Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005
Eu não aprendo: nunca acerte a barba com aparelhos descartáveis pois eles não tem a precisão de uma navalha de barbeiro.
E eu sei usar navalha? Eu não! Então, como prevê aquela máxima - aquela que diz que quem não tem cão caça com gato -, estava eu ontem à noite, bem acertando minha barba quando, num pequeno descuido... tchan tchan tchan tchaan... abri uma clareira na cara!
Modesta clareira, um pequeno raspar adentrando a linha imaginária, aquela marca limítrofe entre a pele e a barba. Que fazer agora? Tentar acertar!
Lei de Murphy na área: o conserto ficou pior. Acerta de um lado, o outro fica desigual. Tenta acertar o lado desigual, o outro, que parecia estar correto, fica desnivelado. Fora aquela cisma que a clareira (ou um pequeno pedaço que sobrou dela) está sempre presente... na cara da gente!
E de tanto tentar consertar, a barba, inacreditavelmente, se transformou num cavanhaque.
Parece ser mais fácil de se acertar, mas não! É tão complicado quanto a barba. E, com a ajuda do prestativo Prestobarba, eis que novamente um lado nunca fica igual ao outro.
Adeus barba que estava "cultivando" a dois meses, adeus cavanhaque... olá, cara limpa!
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8:12 AM
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005

Fazia de tudo para emagrecer e não conseguia. Ginástica, dietas, caminhadas... se falassem a ela que poderia voltar àquele antigo peso, lá estava Gioconda, se esforçando muito, perseguindo insistentemente aquele seu desejo, desejo este aliado e moldado junto a uma dita "imagem ideal" imposta pela mídia em geral. Queria, a todo custo, perder aqueles 35 quilinhos que ganhou depois do nascimento dos seus três filhos... em vão. Dualidade estranha: querer perder peso e ser apaixonada por doces (quindim era o seu favorito). E como Gioconda gostava de comer aquelas deliciosas guloseimas. A combinação então era fantástica, levando ainda em conta a pré-disposição genética para o acúmulo de gorduras.
Decidiu, então, declarar guerra aos doces.
Não mais parava na padaria da esquina, não mais comprava balas, não mais se deliciava com os pedaços de bolos de chocolate vendidos nas praças de alimentação dos shoppings.
Na sua casa todos apoiaram a atitude. Doces não mais entravam naquela residência (a não ser aqueles que ela mesmo escondia numa vasilha, estrategicamente malocada atrás do armário).
Mas parecia que alguém havia descoberto seu segredo. Enchia a lata de doces num dia e no outro estava vazio. Aquilo a angustiava. Quem estaria comendo todos os seus doces? E porquê ninguém nunca falou com ela sobre a lata escondida?
Resolveu colocar uma micro-câmera na cozinha. Saberia, deste jeito, quem estava a furtar suas guloseimas (xingou muito quando os brigadeiros sumiram misteriosamente na segunda-feira... mas se bem que xingou muito mais na quinta passada, quando a barra de rapadura desapareceu).
Fez isto na surdina. Contratou um técnico em eletrônica e fizeram todos os ajustes necessários.
No outro dia ela descobriu que era sonâmbula, que era ela mesmo que levantava no meio da noite e comia todos os doces e que seu marido tinha um caso com a empregada.
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3:17 PM
Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
Quarta-feira. A semana ainda está longe de acabar e eu já neste bagaço. Um sono feroz me leva a vociferar impropérios ao falecido horário de verão que tanto gosto (eu gosto de horário de verão?). Aproveito e xingo aquele tempo que o corpo da gente necessita para acostumar... ah, isto todo mundo já sabe!
Nos pequenos intervalos que meus olhos fecham, imagino mar, sombra, água fresca... ou seja, coisas que me fazem relaxar. Imagino-me com os pés fora deste meu sapato social e meu corpo fora desta roupa fechada. Será que isto é pedir demais, pelo menos trabalhar descalço, pés escondidos embaixo da mesa? Tsc.. que estou fazendo aqui agora...
Será stress? Sei lá... acho que este sono, este corpo ruim parecendo acomodar um vírus da gripe prestes a eclodir, não tem nenhuma relação com stress não, e assim espero. Ando sim, meio descrente com o presente, e esta eterna aflição com o futuro distante me deixa meio prá baixo.
Levantar a cabeça e seguir em frente. Sei, vou fazer isto... vou sim! Mas hoje estou tão... acho que vou tomar uma cerveja pra ver se me animo.
Minha mão direita está formigando, tá coçando... minha avó falava que é dinheiro chegando... será?
Humm... eu, numa praia agora... só este pensamento me anima à subir para a faculdade!
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6:34 PM
Terça-feira, Fevereiro 22, 2005

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3:58 PM
Durante uma animada conversa num buteco, um amigo me indagou sobre casamento. Queria saber minha sincera opinião, meus prós e os contras. Na hora achei graça... mas diante da testa franzida e do olhar perdido do cara, contive o riso!
