ouvíamos quando conversava com o pedreiro nos dias em que recebia, o colocador de azulejos, o pagamento combinado mensalmente. E a coisa se arrastava, arrastava... e seu Ambrósio, típico homem paciente que era, trabalhava ao seu modo, sem se importar com o tempo que escorria do relógio da paciência do meu pai.
Hoje eu sei que naquela época eles celebraram verbalmente um contrato de prestação de serviço e não de empreitada de lavor (que seria o mais lógico: "eu compro os materiais, coloco na obra e que quero saber quanto que eu te pago para fazer este banheiro, esta cozinha e esta área de serviço"), e por isso mesmo que ele se tornou quase da família.
Tinha alergia à cimento o Seu Ambrósio. Meu pai, quando soube, chorou por conta disto, sério mesmo! Teve um dia que ele faltou, não foi trabalhar. No outro, não apareceu também... e acho que emendou o terceiro. A esposa do doente ligou, se não me engano no segundo dia, avisando que ele estava ruim, todo empelotado, e por isso não poderia cumprir a jornada de trabalho. Neste dia ouvi meu pai conversando com minha mãe: "Ele tem o quê? Alergia de cimento? Peloamordedeus... onde se viu pedreiro ter alergia de cimento, Sônia?"
Eu tinha onze anos na época e, veja só como é criança, aquela conversa não me saia da cabeça. Olhava o Seu Ambrósio trabalhar (virava a massa e se coçava, colocava a massa na lata e se coçava de novo, pegava a colher de pedreiro com o maior nojo do mundo e se arrepiava todo) e ficava pensando se realmente um pedreiro poderia ser alérgico a cimento ou se era goma dele. A máscara começava a cair... Seu Ambrósio não era pedreiro, era na realidade servente de pedreiro com uma longínqua pretensão à pedreiro, como inteligentemente deduziu meu pai!
Descoberta a farsa, passamos, eu e minha irmã, a não mais gostar do Seu Ambrósio, não por ele ser servente, mas simplesmente por ter escondido isto da gente: não mais deixávamos ele assistir conosco o Clube da Criança, aquele programa infantil que a Xuxa apresentava de tarde na extinta TV Manchete e que passava o Pirata do Espaço e muito menos o desenho que ele mais gostava - ele deixava a massa secar, encostava o azulejo no canto, a colher de pedreiro no meio do caminho, parava tudo o que tinha que fazer para assistir o desenho japonês, o Patrulha Estrelar e rimos de rolar no chão quando o intrépido pedreiro foi mudar a escada de lugar e o martelo que usava (e que deixou inteligentemente dependurado nela, lá no último degrau) despencou diretamente na sua cabeça. Depois disso, da martelada divina em que ele mordeu até a língua, terminou porcamente o serviço e se mandou levando consigo muitas ferramentas de construção do meu pai, como o prumo, objeto este que até hoje meu velho lembra saudoso quando comentamos sobre serviços de pedreiro e congêneres:
- Aquele Seu Ambrósio, vou te falar uma coisa... ô pedreiro pé-de-chinelo!
Ai ai... estou com um pintor lá em casa, empreitada de lavor, que se eu descobrir que ele tem alergia à tinta, terei certeza que ele é filho do Seu Ambrósio! A gente bem sabe como o mundo é pequeno...
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
4:46 PM
Terça-feira, Junho 14, 2005
Depois de domingo, a terça.
Agora sim estou me recuperando do final de semana.
Ainda hoje pela manhã praguejei uma silenciosa reclamação contra o relógio (como se ele tivesse alguma culpa, o coitado!), mas me coloquei de pé depois da habitual e demorada rotina de tirar para fora meu corpo do calor agradável do cobertor e rumar ao frio banheiro. Lá, olhando o espelho enquanto escovava os dentes, relembrei do sábado passado em que acordei cedo para estudar para a prova que houve na parte da tarde; relembrei que voltei para casa às sete da noite; relembrei entristecido que o windows travou.
