Sexta-feira, Dezembro 31, 2004
Balanço social.
Afinal de contas, que coisa é esta? Já ouvimos muito falar do balanço propriamente dito da empresa, ativo versus passivo, dinheiro em caixa, folhas de jornal, coisas impressas... e de um tempo para cá também estamos ouvimos falar bastante sobre o tal do balanço social.
Este sim é o que há de bom, o que é deveras importante: é o que uma grande (somente a grande?) empresa faz pela sociedade. Utilizando a frase retirada do site Balanço Social a função principal do balanço social da empresa é tornar público a responsabilidade social da empresa. Isto faz parte do processo de por as cartas na mesa e mostrar com transparência para o público em geral, para os atentos consumidores e para os acionistas e investidores o que a empresa está fazendo na área social.
Bem... nós aqui comercializamos sorriso, é ou não é? Comercializamos e colecionamos boas risadas, bom humor, alto astal. Este é a verdadeira e única intenção da nossa empresa (está lá no nosso Contrato Social... ou você não leu?). Alto astral, gente rachando o bico de rir, se divertindo, indo e vindo e sempre voltando para abrir mais e mais aquele sorriso com a gente.
Bem... sem mais delongas, chegou então a hora da gente sentar e ver o que fizemos de bom neste ano.
JANEIRO
Não há nada melhor do que escrever (e ler) sobre aquele amigo que limpa a bunda do cachorro com lenço umedecido. É hilário e merece o melhor do mês em termos de riso (confira no post do dia 09/01/2004). Você limparia o fiofó do seu cão depois dele dar uma boa duma defecada? Eu com certeza não!!!
Correndo por fora: o cachorro da minha cunhada que comeu veneno de rato e sobreviveu! Sobreviveu e começou a andar nas paredes como uma aranha e comer terra como se fosse uma minhoca! Credo!
FEVEREIRO
Já viu uma pessoa morrer por causa de um besouro? Sim... isto aconteceu! Aconteceu e eu relatei no post do dia 18 de fevereiro. Não acredita, né? Nem eu...
Correndo por fora: sempre o dia 19, dia em que conheci minha adorada esposa! Sempre rola um bom post...
MARÇO
Barra pesada escolher... mas acho que o mais interessante foi o post do dia 23/03, quando escrevi de uma pancada de chuva que aconteceu aqui em Belo Horizonte no dia 22 do mesmo mês.
Correndo por fora: o dia que meu Fiat 147 furou o pneu e eu não sabia que tinha, junto ao motor, um macaco para levantar o bendito do carro... horrível e relatado no post do dia 31/05! Mas o post do dia 25 também ficou muito bom... bem saudoso!
ABRIL
Este foi, infelizmente, um mês bem ruim de se rir. Nada que valha a pena relatar. O que se sobressaiu, bem mais ou menos, foi post do do dia 29/04 sobre sonambulismo... mas mesmo assim, bem ruinzinho!
Correndo por fora: o post do dia 05/04 que constatei que estou ficando careca! Está rindo de quê? Não tem graça nenhuma...
MAIO
Sem sombra de dúvida o post do dia 07/05 onde relatei o caso do Joãozinho, caboclinho muito nojentinho que tinha ojeriza de defecar em banheiros que não seja o do seu quarto. Fato verídico com uma carga emotiva, corretiva e sujativa bastante incomum nos blogs desta imensurável internet. Vale a pena reler A HISTÓRIA DE UMA GRANDE CAGADA ou JOÃOZINHO: CAGAR OU MORRER. Pegue um rolo de papel higiênico antes, tá? Para enxugar as lágrimas...
Correndo por fora: o do meu amigo, que me deve um CD com todas os minhas músicas em MP3 (ele consertou meu computador e disse que salvou minhas música, em torno de mais ou menos 300, num CD), no shopping. Incomum... e hilária! Post do dia 28/05.
JUNHO
Inegavelmente a reportagem exclusiva sobre as bravas formigas ninfomaníacas da África Central. Debruçamos sobre o tema por noites à fio para trazer aos nossos leitores a realidade nua, crua e pelada deste inseto... vale, com toda a certeza, ler este post (01/06/2004). Se você não se emocionar, eu chuto o balde...
Correndo por fora: a história do Julimar ¿ servente de pedreiro. Um dos marcos nas histórias em blog.
JULHO
Dia 19 de julho. Início da saga de Josefina e seu sofá, Clementino. Precisa dizer mais alguma coisa? Não, né?
Correndo por fora: o post do dia 13 (sobre o badulaque lá que evita de nós, homens, mijemos, literalmente, fora do penico) e do dia 20 (onde relatei uma correria sem fim minha e dum amigo pelas ruas de Belo Horizonte para que não apanhar de uns pivetes que roubaram nossos chicletes que deixam a boca toda azul. História contável, mas haja fôlego).
AGOSTO
Quando entrei no curso de equilibrista de meio fio. Incrível como minha vida mudou deste dia em diante. Post do dia 20/08.
Correndo por fora: minha eterna e imutável receita para um churrasco de toucinho de barriga. Só de escrever dá água na boca! Ah... meu colesterol está tinindo! Quer saber como se faz esta iguaria? Lei o post do dia 07/08/2004,
SETEMBRO
O casamento de Josefina com Adalberto e a entrada, triunfal, do sofá verde chamado José Uoshington. Vale a pena conferir no primeiro post daquele mês.
Correndo por fora: quando fui pescar numa roça lá em São Sebastião do Maranhão, interior bravo de Minas Gerais! Eita nóis, gente... pesquei boi zebu, acredita? Leia o post do dia 03/09 e confira como se pesca atolado no brejo... péssimo de viver, ótimo de se lembrar, melhor ainda quando se ri. Recomendo.
OUTUBRO
Adalberto jogando fora as sadálias de Josefina pela janela do carro. Não lembra desta história? Ah... leia correndo o post do dia 26/10 e depois me conte se isto pode acontecer na vida real.
Correndo por fora: o post do dia 01/10 (que foi até texto do Blog Amigo do blog Ramsés XXI) que fiz em cima de um trecho/idéia de uma música que tocávamos nos idos de mil novecentos e lá vai casquinha (eu, Hector, Moderninho e Chiquinho - saudades eternas, cambada).
NOVEMBRO
A garrafa de vodka conversando com a Josefina. Tem como imaginar uma cena daquela? A Josefina se embebedando, virando todas mesmo e perguntando para a garrafa de vodka Stolichnaya se o Adalberto a amava? E a garrafa respondendo em russo? Doente... fique doente de rir lendo o post do dia 26/11/2004.
Correndo por fora: Eu não pego mais carona com o Belardino. Nem fudendo! Nem se tiver atrasado! Nem se tiver chovendo! Nem se o ônibus atrasar! Nem pela casa do chapéu! Post do dia 24/11/2004... você vai me dar razão!
DEZEMBRO
Bem... os posts do José Uoshington foram bons. Estamos chegando a um ponto bem legal da trama...
Correndo por fora: a minha conexão com a internet aqui em casa, que é via fone. Horrível de se usar, ótima para criar posts... leia, por exemplo, o do dia 02/12 e veja se eu não sou um virtuoso.
AOS INÚMEROS ACIONISTAS um ótimo 2005, cheio de paz, prosperidade, saúde, dinheiro, bastante, mas bastantes amizades sinceras, felicidades, muito amor no coração e sorrisos para distribuir.
Abaixo um singelo gráfico que traduz o quanto nossa empresa está crescendo. Começamos a fazer esta contagem em janeiro deste ano, quando poucas pessoas vinham prestigiar a Gerolino Incorporation. Hoje estamos aí, com muitas visitas, muitas pessoas apreciando o trabalho, se divertindo, compartilhando experiências... enfim, vivendo!
Agradeço,do fundo do meu coração, a sua sincera amizade.
Te aguardo no ano que vem...
Estatística em 20 de novembro de 2004.
Estatística hoje, em 31 de dezembro de 2004.
