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Quinta-feira, Abril 29, 2004

Já acordou de madrugada, levantou da cama, abriu portas, foi assaltar geladeira ou coisa parecida? Lógico que sim. Coisa mais normal acordar no meio da noite e fazer estas coisas, normais a todo mundo.

Mas você já fez isso tudo, ou alguma destas coisas, dormindo?

É o sonambulismo.

Sonambulismo: consiste em uma seqüência de comportamentos complexos que iniciam no primeiro terço da noite, durante o sono NMOR (estágios 3 e 4) e freqüentemente, mas nem sempre, progridem, sem plena consciência ou posterior recordação do episódio, a ponto de deixar o leito e perambular. A pessoa levanta-se da cama e às vezes executa atos motores, caminha, veste-se, vai ao banheiro, conversa, grita e até dirige. O comportamento ocasionalmente termina por um despertar com vários minutos de confusão; mais comumente, o indivíduo pode voltar a dormir sem qualquer lembrança do evento de sonambulismo. O sonambulismo comumente inicia entre 6 e 12 anos de idade, mas pode ser visto em adolescentes e adultos jovens. Os episódios não devem ser considerados puramente psicogênicos, embora não haja dúvidas de que períodos de estresse estejam associados a um aumento do sonambulismo nos indivíduos afetados. A condição de sonambulismo é potencialmente perigosa devido à possibilidade de dano acidental, por isto outra pessoa que presencia deve acompanhá-la para evitar acidentes, sem procurar acordá-lo. Fonte: Revista de Psicofisiologia

Pois você acredita que ontem eu, pela primeira vez na vida, tive um treco deste? E foi muito engraçado.

Antes de dormir, minha esposa me disse que precisava do computador neste final de semana para fazer um trabalho da faculdade. Acontece que nosso computador está lá na casa do meu amigo Paulo (que está consertando o bichinho, depois que um vírus que se mudou de mala e cuia para trilha zero do micro) e ele está meio agarrado para consertá-lo.

Tudo bem... fui dormir com este pensamento na cabeça: tenho que pegar o computador, tenho que pegar o computador... (plágio daquele famoso comercial de chocolate: compre batom, compre batom)

No meio da noite, acordo com a voz da minha esposa me chamando. Eu estava em pé, ao lado da televisão, tentando fazer sei lá o quê, em meio ao quarto todo escuro. Estava dormindo!

Daí que despertei e busquei na mente o que havia sonhado (se você acordou e quiser se lembrar do que sonhou, antes de dormir novamente, associe o sonho com qualquer coisa. Lembre-se que o sonho fica armazenado na nossa memória imediata e portanto, se você não fixar o que sonhou, vai ser apagado da sua memória): estava ligando a CPU na tomada.

Vê se pode? Eu, no meio da noite, quarto todo escuro, procurando ligar um computador imaginário. No sonho eu fui à casa deste colega, busquei a CPU, cheguei em casa e estava ligando o computador. Foi nesta hora que levantei da cama e sonambulei.

Eu sabia que tinha alguma coisa para acontecer comigo ontem, mas nunca imaginaria uma coisa desta.

E o pior que eu estou com um sono ferrado hoje! Dormi muito mal esta noite...

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11:41 AM


Quarta-feira, Abril 28, 2004

Estou com uma sensação de que alguma coisa vai dar errada hoje!

E estou com esta "pulga atrás da orelha" desde cedo, desde que coloquei os pés no chinelo pela manhã.

O que pode ser? Sei lá... primeiro, tudo correu tranquilamente no trajeto casa-trabalho (ou seja, acordei já atrasado, peguei o ônibus atrasado, cheguei um pouco atrasado...devo sair um pouco atrasado para a faculdade, tudo correndo na maior tranquilidade), tudo correu bem hoje aqui no trabalho (fora um curso da CIPA [Comissão Interna para Prevenção de Acidentes] que foi de dormir sentado na cadeira e que foi realizado logo depois do almoço) e está tudo correndo bem até o presente momento.