Estávamos nós dois diante de um impasse: eu, confiante nas minhas convicções de que o matrimônio foi uma das melhores coisas que já me aconteceu na vida e que cada um deve seguir sua própria cabeça, e ele, eterno solteirão bon vivant, querendo conhecer à fundo o outro lado, time este que, cedo ou tarde, irá fazer parte!
A primeira dúvida foi quanto à liberdade. O que seria da liberdade dele, de chegar em casa a hora que quisesse, de sair para encontrar com amigos para jogar aquela partida de truco em pleno domingo sem se ater a pedidos feitos de joelhos. Poxa... cada caso é um caso! Já ouvi muitas histórias de casais que não estavam ligando para isto, que tinham esta liberdade de ir e vir sem restrição... coisa que acredito não combinar muito com meu modo de ver as coisas. Deve, para mim, existir um certo limite, senão para quê então se casar?
Comecei a adiantar suas próximas perguntas na mente, e de quebra já ia formulando minhas respostas. Entre um gole e outro de cerveja, ele deverá perguntar sobre...
Vida à dois: No começo, um baque! Você está acostumado a deixar a toalha molhada em cima da cama e sair correndo (e já atrasado) para pegar o ônibus para o serviço! Esqueça esta mania de adolescente que depois a mamãe vem para arrumar a cama e coloca tudo no seu devido lugar. Nunca esquecer a toalha em cima da cama é de primordial importância para não ouvir horas e horas de blá-blá-blás quando você chegar cansado em casa!
Contas: Aquele dinheiro que você tinha somente para as farras, aquele mesmo que quase nunca via os últimos dias do mês, serão estrategicamente redirecionados à pagamentos dos mais diversos tipos possíveis. É a conta do gás, a conta do telefone, a conta da padaria, do sacolão... conta de tudo que você imaginar. Junto com a absoluta certeza de que, casando, você sempre levantará ao lado da esposa, é a certeza de que sempre haverá uma conta para pagar! Triste, mas é verdade...
Casa: Humm... você quase nunca pegava, na casa de sua mãe, uma cozinha para arrumar, né? E fazer almoço? Um banheiro, então, nem passava pela cabeça, aposto! Casando, você aprenderá a verdadeira arte cozinhar e de conservar límpida a sua residência. Você aprenderá com a prendada futura esposa verdadeiras lições úteis à vida doméstica como A VERDADEIRA ARTE DE LIMPAR UMA CÔMODA EM 4 MINUTOS, a ótima BANHEIRO: COMO TIRAR O LIMO DO BOX e a estonteante ARROZ SOLTINHO EM 5 LIÇÕES. Realmente, ensinamentos que vão ficar grudado na sua memória para sempre, junto com a fenomenal teoria da "tampa do vaso sempre fechado evita puxão de orelha" e o magnânimo teorema "lugar da tampa da pasta de dente é fechando o tubo e não solta em cima da pia".
Brigas: Sempre vai haver um arranca-rabo entre você e sua esposa! Motivos é que não vão faltar! Se você, por acaso, bebeu umas inocentes cervejinhas num dia em que não teve aula na faculdade em vez de ir cedo para casa, pode ter certeza que o bicho vai pegar! Se você, por esquecimento, achou que a data do aniversário de seu casamento é no outro mês e isto passar batido, valha-me Deus, vai haver uma tremenda confusão. Se você não conseguir entender o que se passa pela cabeça de sua esposa quando ela está em pleno processo de T.P.M. (na maioria das vezes, nem ela se entende!), tá roubado! Brigas, junto com a certeza das contas e de acordar com a esposa de touquinha toda manhã, não pode e nunca vai faltar num casamento legítimo.
Ihh... e tem muito mais, mas muito mais para contar, coisas boas e coisas ruins.
Meu Deus... será que eu vou ficar em paz com a minha consciência se, mesmo ouvindo todos os meus conselhos, este amigo realmente resolver embarcar nessa?
PS.: como vocês devem ter percebido, eu estou brincando!!
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11:32 AM
Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005
Acontece assim: a Micha nos avisa sobre os posts comunitários e a gente escreve.
É interessante ler versões sobre o mesmo tema, idéias diferentes sobre a mesma questão.
Qual o tema desta vez? Amor platônico.
Amor este que, conforme explanou Platão, revela uma dose de imaturidade emocional, à medida que nunca experimentamos os limites e as frustrações de uma relação concreta. Amor este que nasce na nossa juventude, idade em que somos ignorantes na filosofia e por isso teríamos uma certa tendência a nos apaixonar por pessoas fisicamente atraentes, com quem queremos dividir a cama.
Deixando as questões filosóficas de lado, te pergunto: já viveu um amor deste jeito?
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Quem nunca amou? Quem nunca amou sozinho, sem que a outra pessoa sequer desconfiasse do seu sentimento? Quem nunca foi e ficou inseguro para dizer "gosto de você?"