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
8:48 PM
Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
Uma coisa vocês tem que entender: a fidelidade dos sofás para com seus donos ainda hoje é objeto de estudos. Existe um laço afetivo, de responsabilidade, de companheirismo sem igual entre nós. E isto é a mais pura verdade, pode apostar!
Quando fui comprado lá pela secretária do Doutor Adalberto para esta casa e aqui cheguei, pensei comigo mesmo: estou roubado novamente! Sim... roubado, pois devo minha fidelidade ao patrão Adalberto... mas me afeiçoei bastante à dona Josefina. Ele, meu real proprietário, que desembolsou horrores de dinheiro para ter-me em sua sala. Tudo bem que houve aí uma terceirização na compra, mas quem realmente pagou foi ele. E a patroa Josefina, tão meiga, tão inocente apesar dos seus trinta e poucos anos, tão apaixonada... não posso, literalmente, pisar na bola com meu comprador... mas me sinto na obrigação de orientar sim a vida da patroa, que quero tão bem.
Acho que caí de gaiato aqui, sabe? Patrão Adalberto - quase todo mundo sabe - não é flor que se cheire; patroa Josefina, como um grande oposto, é de uma doçura fenomenal. E eu no meio desta, podemos dizer, tremenda enrascada emocional, enrascada em forma de casamento.
Tento, de tudo quanto é jeito, agradar aos dois. Quando fico sabendo coisas sobre o patrão, me silencio. Dona Josefina ainda não está preparada para saber, saber onde se meteu. Afinal, ela é mulher, apaixonada... não gosto da idéia de vê-la sofrer!
Já sei... você está me achando tipo um sofá machista, não é? Deve também, no mínimo, ter lido sobre minha pequena reforma num destes posts passados. Sim... sou um sofá maduro, já bastante vivido... como é mesmo que hoje se fala... rodado? Rodado... onde já se viu!! Machista... não me considero nem um pouco machista! Sou do tipo tradicional, machista não...
Vou te contar uma outra coisa para ver se vocês conseguem entender o meu lado: já presenciei muitos relacionamentos que começaram aqui, em cima de mim. Namorados e namoradas, noivos e noivas, maridos e mulheres, casais separados ou se separando... olha, já compartilhei muitas aventuras nesta minha vida de sofá. Muita mesma... e agora novamente nesta casa! Mas nunca vi uma casa onde não se houvessem desencontros, não se houvessem segredos, não se houvessem uma total harmonia... e sabe por quê? Porque vocês, humanos, são controlados basicamente por instintos e uma pitada de consciência! E quando o assunto é sentimentos, esta pitada é dividida por dois, ou três.
Pois é... acho agora que você está começando a ver o meu lado! E eu te pergunto, numa boa: o que eu faço da minha vida? Ora... eu tento ajudar a todos da melhor forma possível! Ajudo o patrão Adalberto e ajudo mais ainda a patroa Josefina. Mas o que eu quero mesmo, o que eu quero de verdade é sossego! Levar minha vida de sofá quietinho, sem muitas atribulações, sem muito movimento. Quero ficar, como vocês dizem muito por aí, na minha... mas por hora está bastante difícil.
Às vezes acho que reclamo demais, reclamo de barriga cheia... pior é a vida de divã! Este sim sofre horrores...
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
10:46 AM
Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
Como é mesmo que eles dizem: depois da festa, a bonança? É isso mesmo?
Depois da festa, a bonança juntamente com o peso na consciência de tanto comer, isto sim! Para todos os lados, relatos de fartura - que bom, que ótimo! E para este dito peso da consciência não se transformar em substâncias mais palpáveis (principalmente na região da cintura), é chegada a hora de fazer aquela boa e sempre velha caminhada para aliviar o organismo das gostosas gorduras adquiridas durante (e porque não dizer depois) as festas natalinas.
Domingo caminhei. Foi custoso, mas fui andar um pouco. Tive!
Foram tipo oito quilômetros que, em certo ponto do trajeto, se elevaram imaginariamente à décima potência. Oito leves e tranqüilos quilômetros em cansados e molhados passos de suor! E a cada passada, lembranças das coxas do peru (foram duas, eu admito!), dos nacos do pernil bem temperado, das diversas beliscadas no leitãozinho assado, leitão este que fazia companhia daquela cerveja gelada... e quase ia me esquecendo: lembranças daquele pão de sal com uma generosa fatia do mesmo pernil citado acima no café da manhã do dia vinte e cinco. E dá-lhe Coca-Cola, como que se ele, o refrigerante, fosse resolver o problema da ressaca!
Mas espere: e as sobremesas? Bolo de nozes e demais substâncias adocicadas espalhadas por sobre a mesa do jantar! Refrigerante para empurrar o bolo alimentar caminho abaixo... e isto tudo em menos de 48 horas. Comilança geral, estômago, fígado, pâncreas e companhia do corpo trabalhando sem parar.
E para arregaçar geral, para literalmente chutar o pau da barraca, estou de férias. Já imaginou o trajeto quarto/sala/cozinha sem abrir a geladeira, a compota dos biscoitos ou o forno para dar aquela beliscadinha? A gente come demais quando está de férias... e mais ainda quando está chovendo! É humanamente impossível assistir a um filme sem estar mastigando.
- Anda, meu filho, anda que é hora de fechar um pouco a boca...
Tsc! Se bem que dia trinta e um para primeiro tem mais...
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
7:49 PM
Domingo, Dezembro 26, 2004
É... custou mas passou este natal, o natal dos aparelhos celulares.
Você reparou as avalanches de propagandas do tipo compre o celular tal, dê de presente o aparelho tal para sua esposa (uai, liquidificador bate foto?), presente de natal bom é o celular piriri-pororó e tal na loja tal? Estava, literalmente, enchendo o saco! Parecia que presente de natal que se prezasse deveria ser o danado do celular. Ou era celular ou não era presente de natal.
É onde se vende, principalmente na classe média-baixa. Tinha neguinho comprando aparelho celular em 12 vezes (com ótimas taxas de juros embutidos nas prestações) para dar de presente e ainda achando bom. Estava dado, estava barato, estavam comprando. É deste jeito se move a roda do comércio, é deste jeito que se desencalham os celulares nas lojas, é deste jeito que se vende a dita comunicação instantânea (comunicação às vezes nem tão instantânea assim) entre as pessoas. Dá-se o celular e a conta, de brinde, para o presenteado - que beleza!
Bem que falaram que a propaganda é a alma do negócio... negócio natalino, coisa de Noel.
Para falar a verdade, as propagandas - hoje e - principalmente nestes últimos dias em específico, eram de celular e de cerveja! A eterna briga da nova, da boa, do ná-ná-caramba-que-propaganda-horrível (mão à palmatória: é uma boa cerveja), do será e do vem, vem, vem Kaiser vem! Dava um tempo no jornal, o chamado break comercial, podia-se apostar: ou era propaganda de celular ou de cerveja!
Aplique seu décimo terceiro em golo ou em novos aparelhos de comunicação, este era o recado!
E o Papai Noel? Ora... ele mora longe para caramba, num lugar bastante remoto, recebe somente cartas e tem uma respeitável, uma respeitabilíssima barriga.
E será que ele tem celular? E a barriga? Será que é de cerveja?
Este era o espírito natalino nos ditos meios de comunicação em 2004. Será que vai haver alguma mudança ou vai continuar do jeito que está para o próximo ano? Acho que não vai mudar batatinha nenhuma: está vendendo, está bom, está ótimo, que continue...
Bem... de todo o jeito, já prevendo o futuro, lanço a velha e batida frase: "ano que vêm tem mais."
... e é só ter (mais) saco para agüentar!
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
4:34 PM
Terça-feira, Dezembro 21, 2004
Nesta época do ano a nostalgia é presente constante: lembranças de natais passados. Sem querer ficamos comparando o hoje e o que passou, as grandes mudanças, seja de comportamento, seja as que o próprio tempo impõe. Ficamos lembrando da gente criança e fazendo um paralelo com as que estão à nossa volta!