Está correndo bem demais, para ser sincero. Mas mesmo assim, aquela sensação de frio no estômago persiste (já lanchei às 15:30, e portanto não é fome!).

Para falar bem a verdade, a única preocupação que tive (fora dinheiro para pagar as contas... mas isso já é considerado, pela minha mente, como coisa natural) foi com um e-mail da minha querida àcerca da proibição, da exclusão dos não assinantes da Globo.com no Blogger Brasil.

Só isso!

Mas, para falar também bem a verdade, já era de se esperar tal ação "olho grande & capitalista" desta mega-empresa. Já estou me mexendo e procurando outro canto para o Gerolino, quem sabe no Blogspot, quem sabe até no Blogger.com (só ponto com, sem as garras do espólio do Tio Marinho) ou quiçá neste da UOL. Mas aqui é que não vai dar para ficar, infelizmente.

Bem... já se passaram 12 horas de um aguardar sinistro! Faltam menos de 6 horas para findar este dia.

Amanhã vai ser outro dia...

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6:16 PM


Terça-feira, Abril 27, 2004

Uma dica para você, que está em dúvida se casa (contrair matrimônio, se enforcar, dizer adeus para a vida... cada um tem um jeito de falar do casamento) ou se "pirulita no mundo" (logicamente, sem as preocupações da vida à dois): prometa que só irá subir no altar depois de se formar.

- Só caso depois de formar, benzinho! É promessa que fiz, e espero que você entenda e respeite esta minha decisão!

Isso mesmo... faça esta promessa! Tem um senhor de 68 anos na Índia que está tentando passar num deteminado exame (deve ser o equivalente ao nosso segundo grau, sei lá) faz 35 anos.

Trinta e cinco anos enrolando para não casar. Trinta e cinco anos nessa lenga-lenga.

Faça as contas: ele tá nesta de passar de ano desde que tinha trinta e três anos! É muito tempo!!

Ou ele é burro demais ou...

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1:54 PM


Segunda-feira, Abril 26, 2004

E aqui estou eu, trabalhando, correndo contra o tempo.

Tenho que estudar muitas coisas, rever conceitos, aprender muito mais que imagino, solicitar atenção, ser ouvido, fazer escutar.

Sabe este lance de se cansar da rotina, do feijão com arroz cotidiano? Pois me cansei! Tenho e preciso de mudar, ou senão corro o risco de ficar estressado, ranzinza. Gosto de me superar, gosto de aprender coisas novas. Neste setor onde trabalho, há muitas oportunidades... como também há uma cabeça de burro enfiada no chão, enterrada, e com viseiras. Pedra mole em água dura... é isso mesmo?

E eu correndo contra o tempo... muitas leis, muitos casos concretos para se encaixar em leis abstratas, muita, mas muita coisa para aprender!

Já estou perdendo tempo...

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2:50 PM


Sexta-feira, Abril 23, 2004

Onhas do Jequi.

Era um nome de um bar aqui em Belo Horizonte que funcionou entre 1988 até meados de 94, se não me engano na data. O local, sem medo de dizer, era uma referência à música popular mineira. Ficava ali na Avenida Brasil, entre ruas Sergipe e Alagoas, bem próximo ao Palácio da Liberdade, centro do poder executivo de Minas Gerais.

Este bar era um pedaço do Vale do Jequitinhonha em plena capital. Até quem nunca se aventurou pelo norte de Minas fazia idéia, pela ornamentação do bar, de quão rica é a cultura e a arte daquele povo.

Muitas gamelas penduradas. Aquelas carrancas no canto da parede. Artes em cordas, em couro, arte saída de mãos calejadas de tanto trabalho e sofrimento. Lugar aconchegante o Onhas, mesa e quatro bancos fixos no chão. E ficava lotado o lugar.