Amor que fica batendo no peito. Amor que sobe à garganta quando escutamos os passos da pessoa amada chegando. Amor que nubla qualquer possibilidade de... ser você!
E o sentimento de impotência toma o nosso corpo. Geralmente, não conseguimos nos expressar - ou nos expressamos erroneamente -, ficamos estáticos, amando o impossível, o inconquistável.
Tem a ver com desejo físico, tem a ver com a maturidade, tem a ver com sonhos, uma mescla de ilusão, de fantasia, de tesão juvenil...
Lembro de uma menina, uma linda menina morena, cabelos escorridos, negros como a noite mais escura, olhos claros como o oceano mais vistoso, voz inconcebivelmente bela... como toda ela.
Sim... todo dia conversávamos, todo dia a via, todo dia a admirava... todo santo dia a observava, com o canto dos olhos, prevendo movimentos, imaginando gestos... nem sabia eu que dela gostava tanto assim.
Éramos crianças que estudavam numa grande escola, numa grande cidade. Não sabia onde a maioria dos meus colegas de sala moravam... naquele tempo, muitas pessoas ainda nem tinham telefone em casa! Formamos... fomos para a 5ª série, todos se separaram... todos, sem exceção.
Nunca mais a vi...
Minto. Um dia, no centro da cidade, vislumbrei um par de olhos verdes, cabelos negros esvoaçando ao vento, pele morena vindo em minha direção. Mas muito tempo se passou, vinte e tantos anos ficaram para trás... e meu coração não mais se recordava daquele amor juvenil que ficou no passado...
O menino dentro de mim, ainda encabulado, me mandou ficar quieto... e Andréia se diluiu novamente naquela multidão.
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9:04 AM
Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005
Poxa... queria ter ganho na Mega-Sena!
Engraçado... estava aqui justamente me perguntando sobre o porquê desta repentina e excessiva criatividade humorística presente nestes últimos textos. Acho que descobri: tem a ver com o meu consumismo.
E eu sou consumista (não confunda com comunista).
É... você pode não acreditar, mas gasto bastante! Se eu tenho grana, tô gastando. E gasto com gosto mesmo... até o último centavo. Ihhh... acabou o dinheiro? Tem crédito? Então vamos lá... e gasta, e gasta... até chegar as faturas.
Gasto... e depois sofro pagando!
Tsc! Esta última viagem de férias me quebrou legal! Gastei demais, gastei (e viajei) meio sem poder (contas diversas, o boleto da faculdade me aguardando de braços abertos na caixa de correio...) e agora estou meio quebrado! Pra falar a verdade, estou igual sucrilhos...
Peraí... você deve estar perguntando "e o que isto tem a ver com a sua criatividade?"
Sei lá... quando estou com dinheiro para gastar, não fico pensando em besteiras! Quer dizer, eu simplesmente gasto, entende? Se, por acaso, eu tivesse ganho nesta última Mega-Sena acumulada, aposto que não estaria aqui escrevendo bobagens. Estaria, sim, na maior esbanjação de dinheiro que este país já viu (menos, Denilson, menos... não posso tentar me equiparar com o nosso Estado), comprando de puxão de orelha à sorvete em pleno Pólo Norte (e porque não visitar o bom velhinho?).
E é deste jeito que sempre faço. Em vez de ficar reclamando da minha vida financeira aqui na empresa (que diferentemente da pessoa física deste administrador que vos fala, está de vento em popa!), começo, para me distrair das dívidas e faturas que não páram de chegar, a escrever coisas para levantar o meu humor (e de quebra o seu, estimado acionista!).
Percebeu a sutileza? Quanto mais duro eu fico, mais vocês gostam e acham graça!
... sem trocadilhos, por favor!
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4:47 PM
Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005

Desde criança Crodoalvo era apaixonado por fotografias. Festas de aniversários, casamentos, viagens... qualquer lugar onde se pudesse imortalizar uma imagem num "clic", podia ter certeza, Crodoalvo estaria lá, fazendo de tudo para registrar o momento numa boa foto.
A dura realidade financeira obrigou-o a seguir caminho diferente da sua grande paixão: trabalhava como taxista, mas nas horas de folga, exercia intensamente seu hobby, a fotografia.
Nestes últimos dias estava apaixonado por uma câmera digital, uma que nem se juntando o que ganharia num um ano inteiro, não conseguiria comprar. Tempos difíceis para todos nós, e para Crodoalvo também...
- Táxi!
Parou. Um homem sentou no banco de trás do pequeno automóvel, ajeitando uma mochila de couro perto de si. Pelo espelho retrovisor interno, o taxista, abobalhado, viu dependurada no peito do seu passageiro um exemplar da tão sonhada máquina.
- Esta máquina é realmente a melhor que já inventaram, hein?
- Quê? Ah... esta máquina!! É... realmente, é muito boa...