Estou hoje aqui visualizando, quase que nitidamente, o primeiro natal que me lembro nesta minha vida: eu, com meus cinco anos, voltando de um hospital onde fiquei alguns dias internado por conta de uma crise de bronquite. Engraçado... você poderá pensar se realmente consigo me lembrar de um dia específico, ou alguns dias específicos como este. Eu te falo que sim, me lembro, pois foi um fato prá lá de marcante acontecido comigo, e isto a gente leva para a vida toda.
Lembro de um par de meias vermelhas que ganhei de um tio, um tio-avô que nunca mais o vi. Lembro que não parava quieto nem por um segundo sequer. Lembro do berço de dormir, feito de ferro e pintado na cor branca, berço ao qual eu ficava amarrado com fraldas. Lembro das injeções e do irritante barulho das seringas de vidro no alumínio da bandeja. Lembro do inalador. Lembro que chorava a todo minuto, a toda hora, dia após dia, pedindo para ir embora. Lembro que era época de natal: alguns enfeites dependurados pelos corredores anunciavam dezembro.
Este berço ficava próximo a uma janela, e isto eu me lembro muito bem. Estava no terceiro ou quarto andar do hospital, de onde acompanhava a partida da minha mãe, pai e tios quando vinham me visitar.
Era época de natal e tudo que eu queria era ir para casa, era estar em casa...
No dia 25 fui liberado. Lembro de ser abraçado pela minha irmãzinha quando cheguei. Lembro da árvore de Natal na sala, de um grande caminhão de madeira embrulhado, lembro que olhava a todos sem derramar uma lágrima sequer dos meus cansados olhos: meu maior presente era estar em casa!
Nostalgia pura... estes fatos aconteceram há 28 anos. Muita água já passou por debaixo da ponte, muita água aprendi a dominar para ajudar na cura daquela bronquite-asmática... mas sempre aqueles dias me vêem à cabeça quando chega o Natal.
Hoje eu queria escrever alegria, mas saiu recordações. Que coisa, né?
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3:50 PM
Segunda-feira, Dezembro 20, 2004
Aprendi a amarrar os sapatos bem cedo, com ajuda de meus pais, familiares e professores do pré-primário.
Era difícil, achava quase impossível. Dar aquelas voltas no cadarço com meus dedos miudinhos, passando por debaixo e voltando, para um menino de quatro, cinco anos era de um teor de complexidade fabuloso. Custei, mas aprendi.
Vez ou outra desamarrava o Kichute. Era a oportunidade que eu aguardava ansiosamente para mostrar todo o meu saber ao meu pai: sentava no chão, uma mão numa ponta do cadarço, outra na outra e começava a missão: fazer aquela borboletinha, passar uma asinha por debaixo dela e puxar! Estava pronto o nó! Levantava e saía correndo para brincar novamente!
Engraçado como estas coisas vêem a cabeça da gente em alguns momentos, né? Neste sábado eu estava tentando dar um nó numa gravata!
Teor de complexidade? Alta, altíssima! O sobrinho da minha esposa chegou lá em casa todo esperançoso me pedindo que fizesse o tal nó na gravata dele! E eu sei fazer? Não... quem fazia e faz os nós nas minhas gravatas ainda é meu pai.
Entrei na internet, localizei inúmeras formas de dar nós nas benditas, tentei uma, duas, três, cinqüenta vezes e nada de sair certo.
Que vergonha... não sei fazer nós em gravatas, mas sei amarrar sapatos - ou seja, é tudo questão de aprendizado: alguém aí pode me ensinar?
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9:00 AM
Sexta-feira, Dezembro 17, 2004

Fato: veículo furtado de oficina onde se encontrava para conserto. Culpa in eligendo, do proprietário ao transferir contratualmente o dever de guarda do automóvel a quem, culposamente, oportunizou o furto.
Advogado de acusação: Meritíssimo, o proprietário do estabelecimento agiu...
Advogados Cara de Pau: Protesto!
Juiz: Negado!
Advogado de acusação: ... com culpa! Estando o veículo do meu cliente na oficina do réu, este deveria se precaver de que nada deveria acontecer ao bem das pessoas que depositaram sob sua confiança!
Advogados Cara de Pau: Protesto!
Juiz: Negado! Continue, por favor...
Advogados de acusação: Sendo assim, a colisão e os danos no automóvel do meu cliente devem ser atribuídos e pagos pelo réu, o dono da oficina!
Advogados Cara de Pau: Protesto, Meritíssimo...
Juiz: Protesta porquê?
Advogados Cara de Pau: Há indícios claros que meu cliente não tem culpa nenhuma nesta lide! O problema é do meliante, sim, que adentrou no estabelecimento do meu cliente e dele furtou o automóvel...
Juiz: E então?
Advogados Cara de Pau: Meu cliente, Meritíssimo, é inocente desta acusação infundada! O meliante nem possuía carteira de habilitação, olha só! A ele, sim, deveria pesar toda a carga e o ônus...
Juiz: Então o senhor acha mesmo que seu cliente é inocente?
Advogados Cara de Pau: Logicamente, Meritíssimo... inocente até a alma!
Juiz: O senhor se lembra do que é culpa in eligendo?
Advogados Cara de Pau: É a culpa, sim... culpa...
Juiz: É onde a ação de seu cliente está se tipificando, senhor advogado!
Advogados Cara de Pau: Ma ma mas Meritíssimo... só aconteceu o furto por causa da batida! Conseqüentemente, culpa do automóvel de estar com o pneu careca... os dois traseiros...
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
2:05 PM
Quinta-feira, Dezembro 16, 2004
Voltou para casa. "As horas! Que horas são?" Olhou para o relógio da sala: já era bem tarde. Jogou os sapatos para o lado, andou sentindo o frescor da madeira sob seus pés. Parou, resolveu beber um copo d'água! José Uoshington a tudo observava, sem dizer um "a" sequer. Aguardava impaciente o relato de Josefina.
Não ficou muito tempo sem se falarem. A mulher, desmontando em cima do sofá, começou a relatar a noite.
Josefina: Sabe...
José Uoshington: Sim...
Josefina: Se eu te contar o que aconteceu nesta minha noite, você vai rir?
José Uoshington: Eu? Porquê iria?
Josefina: Sei lá... você é muito estranho...
José Uoshington: Impressão sua, patroa!
Josefina: Deve ser... eu sou uma boba, uma tonta mesmo!!
José Uoshington: Não fale assim, Dona Josefina... a senhora tem um bom coração...
Josefina: Hehehe... agora eu que estou rindo! Mas antes...
José Uoshington: Não me diga que aconteceu alguma coisa de errado na sua saída, patroa?
Josefina: Posso te contar?
José Uoshington: Lógico que pode!
Josefina: Bem... fomos eu e Adalgiza para o tal do pagode. Sabe onde?
José Uoshington: Onde? Onde? Na boca da favela?
Josefina: Que nada, Uoshington... quase no centro da cidade!
José Uoshington: Ah, sim... mas que aconteceu?
Josefina: Ficamos lá curtindo um som, bebemos uma cerveja, eu e Adalgiza...
José Uoshington: ... coisas normais de se fazer num pagode...
Josefina: Posso falar? Bem.... só sei que a Adalgiza teve que ir embora. Eu, como estava aproveitando a noite (fazia muito tempo que não saía sozinha), resolvi ficar mais um pouco...
José Uoshington: [calado]
Josefina: Bem tarde da noite um cara, que estava no balcão, chegou e passamos a conversar, entende?
José Uoshington: Entendo, lógico... eu entendo!
Josefina: Você precisa de ver, Uoshington... um cara boa pinta, bem vestido, uma boa conversa... no começo pensei que ele estava me paquerando...
José Uoshington: ... imagino...
Josefina: ... mas falei que era casada, bem casada por sinal, e ele entendeu que não iria rolar nada!
José Uoshington: ... a senhora fez certinho...
Josefina: Pois bem... e conversamos muito! Quando deu a hora de ir, ele se prontificou para me levar até aqui em casa!