É... já não estava com tanto sono assim como pensava... mas, para não perder o costume, refastelei no confortável banco do ônibus e tentei me induzir num "proto-sono", daqueles em que acordamos assustados depois de apagar por meia hora, inutilmente! O chacoalhar do coletivo me fez lembrar do domingo, dia dos namorados, em que acordamos cedo e nos colocamos à arrumar nossa casa: lavar o banheiro, varrer a casa, tirar o pó dos móveis, graças à Deus a janela não precisou de ser lavada (não há coisa pior do que ficar alisando vidro), lavar a cozinha. Depois do almoço, um pequeno momento de descanso e eu lendo minhas apostilas para a prova da segunda-feira.
Semana de prova é complicado... a gente tem que fincar o olho nos livros, ler e reler o que já foi escrito nos cadernos, nas apostilas xerocadas, tudo para conseguir uma boa nota! Mas mesmo assim fomos, domingo à noite, para uma festa de rodeio que aconteceu aqui em nossa cidade.
Fazer o quê, não é? Chegamos onde estava sendo feita a Festa do Cavalo por volta das dez da noite, eu já morto de cansado pelo dia de trabalho (eu te digo uma grande verdade: domingo não é dia de trabalhar!), com meus olhos já querendo fechar de sono, e ficamos nós dois a apreciar o movimento das pessoas agasalhadas do frio cortante que faz aqui em Nova Lima passar por nós. Ela queria que queria era ver uma famosa dupla sertaneja tocar, eu queria mesmo era estar em casa, dormindo.
Duas horas e quinze da madrugada e eles ainda estavam tocando. Se bem que os moços começaram a tocar por volta da meia-noite, hora esta em que, se eu estivesse em casa, estaria no meu centésimo, confortável e salutar sono...
A música não ajudava nem um pouco e eu abria a boca a todo momento, num bocejar incontrolável, numa mistura de sono, frio e tédio. Naquela hora, meu maior medo era que algum amigo passasse por mim e me visse a enxugar os olhos por debaixo dos óculos:
- Vocês não vão acreditar: vi o Denilson chorando num show de música sertaneja!!
Tem gente que é muito, mas muito maldosa mesmo! Ou você vai me dizer que não lacrimeja quando boceja?
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
9:54 AM
Segunda-feira, Junho 13, 2005
Andava de um lado para o outro o marido. Ia à cozinha e lá ficava alguns minutos, abria a geladeira, cismava em comer alguma coisa, desistia da idéia, retornava à sala e dali observava o infinito estampado nas paredes dos prédios vizinhos, cores e luzes em profusão na rua abaixo, tudo pela janela do seu apartamento. Fez este trajeto sala/cozinha umas duas ou três vezes, sempre observado pelos dois sofás...
José Uoshington: Eu hein!? O que será que deu no patrão Adalberto?
Clementino: Sei lá... insônia, talvez...
José Uoshington: Hummm... sei não... eu acho que ele broxou!
Clementino: Quê?
José Uoshington: Eu acho que ele broxou... olha só a cara do coitado...
Clementino: Uoshington... e o que você sabe disto, de broxar?
José Uoshington: Como assim?
Clementino: Como é que você fala uma coisa desta: ele broxou! Pode ter acontecido alguma coisa com ele, tipo estar preocupado com o cheque especial que o está enforcando...
José Uoshington: Cheque especial? Neguinho levantando às 4 horas da madrugada por conta de cheque especial? Pra mim ele broxou e ponto...
Clementino: Não... acho que não... pode ter perdido o sono por qualquer outra coisa...
José Uoshington: Olha para cara dele, Clementino... olha os olhos tristes, o pensamento distante...
Clementino: É... ele tá meio triste sim... mas será que ele realmente está broxa?
José Uoshington: Dou minha cara à tapa... ele broxou!
Clementino: Tsc... coitadinha da Josefina...
José Uoshington: Coitado é da gente, que temos que ficar ouvindo os passos deste cara aí de um lado para o outro aqui na sala...
Clementino: É... eu estou com sono e estou querendo dormir!
José Uoshington: E eu então? E esta luz acessa tá me deixando com ódio...
Clementino: É mesmo...
José Uoshington: Aqui... pede para ele apagar a luz e curtir a sua broxidão no escuro!
Clementino: Eu?
José Uoshington: E porquê não? Afinal, você conhece ele a mais tempo do que eu! Ou você não é o "sofazinho queridinho da mamãe"...