Começaram a conversar sobre fotografia, ângulos, posicionamento, zoom, capacidade de armazenamento e etecetera e tal. Tinha em seu carro um fotógrafo profissional e tentaria aproveitar todo minuto da corrida para dirimir suas dúvidas quanto a arte.
Eis que, ao passar perto da zona boêmia da cidade, o passageiro grita.
- Meu Deus do céu... eu não acredito!!
- Senhor? - disse o motorista!
- Aquela mulher ali, de vestido vermelho... entrando na zona...
- O senhor a conhece?
- É minha mulher!!!
Crodoalvo brecou o táxi ainda incrédulo com o que estava acontecendo! No banco traseiro, o passageiro fala:
- Não acredito! Eu voltando de viagem e... meu amigo... esta câmera digital é sua se você entrar naquela zona e tirar minha esposa de lá, mas na base da porrada!
- O quê?
- Isso mesmo que você escutou!! Eu não posso fazer isso... não vou agüentar...
- Mas o senhor que deveria tomar uma atitude, não eu... afinal, a esposa é sua...
- Vou te confessar uma coisa: na realidade, eu sou muito frouxo, entende...
- Sei... o senhor entrando lá não daria conta do recado, né?
- Isso mesmo! Então... a máquina é sua se você tirar a safada de lá e a cobrir de porrada!!
Crodoalvo pensou, pensou...e começou a se imaginar tirando fotos com aquela máquina nova e aposentando de vez a sua Kodak Xereta (como estava difícil encontrar os flashes e o filme para a velha máquina). Desceu do seu táxi e subiu a escada do puteiro.
Dois minutos depois e começa a confusão. Muita gritaria, corre-corre e barulho de objetos sendo quebrados! De repente, sai o taxista arrastando uma mulher pelos cabelos! E o cara gritava, esbofeteava a dona e xingava todos os palavrões possíveis e imagináveis em plena rua...
Nisso o fotógrafo, lá dentro do táxi, percebe que a mulher que estava sendo espancada estava vestida de verde e sai correndo para avisar o incauto taxista do seu erro.
- Meu senhor, meu senhor... você errou, meu senhor! Essa aí não é minha esposa...
O taxista, com os olhos vermelhos de raiva, retruca na hora:
- Eu sei, eu sei... fica tranquilo aí, meu caro! Esta é a minha mulher... mas logo logo volto lá em cima para pegar a sua!!
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3:27 PM
Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005
Temos todos nós, humanos, uma grave falha de projeto: não peidamos verde!
Sim... seria muito mais simples se, junto com o necessário ato de nos aliviar dos gases que acumulam em nosso intestino, (em tempo: pum é uma mistura fétida de gás metano com outros gases, como por exemplo o hidrogênio, o nitrogênio e o gás mostarda) tingíssemos de verde o ambiente!
Porquê estou falando nisto? Você vai entender já.
Ora... o homem fede por excelência, minha gente, e isto todo mundo sabe! Aliás, escrevo isto hoje porque acho a maior sacanagem do mundo peidar num ônibus lotado. Fazer isso é uma demonstração clara que a pessoa não tem um pingo de amor ao próximo e quer mesmo é que quem está ao seu lado vá se fuder, se possível, pintado de roxo!! E esta sacanagem brava aconteceu hoje, perto de mim, no trajeto casa-trabalho: cerca de quase uma centena de usuários do transporte coletivo, apertados e espremidos em alguns metros quadrados, quando um deles (ou mais de um, que malandramente aproveita o momento da flatulência alheia e se alivia também) solta naquele ambiente "quase lacrado" por conta das senhoras que não podem abrir a janela para não perder o penteado, um silencioso e fedido escape gasoso do seu reto.
Seria muito mais simples se peidássemos verde. Já imaginou? Neste caso específico, todos procuraríamos a origem do gás, olhando atentamente a buzanfa dos outros, buscando vestígios de "verde raios gama" nos fundilhos das calças dos demais passageiros ou nas saias das moças e senhoras prendadas ou não daquele transporte coletivo. Ou do trocador, e porquê não? Afinal, trocador e motorista peidam também...
- Olha lá... quem peidou foi aquela senhora ali, perto da roleta...
- Não, não fui eu não, gente!! Tá sujo porque sentei sem querer num abacate antes de pegar esta lotação...
E por falar em coisas desagradáveis, outra coisa insuportável dentro de coletivos lotados é o excesso no uso de desodorante, podemos dizer, baratos: ô, fedentina dos infernos! Uma borrifada já afasta as pessoas de perto de você! Vinte apertões no frasco e o resultado ainda é mais devastador. Você acaba de tomar um banho, coloca uma roupa limpa, um desodorante com um odor discreto e suave... e entra num ônibus onde um sujeito qualquer gastou meio frasco de Vaness debaixo do sovaco para evitar a transpiração excessiva (ou tentar, pelo menos...). Pronto... empestiou o ambiente.