Era um beco no começo. Na entrada do bar, um pequeno tablado onde o músico tocava seu violão. Se não me falha a memória, o nome do cantor era Amaury. Depois vieram outros, muitos outros, todos com sua particularidade. Mas este Amaury, negro alto de voz grave e firme, se destacava pela empatia e pela simplicidade. Mesas de um lado e de outro, fixadas na parede. Eram treze mesas ou mais. No fundo, um balcão. Cerveja sempre gelada, incrivelmente gelada. Uma atração à parte do Onhas do Jequi era uma bebida chamada Capeta, feita de guaraná em pó da Amazônia, gelo e cachaça, que nos rendia muitas noites passando acordado, cantando junto com o músico, madrugada afora!

E enchia aquele lugar. Saia gente, literalmente, pelo ladrão. E era um encontro de tribos impressionante.

A praça da Liberdade era palco da Feira Hippie e o Xodó era o lugar da azaração. Todo adolescente belorizontino que se prezava ia lá, quase sem exceção, lotando as imediações da Gonçalves Dias com a João Pinheiro. E, já tarde da noite, quando ia fechando esta lanchonete, alguns tomavam o rumo do Onhas.

E foi assim até 1991, quando a feira saiu da Praça da Liberdade e foi para a Avenida Afonso Pena.

Depois o Onhas cresceu: alugaram a loja ao lado e o bar ficou mais espaçoso, mais acolhedor. E sempre com boa música...

Olha... quem viveu esta história, nunca mais se esquecerá!

Foi lá que aprendi a cantar canções como

"... vento de maio, rainha de maio, estrela cadente..."
"... se já nem sei o meu nome, se já eu nem sei parar, viajar é mais, eu vejo mais a rua, luz estrada pó, o Jeep amarelou, Manoel o audaz ..."
"... você lembra, lembra, eu costumava andar bem mais de mil léguas para poder buscar, flores de maio azuis, e os seus cabelos enfeitar..."
"... Deus me faça brasileiro, criador e criatura, um documento da raça, pela graça da mistura..."
"... vim tanta areia, andei, da lua cheia eu sei, uma saudade imensa..." entre outras pérolas da nossa música.

Por onde anda a Ana Paula, a Marilack, a Élis e o Ukla? Ficaram no passado... junto com a lembrança daquelas divertidas noites no Onhas do Jequi.

Saudades.

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3:09 PM


Terça-feira, Abril 20, 2004

Espanque com uma flor, bela...
Espanca
Fira
Regurgite palavras e ofensas
Explore, amarre

Bata com uma bela flor
Faça amarras...
de clorofila [verde enlace]
Segure, amordace
Amanse

Grite poesias
Emende palavras
Faça-se livre em amarras
Gineceu, clorofila... [tão bela]
me amarre e jure amor eterno
Linda flor.




Acho que todo mundo já ouviu falar nesta poetisa portuguesa, que viveu no início do século XIX: Florbela Espanca.

Nome que dá para fazer poesia, não?

Já havia lido alguns poemas dela, mas confesso, sou mais Augusto dos Anjos.

Daí que me deu vontade de misturar o apelido da portuguesa Flor Bela de Alma da Conceição com um pouco das palavras ácidas daquele conhecido poeta brasileiro!

Deu no que deu... vou dar o nome destas mal traçadas linhas de Augusta Flor. O que acha?

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5:37 PM


Segunda-feira, Abril 19, 2004

Chato a gente ver o time de coração perder um título no último e decisivo jogo, não? Ontem aconteceu de novo: o Atlético Mineiro, infelizmente, frustou a sua enorme e apaixonada torcida!

Ganhou o jogo pelo placar mínimo, mas, como havia perdido o primeiro jogo por três à um, ficou com o título estadual o arquirival, o Cruzeiro.

Mas fazer o quê, além de excomungar a competência dos jogadores do time vencido? Levantar a cabeça e dizer, para si mesmo, que algum dia vamos voltar a ser o velho e saudoso time que ganhava todos os jogos que disputava no passado? Sim... quem sabe!