José Uoshington: [calado e ressabiado]
Josefina: Pois é... eu agradeci a gentileza e o informei que estava de carro! Ele então se ofereceu para, pelo menos, me levar até ao estacionamento!
José Uoshington: É... parece que fez certo... uma mulher sozinha...
Josefina: Você acredita, José Uoshington, que este cara, este do bom papo...
José Uoshington: ... não me diga que ele tentou...
Josefina: ... este cara boa pinta...
José Uoshington: ... ah, não é possível...
Josefina: ... quando chegou no carro...
José Uoshington: ... te beijou?
Josefina: ... anunciou o assalto e me levou a bolsa e o automóvel?
José Uoshington: Quê? O carro? Bolsa? Peraí...
Josefina: Isso mesmo que você ouviu! O cara que conversei durante boa parte da noite era o assaltante!
José Uoshington: Mentira... a senhora está de gozação comigo...
Josefina: Sério, Uoshington! O cara estava armado e simplesmente me tomou a bolsa, entrou no carro e desapareceu na madrugada!
José Uoshington: Então a senhora está voltando...
Josefina: ... da delegacia de polícia!
José Uoshington: Acharam?
Josefina: Nada... ainda não acharam nada! Nem sinal do cara, nem sinal do carro... eu estava lá na delegacia ligando para cancelar meus cartões e vendo fotografias de alguns meliantes!
José Uoshington: Ihh... o cartão em conjunto com o do patrão Adalberto?
Josefina: Ele também! Será que se cancelando o meu, cancela do dele também?
José Uoshington: Não sei! Eu não compro nada para mim com cartão!
Josefina: Não comece com gracinhas, Uoshington!
José Uoshington: Mas eu não estou fazendo graça nenhuma, patroa Josefina...
Josefina: Bom mesmo...
José Uoshington: Eu só estou olhando as coisas por todos os ângulos!
Josefina: Como todos os ângulos?
José Uoshington: A senhora, por acaso, já pensou em como vai dar a notícia para o patrão Adalberto?
Josefina: Ora... eu vou contar... que fui assaltada! Todo mundo, se não foi assaltado nesta cidade, um dia será...
José Uoshington: É é? E vai contar que tomou cerveja também com o ladrão?
Josefina: ...
José Uoshington: E que conheceu o sem vergonha do bandido num pagode às altas horas da madrugada?
Josefina: ...
José Uoshington: E que a senhora deu um fora no...
Josefina: Cala a boca, José Uoshington!
José Uoshington: Patroa Josefina, por favor... eu estou tentando ajudar...
Josefina: Nossa! Que enrascada! Como eu vou contar para o Adalberto que estava num pagode sexta-feira de madrugada!
José Uoshington: Pode ser por telefone, carta ou por procuração...
Josefina: Eu já não te pedi para calar a boca? Nossa... tenho que pensar no que vou dizer para o Adalberto!
José Uoshington: ...
Josefina: Se por acaso Adalberto souber que não estava em casa, será que ele vai brigar comigo?
José Uoshington: ...
Josefina: Ai, meu Jesus... estou num beco sem saída!
José Uoshington: ...
Josefina: Fala alguma coisa, Uoshington?
José Uoshington: Bem... se a senhora não sambou no pagode, com certeza vai dançar bonito se o patrão descobrir esta história toda!
Josefina: Será?
José Uoshington: Pode ser que sim, pode ser que não!
Josefina: Sim e não?
José Uoshington: É... sim, a senhora conta a verdade e fica com a consciência livre! Não e a senhora vai ficar remoendo esta história toda vez que ouvir a palavra "pagode" e a frase "ladrão bonitão no balcão do pagodão".
Josefina: Nunca pensei que fosse tão difícil uma mulher casada e solitária sair para se divertir numa noite de sexta-feira!
José Uoshington: É a vida! Aposto que isto não acontece com o Patrão Adalberto!
Josefina: ?
José Uoshington: Taí homem de fibra, homem que vive para o trabalho, para a família, e que não fica aí nestes pagodes da vida nas sextas, sábados e finais de semana da vida!
Josefina: O que você está querendo dizer com isto, José Uoshington?
José Uoshington: Que a senhora estava na farra e seu marido trabalhando duramente numa cidade enorme, onde ele não conhece quase ninguém, sozinho, dormindo o sono dos justos... enquanto a esposa é assaltada saindo do pagode às altas horas da madrugada! Sinceramente...
Josefina: Uoshington... não me faça ficar mais arrependida...
José Uoshington: Agora "inês é morta!" A senhora vai ou não contar toda a verdade para o patrão?
Josefina: Jamais! Se ele souber disto meu casamento pode ir para o esgoto! Jure para mim que esta história vai ficar entre nós dois, Uoshington!
José Uoshington: Eu? Jurar?
Josefina: Jure!
José Uoshington: Tá bom, tá bom... eu juro que não vou contar nada para o patrão Adalberto! Tá bom assim?
Josefina: Está! Obrigada...
José Uoshington: Não há de quê... pagodeira! Hehehe!
Josefina: Olha a graça!
José Uoshington: Desculpa, desculpa... força do hábito!
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
4:07 PM
Quarta-feira, Dezembro 15, 2004
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
Poemas. Ler poesia é viajar na linguagem. É imaginar o universo e um universo inteiro de possibilidades que vazam brilhantemente da mente do autor: letras impressas em qualquer tipo de papel, lidas em telas de computador, ouvidas por vozes queridas ao pé do ouvido e em placas fixadas em bancos dos ônibus.
O poema acima se chama "Neologismo", de Manuel Bandeira e acabei de lê-lo enquanto viajava, num ônibus e nas palavras.
Depois de virar do avesso, ler de novo, inventar o verbo novamente com ele, reparei nos outros bancos: não era somente eu que tinha em mãos um texto para me acompanhar durante o percurso! Todas as cadeiras tinham, afixadas com uma fita de nylon, dois textos, frente e verso, emolduradas por um plástico também resistente.
Alguns liam, outros ignoravam, já outros procuravam frases não lidas escolhendo as poltronas. Eu, como uma criança em dezembro, tinha meus olhos presos à uma cena super diferente, porque à minha frente havia uma gama de possibilidade de distração, que era a leitura propriamente dita e observar a reação das inúmeras pessoas à minha frente. Aquela viagem de ônibus, por incrível que pareça, poderia durar uma eternidade... sem que eu achasse ruim. Havia, como eu disse, novidade, cultura e ótimos textos para se passar o tempo.
Trata-se do Leitura para todos, projeto do programa A tela e o texto em parceria com a BHtrans.
"Tendo em vista que os principais objetivos do Programa "A tela e o texto" são ampliar e aprofundar os níveis de leitura da população em geral (...) os estudantes e professores envolvidos nas atividades supracitadas têm como meta desenvolver formas de permitir à população de baixa renda o acesso à leitura e à cultura em geral. Por isso, todos os eventos que produzimos visam a estimular a leitura das telas e dos textos individuais e sociais, o debate, a escuta, a defesa de pontos de vista, a crítica e a aceitação de idéias alheias, a escrita de variadas formas de texto e muitas outras atividades que propiciam a formação de leitores, telespectadores e redatores conscientes de seu papel como cidadãos, brasileiros e habitantes do Mercosul em pleno Terceiro Milênio (...).
Tendo em vista esse quadro, pensamos que a Prefeitura de Belo Horizonte poderia contribuir enormemente para elevar o nível de leitura da população em geral já que tem acesso a vários espaços públicos, onde os moradores da cidade devem permanecer por algum tempo, estando ociosos e muitas vezes completamente entediados. Alguns desses lugares são as linhas de ônibus urbanos e interurbanos, o metrô, os ambulatórios e outras salas de espera de serviços públicos. A maioria dos freqüentadores desses espaços não conseguiu formar hábitos de leitura na infância nem tem conhecimento da literatura brasileira, devido ao baixo poder aquisitivo de que é vítima e ao alto custo dos produtos culturais no Brasil (livro, cinema, teatro etc).