Vamos recapitular: pum que faz o nariz sangrar, desodorante que arde os olhos e descola a retina... tá faltando outra coisa, não menos detestável, que pode ocorrer quando nos encontramos dentro de um ônibus lotado: sudorese sovacal acentuada por falta de banho agravada pela não utilização de desodorante antitranspirante ou não!
Aí é que é osso! Você dá o sinal para o motorista parar no ponto e começa o calvário. Ao subir a escada, repara que há uma certa combinação, há um certo jogo de cores entre a camisa azul-marinho do uniforme com a cara do funcionário da empresa! Alguém tá morto dentro do ônibus: é o danado do C.C.
Quem está sentado fica incomodado. Quem está em pé, volta e meia instintivamente confere se não é ela a pessoa que carrega sem querer, ou por obra do destino, um gambá debaixo do braço! Todos novamente se entreolham:
- [pensando] Tá russo aí, hein tia?
- [pensando também] Quem será que tá com o sovaco podre?
- [pensando e rezando] Salve, Senhor, pelo menos a alma deste pobre diabo em decomposição!
Daí você percebe que aquela catinga de C.C. está vindo de um "pseudo-cadáver", estrategicamente posto ao seu lado pelo IML da causalidade.
Pergunta: o que fazer? Resposta: ficar o mais distante daquela putrefação!
Paga-se ao trocador o valor da passagem e ruma para o final do ônibus. Quando ocorre casos assim como o descrito e a conseqüente fuga, pode ter certeza que o final daquele coletivo estará lotado de pessoas, todos disputando, centímetro por centímetro, onde ficar. E lá na frente, ao lado do motorista e do trocador combalidos pelo odor nauseante, o cara que fede em vida!
Mas... e se este cara não se tocar e também resolver ficar lá atrás, espremido junto com os 90% (ou mais) dos usuários daquele transporte coletivo? Sinceramente, você tem duas opções:
1) Quantos minutos você consegue prender a respiração? Trinta? Quarenta? Sessenta minutos? Se conseguir esta façanha, tá salvo..
2) Descer 15 pontos antes de onde desembarcaria normalmente. Mas desembarque com a cabeça erguida, levante o nariz e respire, profundamente, o ar repleto de partículas em suspensão e dióxido de carbono (bastante natural nas grandes cidades), mas ar livre da impureza daquele ambiente altamente venenoso que antes você estava: abra os braços, aumente sua capacidade pulmonar e olhe, com seus olhos vermelhos, para todos que ainda insistem em respirar aquele ar viciado do ônibus e pense consigo mesmo ou grite aos quatro ventos: "hoje vou aproveitar e fazer uma caminhada..."
Se quiser, aponte o dedo médio em riste na direção do coletivo e mantenha a posição do seu braço até que o ônibus arranque e suma do seu campo de visão: o "cadáver ambulante" saberá que o gesto é para ele, com certeza!!!
A sua saúde... e sua honra agradecem!!
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3:07 PM
Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

- Filha... coloquei no novo forno elétrico um lombo, tá? Programei para exatos quarenta e cinco minutos! Quando apitar avisando do tempo, dá um pulinho lá embaixo e veja se já está assado!
Falou isto e saiu para resolver alguns problemas naquela terça-feira, deixando para trás a filha, que naquele dia fazia aniversário, e seu namorado, Zecão, assistindo comportadamente à um DVD naquela enorme casa.
Bep! Bep! Bep!
Como o tempo passa rápido quando estamos a nos divertir, não é? Resolveram descer os dois em direção à cozinha: ela sobre os ombros do namorado; ele descendo a escada vagarosamente, suportando o peso da garota que gargalhava de alegria com aquela brincadeira. Assim foram seguindo o cheiro gostoso que vinha da cozinha... ambos nus, como vieram ao mundo - se bem que Zecão estava mais composto, pois trazia ainda junto ao corpo o preservativo, assegurando assim que não tomaria nenhuma friagem nas partes baixas.
Bep! Bep! Bep!
Atravessaram a sala, ela ainda nos ombros do namorado, entraram na cozinha e acenderam a luz...
- PARABÉNS PRA VOCÊ...
Um enorme bolo de chocolate com algumas velas acessas foram as primeiras coisas que viram. Depois, a mãe da aniversariante e suas amigas do escritório. Seu pai, os amigos dele do futebol e alguns colegas de serviço. Suas tias, primos, sua avó, seus vizinhos e... suas amigas e amigos de colégio! Todas aquelas pessoas amontoadas na cozinha, todas aquelas pessoas fazendo uma festa surpresa...
Bep! Bep! Bep!
... e de queixo caído! Se bem que a camisinha que acompanhava Zecão despregou de onde estava fixada e também foi ao chão, morta de vergonha...
Depois daquele silêncio absoluto, a primeira voz que todos ouviram foi da avó da garota:
- A-a-acho que engoli a dentadura!
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9:03 AM
Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005
Meu pai nunca pára, está sempre arrumando alguma coisa para fazer.