Clementino: Mas você que é o puxa-saco dele!! Pede você!!!
José Uoshington: Nem fudendo!
Clementino: Ah, pronto... tá andando de novo...
José Uoshington: Tomara que sente e peide bastante em você para aprender...
Clementino: Ave Maria... pensando bem, ainda bem que ele não fuma... broxa e fumante, já imaginou?
José Uoshington: Hehehe... então você concorda que ele broxou?
Clementino: Eu não!! Eu não falei nada...
José Uoshington: Falou sim... falou "broxa e fumante", eu ouvi...
Clementino: Tá bom, Uoshington.... pode ser que hoje ele não se encontre nos seus melhores dias...
José Uoshington: Pois é... acontece com alguns homens!
Clementino: O quê? A disfunção eréctil?
José Uoshington: Não... o cheque especial estourado!
Clementino: ?
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
10:52 AM
Sexta-feira, Junho 10, 2005

... sempre gostou de carros velozes e som automotivo, tanto que tinha verdadeira paixão pelos dois. Não havia obstáculos financeiros que ele não suplantava, não havia dificuldades em encontrar novas tecnologias, sempre as buscava, aqui ou por intermédio de amigos que moravam no exterior. A última aquisição foi um sistema de som que ajustava a qualidade e o volume da música que se tocava na cabine de acordo com a velocidade do carro. Quanto mais rápido, mais puro e alto era o som. Gostava de ouvir a música alta e gostava de correr... corria loucamente pelas estradas esburacadas, ruas e avenidas, desertas ou não, e acelerava cada vez mais, e cada vez mais a música reverberava alto de dentro de seu bólido... até o carro parou bruscamente, ceifando imediatamente e de forma trágica a vida deste pobre rapaz que sempre gostou de carros velozes e som automotivo, tanto que tinha...
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
1:27 PM
Quarta-feira, Junho 08, 2005
Lp's.

Lembra como éramos loucos por eles? Lembra quando íamos emprestar um Lp para um amigo da escola e saíamos todos radiantes de casa com aquele trambolhão debaixo do braço? Lembra quando íamos para uma festa de amigos com quase cinco quilos de vinil e papelão de diversas cores, carregando o pesão feliz da vida, principalmente porque na dita reunião etílica não podia faltar o "Manuel, foi pro céu..."?
Quanto tempo, hein? E hoje eles estão lá, num canto especial do armário ou socado num fundo de um baú, lugar que guardam lembranças do passado. Olha... último Lp que comprei foi do Tigres de Bengala, um presente daqueles sem data de que comemorar que entreguei à minha namorada - hoje com dois títulos à mais [noiva e esposa] - em 93, simplesmente porque ela adorava cantarolar "Agora ou jamais". Passei lá na Loja Sem Nome, vi o bolachão, conferi se tinha o dinheiro na carteira e pensei com os meus botões, como diz na própria a música, que seria naquela hora ou nunca mais que compraria o tal Lp (já havia no mercado os Cd's e os aparelhos que estavam revolucionando o termo "ouvir música"). Pois então comprei o Lp... e ela adorou!
Hoje você faz uma festa com um, somente um reles Cd com várias MP3 gravadas, fácil de levar, fácil e prático de tudo: é o progresso. Se formos pensar bem, pouco tempo se passou... e se você me conhece bem também, já percebeu que estou querendo dizer alguma coisa para vocês! Sim... ontem eu comprei um Lp do Fausto Fawcett, o primeiro dele, numa loja de sebo. Comprei e saí de lá observando todos me observarem, eu e aquele bolachão debaixo do braço, como se estivesse saindo, naquele momento, do século passado; como se o próprio ato de abrir a porta daquele estabelecimento que cheirava à coisa velha, rasgasse o espaço-tempo, saindo o comprador da relíquia sonora da década de 80/90 e caindo de pára-quedas em pleno século 21.
Me senti ligeiramente deslocado no tempo... igual àquele senhor que atendeu, dentro do ônibus lotado, uma chamada telefônica com aquele celular Motorola Microtac.
Ave Maria naquele tijolão...
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
3:01 PM
Terça-feira, Junho 07, 2005
Concurso público.