Um trecho do nosso hino, o "vencer, vencer, vencer, esse é o nosso ideal" anda meio escondido diante de tamanha falta de competência, que vai desde a Diretoria e Comissão Técnica até os jogadores: um marasmo total.

E como fica a torcida, que há tempos não vê o time ganhar nenhum título importante? Pôxa, o Atlético foi o primeiro campeão brasileiro em 1971 e está sempre entre os melhores times do Brasil, mas, infelizmente, na hora de disputar o caneco, na garra e na gana, fica sempre a ver navios! Foi assim em 1977, quando perdeu o título para o São Paulo com o maior número de pontos, a melhor artilharia e o menor número de gols sofridos! Como? Só com o Galo...

E ontem não poderia ser diferente! O time celeste, morto em campo, era sufocado pelo Atlético... que não conseguia finalizar direito as suas jogadas. O que falta neste time? Uns falam de um camisa 10, um jogador experiente, vivido, outras pessoas teimam em culpar a arbitragem! Mas o que se via era um time apático, sem criatividade, parecendo compactuar com o time adversário. Foi somente um gol, e, se tivéssemos feito mais outro, a história deste campeonato poderia ter tido em final diferente! Diferente, mas não menos emocionante!

Num post passado, fiz uma brincadeira com o filme "O Náufrago", do Tom Hanks, mesclando o rumo que tomava o final da história (na perspectiva do artista) com os minutos faltantes de uma partida de futebol. E não é que neste jogo, aos poucos minutos do fim do jogo, um atleta do meu time não consegue chutar uma bola, dentro da área e rumo ao gol e ela me passa a poucos centímetros do gol adversário? O apelido deste jogador, que poderia ter sido o herói da partida, é Mexerica. Sobrenome: Mixuruca! É difícil.

Mas, para piorar tudo, depois de levar gozações dos amigos cruzeirenses, tive que buscar minha esposa lá na Avenida Catalão (para quem não conhece, é por onde a torcida celeste volta para casa, depois de sair do Mineirão) e, mais uma vez, tive que presenciar a animada comemoração dos torcedores azuis.

E quieto!

Utilizando as palavras do meu amigo Adauto, continuo sendo atleticano de coração, mesmo hoje vivenciando mais uma decepção: quem é Galo, Galo é até morrer! Ou até sofrer um infarto fulminante...

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2:09 PM


Sexta-feira, Abril 16, 2004

Sonho mais maluco que tive ontem.

Sonhei que estava procurando um DVD do Legião Urbana. Procurando e, para piorar não encontrando! Vê se pode, até em sonho uma situação de estresse!! Parece brincadeira, mas eu estava até com raiva, acredite! Raiva no sonho... que era para ser relaxante e salutar!!! Sabe quando nem o negrinho do pastoreio dá jeito? Desse modo mesmo!!

E encontrava todos os Cd's deles, olhando um por um, mas do DVD necas de pitipiriba! E foi-se passando tempo (no sonho) e, quando já estava prestes a acordar (entendeu? Eu também não!), acabei achando o danado. Danado não, o bendito DVD!

A capa do DVD era assim: os integrantes da banda em pleno espaço sideral (via-se, ao fundo, o planeta Terra) vestidos, logicamente, daquela roupa bastante confortável, no melhor estilo Moby "we are all made of stars". A músicas? Algumas conhecidas e outras nunca vistas antes no reino de Abrantes!

Agora que são elas: eu não tenho o aparelho lá em casa (se bem que computador resolve o problema, tipo uns 70%... 30% negativo por causa do som!) e este DVD não existe! Mas porquê do sonho? Sei lá... vai ver porque que estava, na semana passada, cantarolando aquela ótima música "perdidos no espaço".

O que é a nossa mente, não? Meu sonho foi diretamente influenciado pela lembrança residual deste pensamento, desta música que lembrei há dias atrás!

Escrevi pra você, você não respondeu
também não respondi quando você me escreveu...