É arrumar uma torneira que não fecha direito, é fazer uns bolinhos de bacalhau (que são uma delícia!), é brincar de pedreiro!
Hoje cheguei em casa e deparei com o homem puto nas calças! O velho estava arrumando o passeio lá de casa - um pouco de cimento e areia amontoados na rua, alguns objetos de construção, colher de pedreiro e régua encostada no muro.
Reclamava porque quando entrou em casa para tomar um copo d'água, um transeunte "despercebido" fez questão de pisar logo no lugar onde ele havia colocado uma massa de cimento! Alguém fez de propósito, claro!
O que meu pai estava consertando era justamente um pequeno espaço, quase que um metro quadrado, onde havia, um tempo atrás, uma pequena árvore que ficou doente e morreu! A Prefeitura veio e cimentou o lugar... mas o tempo é inclemente: o piso começou a ceder, afundando e deixando o passeio meio esquisito... tipo nem buraco, nem passeio!
- Só pode ser por querer, filho... com tanto lugar para pisar, a pessoa vai colocar o pé logo onde cimentei?
- Mas pai... você sinalizou?
- Lógico! Coloquei um pedaço do saco de cimento e alguns ramos de árvore... mas mesmo assim, tem gente que vêm e pisa justamente em cima do cimento!
- Hummmm... e se você, em vez de colocar o papel e ramos de árvore, colocar um tanto de bosta da cachorra em cima do cimento fresco? Aposto que ninguém vai pisar...
Ele ficou com uma cara de que vai pensar na idéia...
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2:52 PM
Sábado, Fevereiro 12, 2005

O cara, depois de muito tempo enrolando a namoradinha, é convencido por ela a almoçar na sua casa e assim, finalmente, conhecer os pais da moça!
"É praticamente para formalizar o namoro", pensava ele.
O domingo chegou. Ela, esbaforida, corre com as coisas, arruma a mesa daqui, ajuda a mãe com os afazeres culinários de lá, está sempre averiguando a temperatura da cerveja na geladeira... enfim, está apaixonadamente aguardando o namorado chegar. Ele a caminho. Levantou bem cedo com um nó no estômago, um amargo na boca - ansiosidade, receio ou uma premonição? - resolveu jogar bola com os amigos, tomou umas geladinhas com a turma, foi para casa tomar um banho, se aprontou e partiu em direção à casa da amada.
A menininha era o xodó da família: ainda não tinha completado a maioridade, era a caçula de quatro irmãos e pretendia ingressar na faculdade (queria ser médica do exército... assim, numa tacada só, realizaria um sonho de criança e ainda trabalharia com seu pai, um major condecorado) naquele ano. O cara não... era farrista, vinte e três anos bem vividos - assim falava ele para todos - já estava fazendo Direito (antes prestou vestibular para Psicologia: passou e viu que o curso não tinha nada à ver com ele) e trabalhava como estagiário numa firma de advocacia (que pagava mau para dedéu).
Bateu a campainha e entrou. A família era super tradicional: assim que se acomodaram na ampla sala-de-estar, começou a avalanche de perguntas! E aperta daqui, acossa o cara de lá, quem são seus pais, o que pretende da minha filha, toma um lenço para enxugar o suor, querido... e coisas do gênero. O rapaz já não estava mais se contendo de vontade de ir embora quando, de repente, as tias corocas (as famigeradas irmãs da mãe da sua namorada) chegam para o almoço.
Se apresentam e recomeçam as mesmíssimas perguntas: você é de onde? Como conheceu minha sobrinha? Quem pretende com a inocente sobrinha? Já estudou lá? É circuncizado? Ah... então já operou a fimose!!
Desespero total. Nisso, já sem mais nenhuma perspectiva de sair dali vivo e também para tomar um fôlego, diante de toda a família (pai com cara de bravo e de "este aí que vai comer minha filha?", mãe com cara de triste e de "este aí que vai fazer amor com minha filha?", tias corocas, os irmãos, cachorro, gato e Cia Ltda), o cara saca seu celular última geração do bolso e começa a tecer elogios para o aparelho: que este tem uma câmera fotográfica embutida [clica no sogrão e na sogrona e fica mostrando a nitidez da imagem], e que é GSM, e que tem viva voz, e que tem chip, e que só falta andar... quando o aparelho toca!
O namorado: É meu amigo Zecão...[colocando no viva-voz] fala, Zecão!!!
Zecão: E aí, meu caro... futebol bom o de hoje, hein?
O namorado: Bom demais... [passando o telefone para a mão da mãe da sua namorada, que fica observando, incrédula, o pequeno celular com cara que viu um extra-terrestre] viu que golaço?
Zecão: Bonito. Que finta, hein?
O namorado: Fazer o quê... o papai aqui é bom! Mas o que você manda?
Zecão: Tô precisando de um favor!
O namorado: Pode falar!
Zecão: Me passa o número de telefone daquele puteiro...