Adoro prestar concursos. A possibilidade e a certeza de que a gente vai passar horas e horas com a bunda pregada numa carteira escolar fazendo provas me atrai como a força que repele a água e o óleo: indescritível.
Domingo estava lá, prestando para mais um deles... cedo, bem cedo, um frio do cão (a janela da sala estrategicamente aberta, escancarada... um vento sul que soprava gelado me deixava até a alma arrepiada), uma modesta prova com uma centena de questões sortidas, coisinha simplória, facinho facinho de resolver...
O vento soprava à minha frente e levantava insistentemente a folha do caderno de prova. Eu, o besta, de bermuda e camiseta (sairia dali para um churrasco...) tomando toda aquela friagem na cara, no peito e na certeza que levei ao sair de casa que naquele domingo iria fazer sol e calor. Lá atrás uma menina começou a espirrar... e não parou mais. A questão de Processo tornava-se mais complexa a cada atchim, a cada limpada de nariz por mim escutada. Comecei a espirrar também.
Pronto... estava armada a sessão espirrol naquela pequena sala. Era como bocejar: um começa, o outro, que nem está com sono, começa a abrir a boca. E não se tratava nem de vírus nem de rapé, isto eu tenho certeza... rolou um certo consenso em relação à espirar todos naquela hora, naquele lugar, naquela prova. Um outro colega que estava ao meu lado esquerdo, ligeiramente posicionado no centro da sala, fazia um "xis" nas questões e, despistadamente, tentava em vão conter a enxurrada que teimava em brotar do seu nariz. A mocinha de saia curta, sentada numa carteira logo abaixo da janela, sofria, imagino, também com o zumbido do vento frio, e tomava as primeiras investidas dele nos seus cambitinhos de pernas. Espirrava muito a moça magrela, um espirrinho contido, aqueles "aaaatchim" barrados quando chega no nariz e com a boca fechada (um perigo espirrar deste jeito: sentimos uma pressão no ouvido que é uma maravilha). Lá no canto, perto da porta, um senhor de meia idade olhava para o teto e soltava "perdigotos espirrais" na prova toda hora que falava a palavra mágica: "aaaatchim, snif snif, ai ai". Que prova legal... ninguém colando e todos, num dado momento, espirrando, numa fenomenal sincronia de pessoas que nunca antes se encontraram na vida, mas que ali estavam, por obra do destino, em perfeita harmonia com seus espirros, suas fungadas de nariz e as limpadas estratégicas de coriza na mão: pura arte/poesia do atchim na prova de concurso público.
Engraçado... na minha prova a letra "a", de atchim, foi a mais marcada... mas isto não tem nada à ver!
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
10:51 AM
Segunda-feira, Junho 06, 2005
Refrigerante.

Vou te falar uma coisa... nunca tomei tanto refrigerante como hoje, agorinha mesmo, durante o almoço. Sei lá o que me aconteceu, uma vontade excepcionalmente egoísta de acabar com a garrafa inteirinha de 2,5 litros de Coca-Cola geladinha, original, saborosa, aquelas "bolinhas borbulhantes" subindo... poxa, ainda estou com o pensamento naqueles dois copos que sobraram!
Não... não é ressaca não! É vontade, simplesmente, de beber refrigerante. E ponto! Acontece algumas vezes, por exemplo, com chocolate. Sabe quando você passa em frente às gôndolas de doces do supermercado e bate aquele desejo incontrolável de abrir uma caixa de bombons, saborosos e crocantes bombons de chocolate ao leite, meio amargo, passas ou amendoins, e deixar a criança (a gente mesmo, versão adulta) se lambuzar toda? Pois é... tem dia que a gente fica assim, meio que obcecado!
Hum, acho que vou comprar uma Coca-Cola na lanchonete. E se não tiver, vamos de Pepsi ou uma tubaína qualquer...
- Dá licença que hoje eu estou com sede, muita sede...
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
1:50 PM
Sábado, Junho 04, 2005
Vamos mudar um pouquinho?
Eu, quando não tenho nada para fazer ou imaginar, gosto muito de ficar pensando na morte da bezerra. [ou não! Ou será que não?]
Venha comigo... vamos cair nesta de cabeça, nós dois, eu e você, você e eu... vamos pensar um tiquinho, vamos chutar o pau da barraca, vamos colocar estes nossos neurônios e outras células de 23 cromossomos para funcionar...