Sendo assim, pensamos que nesses locais poderiam ser colocados variados tipos de textos breves da literatura brasileira (contos, crônicas, poemas, letras de música) ou poderiam ser mostrados filmes produzidos a partir dessa literatura (curtas-metragens, vídeopoemas), de forma que seus usuários pudessem ter acesso a esse tipo de arte, ampliando seu nível cultural de forma regular e gratuita."
Projeto digno de aplausos, não?
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1:38 PM
Terça-feira, Dezembro 14, 2004
Pôxa... sacanagem para com as pessoas que tem que fazer estes exames de sangue em jejum e, na derradeira hora de colher material no laboratório, tá faltando alguma coisa! Às vezes o cara vacila e faz aquela boquinha de manhã cedo, às vezes o jejum extrapolou (existe o jejum de 8 e 12 horas... não pode ser nem para mais, nem para menos), às vezes a pessoa toma um copo d'água e avacalha tudo, em alguns casos faltam seringas e às vezes existe greve dos profissionais de saúde (estes dois últimos casos quando lidamos diretamente com o SUS)!
No meu caso, faltavam mais 48 horas sem beber nada alcoólico!
Como eu vou conseguir se a toda hora tem um barzinho para ir, uma comemoração qualquer de fim de ano pintando, o próprio Natal e a véspera dele. Isso sem falar no Ano Novo. Para fazer o exame do colesterol é necessário 72 de abstinência cervejal. Coisa complicada nesta época tão festiva (e este calor infernal também não ajuda em nada).
Tá difícil! Hoje mesmo eu vou ter que quebrar a ficha: é aniversário de uma amiga da minha esposa num bar aqui em BH. Ir e ficar tomando Coca-Cola não rola de jeito nenhum! Vamos ter que biritar.
Então, se eu conseguir ficar quarta, quinta e sexta sem beber, posso fazer o exame no sábado! Aí vem a outra complicação: quarta e quinta até que passa (não ria!), mas sexta, dia internacional da geladinha? Fora de cogitação!
Final de semana também nem morto! O jeito vai ser ficar na seca na segunda, terça e quarta... e tirar sangue na quinta! Vamos ver o calendário: quase impossível! Semana de compras para o Natal. Com certeza, digo com quase absoluta certeza, iremos comprar alguns brinquedos nestes dias naqueles shoppings lotados, fervilhando, com aquelas praças de alimentações convidativas para um belo de um chopp...
Definitivamente, dezembro não é época de fazer exames de sangue!
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1:34 PM
Segunda-feira, Dezembro 13, 2004
A estupenda criatividade, a irreverência, a malícia sedutora e quase pornográfica das letras de músicas de algumas bandas de axé, seja da Bahia ou de outro lugar qualquer, (eu disse somente algumas: 99,9%) não param de me surpreender: quando a gente acha que já aconteceu de tudo, tudo já foi dito, que já houve neste mundo toda a coreografia possível para as belas dançarinas (peça extremamente fundamental para o sucesso do conjunto), que a "baianidade musical" já deu tudo que tinha que dar e esgotou, para sempre, a fonte... eis que vem mais um cantor/cantora de axé e despeja nas rádios, nas tevês e só Deus mais sabe onde, suas maliciosas músicas para embalar o verão em Salvador e adjacências.
É bom? Bem... tem gente que gosta! Eu te juro que não presto muita atenção nenhuma neste ramo musical brasileiro (se bem que as dançarinas são um espetáculo à parte), mas esta música da Sangalo (em tempo novamente: não curto nada este estilo musical), pelo andar da carruagem e como a tal da letra fixa na cabeça da gente, deve ser, no mínimo, um grandessíssimo de um sucesso nestes janeiros da vida! Sabe de uma coisa... pelo menos ela é muito, mas muito melhor do que os "psiricos e pagodart's" da vida!
Estava em churrasco num dia destes quando o cara do violão tocou Céu da Boca! Foi a primeira vez que ouvi a música. Achei-a bem sacana, digo de passagem... e naquela hora nem fiquei sabendo quem era o cantor ou banda que a executava.
Passado alguns dias ouvi minhas sobrinhas pré-adolescentes cantando a música de novo. Comecei a juntar dois mais dois e cheguei a conclusão mais que lógica: se não for axé, é funk!
Deu axé! Assistindo televisão e, de bobeira, passeando pelo canal da MTV, vi o nosso Ministro da Cultura cantando a tal da música com a Ivete Sangalo.
E que letrinha mais maliciosa! E se a letra é maliciosa, imagine quando começar a dançarem, no carnaval, a dita cuja? Vai ter pai que infartará!
Será que junto com o acarajé, algum dia irão tombar a apimentada língua dos cantores de axé-music? Do jeito que a coisa tá indo...
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5:32 PM
Sábado, Dezembro 11, 2004
Lavação de minha própria roupa suja ou este post vai ser grande!
Olha... nunca mais! Entra ano, sai ano, eu naquela mesma lengalenga de sempre: ano que vêm eu vou fazer isto e aquilo outro para nunca mais passar por isso novamente.
E a vaca, coitadinha, mais uma vez foi pro brejo! E quase que não volta mais...
Novamente eu, lá, na prova especial!
Eu estudei, sabe... ralei para caramba (sim... ralei demais nestes últimos dias... tanto que o post do dia nove foi um que escrevi em junho de 2003), escrevi novamente a matéria da prova de trás para frente, de frente para trás, peguei livros e deles fiz resumo... tudo que um bom e aplicado aluno poderia fazer numa hora de aperto como esta! Sim... fiz... e te falo uma coisa: nem pelo caramba (para não me valer de termos de cunho fudendísticos) eu quero passar por uma prova especial de novo!
Para mim chega! Foi o bastante! Não quero mais, nem pelo caramba (para não me valer de palavras de expressões caralhísticas).
Eu sabia a caramba (para não dizer um outro termo qualquer, mas tem a ver com reprodução humana) da matéria toda! Sério...eu sabia e ainda sei! Aquelas frases em latim eu dominava. Aguardava, ansiosamente, uma pergunta daquelas... mas não teve nenhuma.
Eu sabia, com certeza, de que era resilição, resolução e a casa do caramba (para não usar o nome da Mãe Joana em vão) mas, na hora, sei lá... simplesmente, sei lá.
Estou com um sério problema! Sério mesmo!
Olha... se você já tiver passado por isso, pode me dar uma luz! Eu acho que estou ficando muito nervoso nas provas e... fazendo tudo ficar mais complicado! Além de deixar para estudar tudo praticamente na última hora, estou com uma grande dificuldade de passar o que sei, o que aprendi, o meu "bastante e mediano" saber, podemos dizer, jurídico, aprendido nos livros, nas aulas e nas conversas informais com colegas, para uma prova!
E foi de novo! Aconteceu novamente, se você não captou a mensagem! Eu suava frio, passava a mão na cabeça, apontava o lápis, chupava uma bala Halls e... apagava, novamente, a questão que havia escrito.
Sempre estava ruim. Sempre faltava alguma coisa. Sempre estava uma verdadeira porcaria!
Olha... eu já fiz muitas provas nesta minha vida, desde concurso, de vestibular à faculdade... foram muitas provas e em diversas situações. Já fiz prova sem ter estudado, já fiz prova sem saber que era dia de prova, já fiz prova sem saber que era dia de prova e estava tomando todas (e cheguei na aula dizendo um sorrateiro "uai...e hoje tem prova? "), já fiz prova até para outros colegas necessitados. Mas esta de saber e não conseguir me expressar como deveria está sendo novidade para mim.
Termos jurídicos? Escrita jurídica? Forma jurídica? Que caramba (para não dizer outra palavra que lembre dejetos fecais) está acontecendo comigo? Eu, nervoso, não conseguindo, incrivelmente, escrever o que estou pensando... e na beira de ser reprovado (para não dizer outra frase) e ter que repetir novamente a matéria (matéria esta que nem é tão difícil, diga-se de passagem).