O namorado: [o cara já gela na hora, se levanta lá da outra poltrona, pálido, esticando a mão para tomar o celular da sogra que parece gritar um "oh" sem som da sua boca aberta] Zecão...
Zecão: ... onde você ranga aquelas quengas gostosas...
O namorado: Ô, Zecão...
Zecão: ... toda sexta-feira depois da aula?
O namorado: ... peraí, Zecão... tá no viva-voz!
Naquela casa, tirando o gato e o cachorro, todos perderam a fome!
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5:04 PM
Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005
Eu também fiquei neste carnaval...
É o que mais se ouve nos elevadores, nos corredores das empresas, dentro dos ônibus e provavelmente nos colégios que já retornaram às atividades normais depois destas prolongadas férias: ficou muito neste carnaval?
Já reparou nos olhos das pessoas durante a festa de Momo? Aqueles olhos de predadores, na captura, espreitando a caça, observando modos, postura... para chegar no clímax do beijo, ficando, assim como a palavra já diz, com a pessoa num determinado espaço de tempo.
Acabou aí? É... parece que sim!! Quando se fica, não se tem aquele compromisso de "amanhã te vejo", de "vou te apresentar meu pai" ou "venha almoçar lá em casa". O negócio do ficar é fantástico: troca-se a saliva alí mesmo, na avenida, despede-se e parte para outra captura, outra investida fatal e salivar... e assim todo mundo vai ficando!
Eu, para não dizer que sou careta, antiquado e velho no auge dos meus trinta e três anos de existência, também fiquei neste carnaval! E muito...
1) No Bloco dos Sujos bebi tanta cerveja e outras substâncias alcólicas, como, por exemplo, um vinho gelado e uma dose de cachaça, que fiquei bicudo, ruim... mas ruim para caramba!
2) Falaram que eu fiquei uma "tetéia" de cangaçeiro de saia.
3) Como o asfalto estava quente para burro, fiquei com bolhas no pé!
4) Pedi uma grana emprestada para não ficar quebrado na segunda-feira de carnaval!
5) Como não podia pular o carnaval sozinho e minha esposa não estava com ânimo para sair, fiquei em casa assistindo Big Brother Brasil na terça-feira.
Eu não estou reclamando, em hipótese alguma... mas cada um se diverte (e fica) como pode, né?
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9:28 AM
Quarta-feira, Fevereiro 09, 2005
Quarta feira brava...
O ruim do carnaval, para mim, é quando chega a bendita da quarta-feira de cinzas. Não... não é que o reinado de Momo tem que continuar a semana toda, de sexta à sexta sem folga... mas é que trabalhar meio expediente numa quarta-feira é sofrível.
Para quê, eu te pergunto! Quase todos, ou a maioria dos estabelecimentos comerciais estão fechados neste dia. Não tem nenhum movimento nas ruas, a não ser dos foliões com cara de cansaço chegando das viagens.
... e a gente indo para o trabalho com aquele solzão sobre a cabeça.
Eu acho que feriado tinha que ser feriado mesmo, nada de meio-termo... ou se extingue esta folga ou se extingue esta obrigação de trabalhar a metade do dia... justamente no meio, no meio certinho da semana: quarta-feira.
Tirando o significado religioso, alguém sabe me explicar o porquê de estarmos aqui neste dia? Eu levantei cedo, fiz um café legal, saí para comprar umas coisas num supermercado lotado (fila, bendita fila: o lugar estava cheio de gente que não sabe aproveitar direito um meio-dia decente de descanso) e depois vim trabalhar.
E por falar em trabalho, como estou trabalhando hoje... tudo acumulado, tudo "prá ontem", e eu com um ânimo de quem esqueceu de jogar no bicho - e o resultado que pensou veio na cabeça!
Tanto que se fala que é cinza: não é nem o material propriamente dito, não é nem o total aniquilamento da matéria consumida pelo fogo! Coisa intermediária, cinza mesmo... um restolho do feriado, finzinho da rapa do carnaval. É como o dia de hoje, cinzento... meio termo! Meio dia...
Dezenove para as seis! Ah... deixa prá lá... o dia já está acabando mesmo...
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5:41 PM
Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
Passo o dia inteiro imaginando, querida
Como será minha vida daqui há alguns minutos.
Pensando, agindo, movendo-me pelo espaço.
Mas não me abato pelos tique-taques do relógio
Nem pelo rufar dos tambores que anunciam um novo tempo
Vivo os segundos, vivo meus momentos
Sem pressa...
Fico o dia inteiro acompanhando a vida pelos movimentos da minha retina... e da sua também.
Olhar através de outra visão é bom, ajuda a compreender a gente mesmo.
Vejo meus erros, vejo seus enganos, muitos...
Mas não me abato, não tão facilmente... vivo seus momentos junto com os meus, momentos seus nem tão agradáveis, mas vivo.
E às vezes choro...
Passo muito tempo, querida, observando, registrando e escrevendo.