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
Logicamente, você vai ler o post de ontem primeiro (que está muito engraçado) antes de entrar no:
ELUCUBRAÇÕES CEREBRINAS
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
9:18 PM
Sexta-feira, Junho 03, 2005
O que você vai fazer neste próximo dia 12?
Já percebeu como lotam os motéis no dia dos namorados? Parece até ser uma gostosa obrigação a passadinha por lá no dia 12 de junho logo depois de um primeiro tempo de alegrias e beijinhos estalados num restaurante, num bar, depois da aula ou até mesmo depois do serviço.
Sério mesmo: para quem nunca foi, te digo que fica cheio demais o danado do lugar! E o mais engraçado é, estando o estabelecimento lotado, como esperamos pacientes a fila andar, sem muito reclamar. Lembro uma vez, há muito tempo atrás, que esperei quase duas horas sentado numa confortável sala de espera, uma plaquinha com um número grafado guardado no bolso da camisa, nós e mais uns quinze casais de afoitos namorados, aguardando, todos sem graça, uns olhando despistadamente para os outros, tentando matar o tempo folheando uma revista de notícias velhas, conferindo se o sapato está bem engraxado, jogando o cabelo para frente, passando nele as mãos constantemente, tipo se estivesse no abrigo do seu quarto, em frente ao espelho, penteando as madeixas ruivas, loiras, castanhas e negras, todos aguardando a hora H, a hora da consumação daquela noite de comemoração. Tsc... seria triste, se antes não fosse cômico.
Nesta hora é que a gente percebe o quanto se trabalha os funcionários do estabelecimento neste dia específico. Ou você nunca notou a intensa movimentação nos back-stages, os passos cada vez mais rápidos dos funcionários pelos corredores e o telefone que não pára de tocar na secretaria do motel num dia dos namorados? Como nos melhores box da Fórmula 1, cronometra-se até o tempo de trocar a roupa de cama, de passar um paninho úmido nos móveis espalhados pelo quarto, um produto químico no banheiro, uma esguichada de outro na hidromassagem, um aspirador de pó, quem sabe, no carpete... tão rápido, mas tão rápido que o próximo casal encontra a cama ainda quente: 7,9 segundos. A camareira fecha a porta de serviço, os pombinhos colocam a chave na fechadura da outra...
Para quem tem alguém para esquentar os pés neste final de semana, um quê de tranqüilidade. Para quem está sozinho, uma certa aflição, uma ponta de inveja (tá bom... uma pontinha de boa inveja, coisa que nem machuca) do casal ao lado, agarradinhos um no outro, no barzinho aconchegante onde se toca uma calma música ambiente. Ah, as mulheres... dia dos namorados, se sozinhas, esperam se enrabichar com um sujeito legal: passar o dia dos namorados sem ninguém no ano que vem nem pensar - é o que mais se ouve delas.
Ê, dia dos namorados! Este agora vai dar num domingão bravo, ou seja, não podemos simplesmente dizer que é dia dos namorados, mas fim de semana dos namorados. Sexta-feira começa extra-oficalmente a programação com compras atrasadas ou um chopinho inocente, sábado é pré-aquecimento, domingo é o dia propriamente dito e para fechar com chave de ouro, a segunda-feira... pois segunda-feira também é dia de namorar (aqui, vou te contar um segredo: ouvi falar há alguns anos atrás que um dia depois do dia dos namorados é o dia dos amantes. Sim... dizem por aí que o dia oficial é 22 de setembro, mas eu não acredito!) e os motéis, como nos bares e restaurantes mais afastados, ficam lotados de amorosos casais também.
Então, para você que está namorando, inadmissível é aquele bolo com bela cobertura de desculpas esfarrapadas no dia 12 e no outro dia, 13 de junho, você deve ficar quietinho em casa ou junto com sua namorada (o). Ah... e se você, mesmo com meus alertas, levar o bolo no domingo e na segunda comemorar o dia dos namorados lambendo os dedos sujos da dita cobertura crocante num motel cheio de gente ou curtindo uma noite prá lá de aconchegante num barzinho lá nos cafundós dos judas, você está comemorando é o dia dos amantes!