Seis questões. Seis questões escritas. Eu, agarrado! Cadê? Está na mente... põe no papel, caramba (para não dizer outra palavra de conotação espermatozóica), está ruim, apaga, faz de novo!!
Faltando poucos minutos, diria uns 20, resolvi chutar o balde: resolvi escrever com estou escrevendo, com certa irreverência, com certa maleabilidade nas palavras, sentidos meio desconexos, meio viajandão.
Foi a minha salvação. Nem sei se posso falar "que triste, mas foi a minha salvação", mas me livrou a cara! Todas as questões na minha mente... e não conseguia a "forma" para descê-las para o papel. A forma foi esta: me imaginei escrevendo para vocês!
Sei que estava sobre demasiada pressão... mas não justificava, em nada, não conseguir fazer o que, nestes últimos anos, faço de melhor, que é, justamente, escrever o que penso!
Pensava em toda a matéria da prova e não conseguia desenvolver uma reles e coesa frase na linguagem jurídica propriamente dita.
Acho que, a partir de hoje, você vai achar nossa empresa um verdadeiro saco (para não usar a palavra caramba - só para variar, né?)
Agora eu te pergunto: será que resolve?
PS.: mesmo nesta rolha toda... eu passei! Ufa!
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1:17 AM
Sexta-feira, Dezembro 10, 2004
É... agora vai ou racha!
Pior do que chegar a usar um banheiro e descobrir, incrédulo, que não há papel higiênico para limpar o fiofó é chegar para fazer uma prova - onde você muito, mas muito estudou - e, simplesmente, esquecer das respostas!
A cagada, em todos os sentidos, é certa!
Rezem por mim! É agora... ou fazer tudo de novo em 2005!
(tomara que não esqueça nada, tomara que não me dê um branco, tomara que eu lembre o que é o res inter alios acta e suas irmãs...)
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5:33 PM
Quinta-feira, Dezembro 09, 2004
Seção nostalgia.
Estava observando uma coisa: estamos sempre buscando novas tecnologias e, dessas novas tecnologias, sempre resultam em tecnologias sensíveis.
Sim... acho que buscamos, na realidade, a sensibilidade.
Tudo que é fabricado hoje em dia é voltado à sensibilidade, ou você nunca reparou?
Vamos fazer um teste?? Imagine aquele carro super confortável, luxuoso, top de linha, econômico ou não... imaginou? Agora imagine esse carro super confortável, luxuoso, top de linha, não importa se é econômico (vou falar nisso daqui a pouco!) mas no ano de, vamos ver... pode ser o ano de 1962?
Ah... tá caindo a ficha, né? Pois bem... imagine aquele Fusca 62, inteirão (lógico, acabou de sair da fábrica!), um verdadeiro tesouro nas mãos de colecionadores (colecionadores do ano de 2004, lógico!). Temos tecnologia? Sim. Temos a tecnologia do ano de 1962. Era o "que tinha de melhor para a época?" Acho que sim.
Agora imagine um carrão, top de linha, confortável até na tampa do carburador, econômico (ou não... fiquei sabendo que o Marea Turbo faz 3,5 por litro! Haja gasolina!), luxuoso... o que mudou de 1962 para 2004/05?? Um tantão de coisa!!
A tecnologia, com certeza! Potência do motor (dãããã!), espaço interno, ângulo de visão (biduzão!), 5 marchas (dãããã de novo!!)... pôxa, mudou muita coisa de lá pra cá! Tudo isso em prol da "sensibilidade humana".
Pra quê tudo isso? Ora... muitos poderão (e podem) dizer que é "invencionice" do homem. Tudo de melhor para melhor bem estar do homem. Mas eu bato na tecla da sensibilidade.
No caso dos automóveis, para quê serve um carro tão bem equipado? Para fazer o homem feliz! Para correr mais (exagero um pouco - licença poética, tá?) que o vento! E o conforto?? Seria uma alusão até com o útero materno. Air-bag, proteção lateral, só falta uma "invencionice" que teleporte o dito homem para um lugar seguro um segundo, um milésimo de segundo, antes de uma colisão fatal. Aí seria "fino". Mas essa viagem é pra depois....
Olha aí a sensibilidade: já entrou num desses carrões supernovos, turbinados ou não, bancos de couro, top de linha?? Já sentiu aquele frescor proporcionado pelo ar-condicionado, enquanto os demais pobres mortais "se esvaem em gotas de suor" do lado de fora do automóvel num dia clássico de verão?? É uma coisa de louco! Tudo isso em prol da sensiblidade... o homem gosta e quer tudo, e acho que vai nessa até conseguir. Nesse caso, ele tá lá, sentindo... o frescor do ar (do ar-condicionado), o conforto (do seu banco de couro), o barulho quase invisível do motor 2.0 ( 3.0, ou 4.0... sei lá ... fique à vontade nesse quesito!), sentindo o mundo andar mais devagar (o cara tá dirigindo a 180... e os outros andando a 60 km/hora). E esses novos amortecedores? Não sentimos mais os desníveis do asfalto! Sentimos o "não sentir" das inúmeras depressões e pequenos buracos no asfalto. E tem outra coisa super legal: até para estacionar um desses carrões podemos contar com um aparelhinho que fica lá, escondido no pára-choque traseiro, quase invisível, bipando, avisando o motorista que está chegando perto de um objeto. Isso que é sensibilidade, o resto...
Aparelhos super sensíveis. Aparelhos de telefone em que não precisamos mais encostar as pontas dos nossos dedos (em teclas - e aparelhos - que estão cada vez menores) para discar um número qualquer: basta gravar lá no telefone, com sua própria voz, falar (para onde discar!) e ele, sensível e obedientemente, disca sozinho! É a "glória da sensibilidade mecano/eletro/eletrônica". O ruim disso é que, nesse caso do telefone, se você "tomar umas e outras" e alterar sua voz, bau-bau ligação. Me falaram de um caso desse em que um camarada tomou "uminhas para mais" e tentou ligar para a esposa no auge da bicudez. Resultado: o telefone não reconheceu a voz do caboclo, o mesmo caboclinho ficou "puto nas calças" e, como quem rasga nota de cem reais (ou "notas de cem reais", que é pior!), atirou seu lindo e caro telefone contra uma indefesa parede de tijolos. A sensibilidade (do dono do telefone) ficou para o dia seguinte, quando se deparou com seu, podemos dizer, telefone (seria um telefone ou uma secretária em miniatura) em frangalhos, em pedaços, numa singela caixa de papelão, requisitada ao dono do estabelecimento comercial que vendeu "a mardita" para o incauto (e nervoso) dono do celular...
Eu tô meio na birra com essas "sensibilidades" e esses aparelhos super sensíveis. Tô mesmo! Tô com saudades daqueles, vou falar, elevadores antigos, daquelas portas que demoravam a fechar, daqueles elevadores que, para subir, tinham que dar um "leve" pra baixo (devia ser pra pegar embalo), daqueles elevadores que tínhamos que "fincar" o dedo nas teclas dos andares - teclas de metal que faziam o "tléc-tléc" característico do toque "dedo/tecla" - e torcer para que a energia elétrica não nos faltasse justamente naquele momento.
Sabe porque isso? Vou te contar....
Estava eu, indo fazer um exame de rotina, num desses novos, caros, elegantes prédios ali na zona sul da cidade. O consultório médico ficava no sexto andar! Como sempre, cheguei atrasado alguns poucos minutos.
Esbaforido, pedi gentilmente que "segurassem o elevador" para mim. Até aí, tudo ótimo.
Sabe, querido colega ... vamos voltar um pouquinho no tempo! Se lembra de quando você passou no vestibular e estava a conferir a sua colocação na lista?? Lembra quando você colocou seus dedinhos lááááá no começo da lista e foi descendo devagarzinho, sem querer ou sem imaginar que estava fazendo aquilo? Simplesmente procurando o seu nome, sua colocação, conferindo quantos pontos fez!! Pois bem ... eu fiz isso no elevador. Coloquei, sem nem sonhar, sem nem imaginar, meus dois dedos indicadores no painel e desloquei-os até a sexta casinha, a sexta tecla, a tecla com o número seis do painel.