Sua vida, meu bem, é um livro escrito com palavras mágicas nos meus neurônios, no meu peito, dentro do meu coração.
Letras que não morrem, que dizem sempre a verdade e também mentem - para a realidade não ficar tão monótona.
Sua vida e a minha, meus olhos e seu modo de ver o mundo.
O óleo e a água.
Mas para você nada importa...
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10:26 AM
Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

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9:33 AM
Terça-feira, Fevereiro 01, 2005
Que coisa, hein?
Ontem coloquei os danados dos gatos como um dos seres vivos que mais pertubam nosso sono quando estão a reproduzir nos telhados das nossas casas (em segundo lugar, para mim, vem os pernilongos e muriçocas quando teimam em sugar nosso sangue). E ninguém apareceu para defender, nem de longe, os pobres mamíferos comedores de ratos!
É certo, certíssimo que os bichanos são uns pé-no-saco... mas o ser humano também é mestre na arte de avacalhar com o descanso noturno dos seus semelhantes - o que é pior.
Recentemente, fiz um breve relato de uma noite mau dormida em Vila Velha por conta de um carro com o som ligado a toda a altura às tantas horas da madrugada, não? Pois é... isto não é coisa que se faça!?
E quem não tem uma história desta para contar? Quem não tem aquele vizinho pelinha que a tantas horas da noite ainda insiste em escutar um axé bem alto (ou outro tipo de música... sabe o termo "fim de festa", todo mundo alegre, alta entonação em vozes já bastantes alteradas pelo consumo excessivo de substâncias alcólicas?) quando a Sessão Coruja está para terminar? E quem mora perto de boates ou bares bem frequentados (em termos numéricos) nos finais de semana? Quem - este é para quem mora em apartamento - não sofre com o caminhar do vizinho do andar de cima quando este, coitado, está sofrendo de insônia e fica zanzando de um lado para o outro da sala procurando o sono?
Homens... perdemos, com a nossa eterna evolução, o bom senso, perdemos muito a compostura, passamos muito do limite em vez em quando. Sem e por querer!!!
Atitudes, podemos dizer extravagantes, no cotidiano também incomodam. Um amigo me relatou agorinha mesmo a tristeza que o acomete quando seus novos vizinhos de apartamento resolvem "trocar o óleo" nas madrugadas da vida. Gritos (perguntei: como os dos gatos?), histeria (perguntei de novo: também como dos gatos?), um funga-funga dos infernos, a cama socando contra a parede e contra o chão, como um cavalo chucro (?) prestes a entrar numa arena de rodeio, umas palavras ditas num tom mais alto (estas frases que você está pensando mesmo...) e pronto: acordou todo mundo no prédio (ou todo mundo acorda e fica prestando atenção no desempenho sexual do casal, o famosíssimo voyerismo auditivo).
Depois que este amigo me contou este caso, me lembrei de uma certa vez, há muito tempo atrás (sabe quando a gente é bem novo e não ganhava muito dinheiro...) que estava num motel "três estrelas" com a namorada: subitamente ouvimos um show destes para acordar todo e qualquer defunto num raio de 50 quilômetros. A dona do quarto ao lado (do lado mesmo, do outro lado de uma fina parede) estava em transe, só podia! Ou estava transando com um poltergeist tarado, porque parecia que tudo no quarto estava mexendo: a cama, nem precisa dizer, parecia ter ganho vida própria; barulho de coisas caindo no chão então nem se fala (ou eram eles se estapeando), uma gemeção do outro mundo, um sugar de dentes interminável... e a gente, juro, rindo sem parar daquela situação totalmente inusitada.
Agora acredito piamente que estes dois do motel são os vizinhos deste meu amigo...
Taí uma grande diferença entre nós, homens sapientes, e os felinos: a consciência dos nossos atos. Os pobres bichinos, somente instinto! No caso humano, rola uma vontade irresistível de fazer e ser parte do show...
Engraçado... ora bato, ora acalento... e dormi muito bem esta noite! Vai ver é isso.
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Tabela de motéis:
5 estrelas = para quem gosta bem mais de luxo que de sexo.
4 estrelas = estes de estrada, ótimos mesmo; alguns bem carinhos, outros não... une o útil ao agradável numa boa!
3 estrelas = mediano, tem alguma pontinha de luxo, como televisão à cabo e toalhas sempre limpas, por exemplo. É e sempre será o intermediário.
2 estrelas = comumente encontrado perto das rodoviárias das cidades e bordéis; tem um radinho AM pregado no criado-mudo com SuperBonder e uma toalha comunitária; com ratos e baratas é mais barato R$ 2,00 ...
1 estrela = tá de gozação, né? Não tem banheiro, não tem toalha, a cama é uma coisa de louco e não há descontos para ratos e baratas, que transitam livremente pelos corredores, quartos e demais dependências do muquifo! Dependendo do dia da semana, se você pisar no chão do recinto pega uma sífilis e uma gonorréia na hora...
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
5:13 PM
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