Como eu sei disto? Uai... ouvi falar! Vem me dizer que você não?
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
10:31 AM
Quarta-feira, Junho 01, 2005
Querido diário:
Adorei de paixão mesmo a minha pequena estada em São Paulo. Adorei de todo o coração. Os paulistas são super prestativos, educados ao extremo, todos vem conversar com a gente com um sorriso maroto no rosto (com exceção da camareira do hotel que ficamos... acho que ela tá precisando de um namorado, só pode) e a noite paulistana, ah... esta é simplesmente fantástica! Mas o melhor, o melhor mesmo, foi nossa ida à um parque de diversão, um tal de Hopi Hari, que o pessoal da empresa onde Adalberto trabalha cismou para que fossemos conhecer.
E falando no Adalberto, ele estava um diabo comigo naquela tarde. Primeiro, me olhou no fundo dos olhos (ai, que romântico) e falou se eu queria viver emoções fortes. Eu, já entrando no clima, topei na hora, é lógico. Sabe o que ele fez? Me colocou (jogou seria uma palavra mais apropriada) dentro de um elevador que despencou por vinte e três andares! Diário querido... quase me molhei toda! Quando saí do tal do Dispenkito, minhas pernas mais pareciam gelatina de tão bambas, como no dia que estava no elevador com o vizinho, o tal do professor de Kwon Do do 512. E Adalberto rindo igual uma criança sádica: o medroso ficou lá embaixo, me vendo gritar igual uma louca. Ai ai... ele e a dona Florípedes, a sua secretária particular que por incrível que pareça também estava à trabalho lá em São Paulo, ficaram, na maior parte daquela tarde, me instigando a soltar a criança que havia dentro de mim.
Pois é... e eu lá, inocentemente no meio daqueles dois capetinhas desalmados, uma pobre e indefesa mulher naquele parque de diversão enorme. E você acha acabou por aí? Que nada... Adalberto veio com uma conversa sobre a França, que um dia a gente (só nós dois, tipo uma segunda lua-de-mel) iria conhecer o país e coisa e tal, e fomos chegando próximo à uma réplica da Torre Eiffel. Ah, este meu maridinho... ele mesmo não quis vir comigo! Novamente, eu sozinha no brinquedo: diário, diário... o que eu não faço para agradar meu Adalberto! Fui subindo, subindo... e, de repente, senti falta de alguma coisa no meu corpo: era o meu estômago! Percebi sim a ausência dele, que ficou há quase setenta metros de altura, no momento que despingolei à toda velocidade lá daquela torre desgramada. Ainda bem que não comi um sanduíche de mortadela que vi na entrada do bairro Kaminda Mundi, senão sei lá...
Nossa... eu sou forte mesmo, querido diário! Enfrentei montanha russa, enfrentei, na cara e na coragem, um outro brinquedo que a gente pula de pára-quedas misturado com asa-delta, sofri horrores no tal do Parangolé (girava, e girava, e girava... saí de lá tontinha) e andei no Rio Bravo também (tenho pavor de me afogar, mas mesmo assim fui!). E ficamos, quer dizer, fiquei nesta lenga-lenga até por volta das cinco da tarde, quando meu marido já estava passando mal de tanta dor de barriga (para piorar, Adalberto e dona Florípedes se enturmaram com uns turistas que viviam rindo à toa, que a toda hora soltavam uma piada e coisa e tal... eram bem divertidos, isso não posso negar). E eu? Eu estava com a adrenalina à mil, a bilirrubina à dois mil e a ptialina, em forma de baba, à mais de cinco por conta daquela aventura no parque. Ah, quando eu contar para o Clementino e o Uoshington, eles nem vão acreditar no que fiz.
Pensando melhor, eu tenho que contar estas minhas fantásticas histórias para mais gente ouvir. Acho que vou criar um destes blogs para mim...
Querido diário (para finalizar de vez): acabei que fui para São Paulo pensando naquilo e voltei para casa do mesmo jeito que saí: na seca! Aquela cidade não pára nunca e nós, querendo abraçá-la com as pernas, acabamos não tendo tempo para... você sabe o quê!! Tsc... se eu estou assim, Adalberto deve estar quase subindo pelas paredes também, tadinho...
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
10:19 AM
|