Acontece que, com essa tal de sensibilidade dos aparelhos e dos painéis, essa tal sensibilidade em tudo que o homem produz (industrialmente falando, tá?), a tecla vinte se acendeu, a tecla dezenove acendeu, a tecla dezoito acho que estava ligada, a tecla dezessete acendeu, a tecla dezesseis acendeu e quase apagou, mas acho que firmou com o calor do meu dedo (só pode ser... tecla de elevador que se acende com o calor gerado do corpo - no caso, o dedo!), a tecla quinze estava acesa (eu acho!!); as teclas quatorze, treze e doze fizeram que não eram com elas e, por um momento, não acenderam. Mas a tecla onze, achando um desaforo, solicitou que todas elas se iluminassem. Dito e feito: se acenderam. E foi assim, até chegar na tecla de número seis.
Todas as teclas acima do sexto andar se acenderam!
Estava sozinho no elevador?? Nããããão...
Sabe... na hora, naquela hora, praguejei contra a tal sensibilidade do teclado. "Isso é coisa de gente que tem preguiça!" - refleti sem olhar para os lados. "Preguiça até de apertar uma simples tecla de elevador" - pensei, caladinho, na minha cabeça.
Mas e as pessoas que estavam lá, compartilhando aquele 3x3 metros, ou 4x4 metros (não sou bom em distiguir tamanhos de elevadores)? Acho que não gostaram.
Não falaram nada. Não ouvi nenhum sussuro, tipo: "poxa, que sacanagem desse moço!!"
Também pudera não ouvir nada... fui o primeiro a descer. No sexto andar!!
Ao sair daquele "sensível elevador", pensei, totalmente sem-graça, mais uma vez: malditas teclas sensíveis. Maldita tecnologia super-sensível.
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10:44 AM
Terça-feira, Dezembro 07, 2004
Vizinhos. Temos que ter um bom relacionamento com os nossos vizinhos para vivermos bem, em harmonia. Mas tem hora, especificamente aquelas horas... que fica difícil. Para ambos os lados, isto eu sei!
Tenho alguns vizinhos que são ótimos: boa conversa, um diálogo saudável, aquela distância (regras da boa convivência: você não se mete na minha vida, eu não me meto na sua) primordial e tudo mais. São, sim, bons vizinhos.
Mas tenho outros que vou te falar uma coisa: tem que ter saco! Temos que ter um saco enorme para aguentar os vizinhos "humanos" e seus lindos animais de estimação.
O cachorro do vizinho (que também vizinho é), por exemplo, late bastante à noite, principalmente quando está chovendo e trovoando. O coitado do animal morre de medo de trovão, de fogos de artifício e, pelo jeito, até de gato! Ô, tristeza! E para piorar a situação, a irmã do vizinho tem também (e para completar a festa) um gato! É um gato grandão, acho que angorá, e que faz dueto com o cachorro, às vezes, nas noites mais escuras.
Ontem foi dia de show. De um lado, o gato miando incessantemente, chamando romeu em nossa varanda. Do outro canto do palco, o tal do cachorro, ganindo e chorando de medo dos trovões. E nem o barulho da chuva abafava o som dos dois bichos.
E eu não gosto de gatos! De cachorro até que vai, quando não estão me enchendo o saco... mas não gosto de gatos - principalmente este gato da vizinha.
Olha para você ver uma coisa: sábado 28 compramos um pacote de ração Whiskas para o gatinho do meu afilhado (que ironia... meu afilhado ganhou de presente uma gatinha siamês de dois meses). Você acreditaria se eu te dissesse que a ração já acabou? É... eu duvido que aquela gatinha que tá lá em casa - que cabe na palma da mão de tão pequenina - conseguiu comer um pacote inteiro de ração! Dedução mais que lógica: estamos alimentando o gato gordo da vizinha!
Viu como é complicado? E o que podemos fazer? Nada... nada vezes nada! Porquê quase sempre a gente faz um churrascão danado lá em casa animado quase sempre por música alta e isto incomoda - e muito - os nossos vizinhos. Porquê às vezes incomodamos o vizinho com a fumaça do fogão à lenha! Porquê também somos vizinhos "humanos", imperfeitos por natureza e sujeito à erros.
Em prol de uma boa convivência com os que moram ao lado, temos que escutar o cachorro latindo toda noite e dormir com o gato miando no telhado... se não quisermos engolir um bruta de um sapo!
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2:48 PM
Segunda-feira, Dezembro 06, 2004
Estou doente!
Ontem recusei um copo de cerveja! Isto mesmo que você acabou de ler: ontem, durante um dia quente prá burro, recusei um copo de uma cerveja estupidamente gelada!
Acordei já meio cansado no domingo! A madrugada toda rolei de um lado para outro da cama, suando muito de tanto calor... ou seja, tive uma péssima noite de sono! O corpo doía todo, resultado das estripulias na piscina!
Piscina? Ah... é que no sábado fomos à um churrasco!
Mas voltando ao assunto, no domingo eu estava todo bambo... cansado, como já falei, com o corpo ruim, dor de cabeça intermitente... quando me aparece um copo de cerveja geladinho:
- Não... hoje não vou tomar cerveja não...
Olhos arregalados por toda a parte. Pedi para medir minha pressão e... estava alta. Mediram de novo: alta! Brinquei, ri do acontecido, a dor de cabeça que não parava... lembrei da palavra diastólica e sistólica e o que acontece quando as duas se equivalem e corri para o hospital.
É... é a vida! Voltando da consulta naquele calor infernal de domingo à tarde (credo... estava muito abafado ontem) e já antevendo a cena (o copo de cerveja lá em casa, pasmo de ouvir a minha recusa), passei numa sorveteria e comprei dois quilos de sorvete!
Pois é... quem não tem cão, caça com gato...
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8:24 AM
Sexta-feira, Dezembro 03, 2004
Sexta-feira. Adalberto, quase no mesmo pé que chegou no domingo, voltou para São Paulo. Mais problemas, mais reuniões.
Josefina aproveitou o dia para receber algumas candidatas à faxineira para sua casa. Havia comentado com suas amigas da sua necessidade e algumas delas, atenciosamente, se prontificaram a ajudá-la, indicando assim possíveis pretendentes ao cargo.
Uma chegou às dez horas, outra às onze e assim foi o dia de sexta. Resolveu ficar mesmo com Adalgiza, que fazia faxina no 301, no 503 e em outros apartamentos do mesmo prédio.
Adalgiza. Bela mulher, esperta, batalhadora. Havia criado os filhos sem a ajuda do marido, que a largou no mundo, praticamente sem eira nem beira, mas com três filhos pequenos. Com o suor do seu trabalho e com a cabeça erguida, foi à luta e está vencendo a batalha da vida. Josefina deu-se bem com ela desde o início... e a contratou para a faxina semanal. Toda sexta-feira ou outro dia qualquer, caso necessitasse ou numa extrema urgência.
E conversaram muito as duas. Josefina, incrédula com a dura realidade da moça - ela era pouco anos mais velha, mas com muito mais vivência - não deixava de se impressionar e até mesmo se admirar com o relato da faxineira.
Josefina: Mas que vida dura a sua, Adalgiza...
Adalgiza: Ah, Dona Josefina... eu tive que me virar na vida, entende? E ralei de doméstica em casa de família, já tentei ser gari - mas não passei na prova - e hoje, ainda bem, estou nesta de faxina ganhando uma grana legal...
Josefina: É... a vida está difícil para todos.
Adalgiza: É...
Josefina: Bem... já está tarde, Adalgiza...
Adalgiza: Nossa... como as horas passaram rápido. Seu marido chega muito tarde?
Josefina: Ah... Adalberto está em São Paulo. Trabalhando.
Adalgiza: E a senhora tem planos para hoje? Afinal de contas, hoje é sexta, né?
Josefina: Planos?
Adalgiza: É... ou a senhora vai ficar em casa assistindo "Senhora do Destino"?
Josefina: Ah, não... eu devo ficar em casa... não tenho coragem de sair sozinha... e ainda mais pensando que Adalberto, meu marido, está longe... trabalhando...
Adalgiza: Olha... eu estou indo para um pagode! Coisa boa, sem bagunça... sabe como é, né... tomar uma cervejinha...
Josefina: Ah.. que legal...
Adalgiza: Pois é, Dona Josefina... a senhora não quer ir não?
Josefina: Ah, não, Adalgiza... eu agradeço muito seu convite, mas não sei se pegaria bem...
Adalgiza: Bem... a senhora que sabe, Dona Josefina...
Acompanhou-a até a porta. Despediram-se com sorrisos nos rostos as duas. Sexta feira. Josefina, novamente, sozinha.
Josefina: Ah... bem que eu...
José Uoshington: Patroa... a senhora está pensando...
Josefina: ... poderia dar uma...
José Uoshington: ... em sair hoje?
Josefina: ... passadinha no tal do pagode...
José Uoshington: E o patrão Adalberto, em São Paulo...
Josefina: ... que a Adalgiza...
José Uoshington: ... sozinho, ele, seus papéis...
Josefina: ... falou!
José Uoshington: ... seu trabalho?
Josefina: Ora, José Uoshington! O que é que tem demais?
José Uoshington: Mas a senhora nem sabe sambar?
Josefina: Quem te disse isso?
José Uoshington: Ora.. a senhora não tem, sabe, o remelexo...
Josefina: Ihhh... você tá totalmente equivocado, Uoshington...
José Uoshington: Patroa...
Josefina: Está decidido. Eu vou lá no pagode com a Adalgiza.
Pegou o telefone e ligou para aquela que estava por vir a ser uma de suas melhores amigas.
Josefina: Adalgiza... acho que vou aceitar seu convite!
José Uoshington: Esta história não vai dar certo...
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11:53 AM
Quinta-feira, Dezembro 02, 2004
Uma das maiores virtudes do ser humano é não ficar nervoso à toa. Não estourar, não sair brigando, usar a cabeça para resolver um problema qualquer sem se exaltar e usar da inteligência quando a coisa começa a sair de controle.
Eu me considero virtuoso.
Sério mesmo. Eu não fico nervoso com minha internet discada, não mais. Eu, por exemplo, não mais a xingo (a conexão discada) de nomes que, aqui, pegaria mal até de escrever (mas se bem que um xingãozinho discreto, dito com o canto da boca, é bom para aliviar a tensão).
Você usa deste serviço? Internet discada? Pois é... lembra que era uma maravilha há uns quatro, cinco anos atrás? Hoje o que é? Uma grande duma p%$#@! Uma verdadeira m*%#@ bastante fedida!
Eu lá, bem em casa (ah... ainda coloco um Velox...), baixando um arquivo, coisinha singela para poder abrir umas fotos do casamento de um amigo, tipo 6Mb, pinga-pinga... 50%, 60%, 89%... quando:
- Tclec!
Um som vindo da CPU. No monitor o oitenta e nove porcento congelou! Cadê o próximo um porcento? Cadê?
- Falha na conexão. Clique aqui para conectar...
E lá vamos nós, tudo de novo... tudo de novo mesmo: quando chega à 70%, cai a conexão novamente!
Sabe o que existe na grande rede mundial para que isto não ocorra? É... para que você, que está tendo problemas similares ao meu, evitar de ficar nervoso à toa? Use um GetRigth e não recomece do zero seus downloads interrompidos! Fácil, não... e mantendo a calma, que é o bom!
E no trânsito? Dependendo do dia, do horário, do rush, é fácil as pessoas se estranharem. Eu não... eu tento manter a calma, principalmente a calma aliada com o bom humor! Um dia desses eu fiz uma barbeiragem no trânsito, coisa assim, horrível! De tão horrível que nem vou escrever o que foi...
Mas eis que pára, do meu lado, o cara que veio babando (e buzinando) atrás de mim; parou o carro do lado do meu, abriu o vidro do passageiro e, quando ele já ia proferir alguma palavra ou fazer algum gesto que, certamente, iria ofender minha moral, lancei, malandramente:
- Cara... você viu a barbeiragem que eu fiz ali atrás!
OBSERVAÇÃO: aqui você pode emendar um "putamerda... hoje eu estou horrível" ou coloque a culpa no pedal do acelerador que agarrou!
Sabe o que aconteceu? Desconsertei o cara na hora! Ôpa... eu não tenho nada à ver com o Belardino, não... mas jogue a primeira pedra quem nunca fez uma arte, uma barbeiragem no trânsito (você não vale, Belardino).
Viu só: uma das maiores virtudes do ser humano é a não ficar nervoso à toa.
... mas esta conexão discada ainda me tira do sério!
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3:02 PM
Quarta-feira, Dezembro 01, 2004
Adoro auditores.
Para falar a verdade, adoro os auditores tão quanto gosto da senhora que faz o café para a gente, todo o santo dia!
Chega a época do balanço e lá estão nossos amigos para avaliar, conferir... auditar, seria a palavra correta, nossos serviços!
Adoro auditores! Invejo sim, a capacidade deles de entenderem, em poucas, pouquíssimas horas, uma gama de procedimentos adotados por funcionários que estão lá, naquele batente ferrenho, há tempos!
Deve ser coisa da profissão, só pode! Olha... se eu gostasse dos b² - 4ac da vida, dos x² + bx + c = 0 que me apurrinhava a paciência no segundo grau, eu estaria lá, com eles, auditando. É... porquê quem é auditor gosta de matemática (pelo menos, os que eu conheço disseram que sim!)
Deve ser bom demais, gente! Eles chegam, começam a se inteirar dos fatos, dos procedimentos e... tchan: acham um problema! Eles sentam com seus lap-tops poderosos, suas calculadoras mágicas e... êpa: está faltando alguma coisa aqui!
E assim revemos nossos procedimentos diários, proporcionando um melhor desempenho das nossas tarefas no futuro. Auditor é gente boa... dá um pouco de medo, mas é gente boa!
Engraçado como quase todo mundo tem medo de uma auditoria! Coisa mais besta... auditores não estão lá para avacalhar com ninguém... muito pelo contrário! Existe um "quê" de qualquer coisa relacionada com um misto de "respeito" e de "pé atrás", mas auditor não dá medo, não... este negócio de falar que todo auditor é ruim é mito.
Só se a figura do auditor fosse coisa do nosso folclore! Junto com a Mula-sem-cabeça, o Tutu Marambá, o Boitatá, o Curupira e o Lobisomem, figurasse o auditor como um dos mito autenticamente brasileiro e que assustam crianças deste os tempos que éramos colônia de Portugal.
Cara... já imaginou a cena? A mãe, para intimidar o filho birrento, grita aos sete ventos:
- Menino... pára com isso, seu peste, senão o auditor vem te pegar!
Não... aí é difícil!
E a capacidade de não se sujarem? Pouquíssimos profissionais têm este "plus", este escudo invisível contra poeira, contra toda sorte de sujeira de um ambiente que trabalham. O auditor, sempre alinhado, impecável no seu modo de vestir, é incapaz de reter uma minúscula partícula de poeira em sua vestimenta. Trabalha, incansavelmente, num galpão, num depósito repleto de toda a sorte de materiais guardados e... sujeira, e, se você reparar bem, é capaz de sair mais limpo do que entrou! Impressionante... o auditor lá, com sua prancheta e caneta na mão, ditando números... incólume, limpinho da silva... enquanto nós, que não escolhemos esta brilhante profissão, com as mãos impregnadas de uma mistura de graxa e partículas - que antes estavam em suspensão! É de causar a mais forte admiração em todos.
Ah, se eu não tivesse escolhido o caminho das leis e se gostasse um pouco de matemática (se bem, na verdade, eu gostaria era de ser era músico).
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
11:21 AM
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