Dr. Dráuzio Varella, o senhor está certo: nossa mente é uma coisa de doido!

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6:07 PM


Quinta-feira, Abril 15, 2004



Já está rolando o maior, melhor, estupendo, cultural e saboroso concurso Comida di Buteco 2004 aqui na capital das Gerais.

E com ele a confirmação expressa e tácita de que nosso povo é butequeiro de carteirinha. Fica todo mundo alvoroçado neste mês de abril.

O tempo frio e chuvoso ajuda... até para tomar aquele "guiazinha" antes do prato escolhido! Gente... um pé de porco hoje cairia bem!

Ps: valeu pela idéia, Vaguinho... vão'bora num dia destes?

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5:45 PM


Quarta-feira, Abril 14, 2004

Não sei de você, mas eu, como milhões de brasileiros, faço minha "fezinha" na mega-sena quando o prêmio fica acumulado. Tá bom, não vou mentir... até mesmo quando não está acumulado.

Sei também, como tantos brasileiros, que a chance de você acertar os seis números é de uma em cinquenta milhões, sessenta e três mil e oitocentas e sessenta apostas. Tá lá no verso do volante, para todo mundo ler e analisar quais são as verdadeiras chances de mudar sua vida de uma hora para a outra.

Ou seja, quase impossível.

O mais engraçado é que uma vez li que é mais provável ser atingido por um raio do que acertar na loteria. Deste dia em diante, procuro me salvaguardar das tempestades... mas sempre completo o dinheiro para algum ganhador.

É a sorte! Não... não se trata de sorte, e sim de um azar! Acertar os 6 números do jogo é ser acertado! Ou seja, uma falta de sorte generalizada e uma verdadeira cagada do destino para o novo milionário!

Imagine a sensação de ter em mãos um bilhete com os seis números sorteados. Eu já vivi esta situação!

Quê? Se eu já ganhei? Nada... teve um dia que pedi a um colega de serviço para fazer um jogo na lotérica para mim. Era tarde de uma sexta-feira quando pedi este favor, mas e eu iria pegar os cartões somente na segunda pela manhã. Nisso que o Nelson, este amigo, ao me entregar as apostas, me passou junto o resultado (armado) daquele sorteio.

Lá no meio dos cartões, um, específico, continha os seis números sorteados.

Demorou para cair a ficha. E os companheiros lá, morrendo de rir!

Foi feio!

É... deixa eu ir fazer meu jogo!!

Ps: lembrei daquele deputado que ganhou não sei quantas vezes na mega-sena! Que cara azarado, hein?

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12:17 PM


Terça-feira, Abril 13, 2004

Saudades de quando era pequeno e minha mãe, aos berros, me mandava desligar a televisão e ir dormir, pois no outro dia teria que levantar cedo para ir para a aula.

Se tivesse aquela idade ontem, seria obrigado a obedecê-la e teria ido dormir um sono salutar! Mas não... agora, adulto, dono do meu próprio nariz, faço o que bem entendo! E ontem, depois de um dia de trabalho e uma noite de estudos, chego cansado em casa e me ponho em frente à televisão para assistir ao filme "O Náufrago", do Tom Hanks.

Em tempo: sou deste tipo de pessoa que quando começo a ver um filme, não consigo nem cogitar em não assistir ao final dele. E esse foi triste!

Quando este filme passou no cinema, um professor meu foi lá conferir e me falou que era péssimo. Horrível. "Um monólogo com uma bola" - disse ele! Pois é, professor Chamon, bem que você me alertou... mas não me contive e me danei! Hoje de manhã estava naufragando de sono!

Sabe... o pior mesmo da história foi o cara, depois de 4 anos preso naquela ilha, distante mais de 800 quilômetros (ou mais) de onde o avião caiu, volta e encontra sua noiva casada com o dentista dele (curiosidade legal ou sexto sentido do solitário habitante daquele paraíso: na ilha, quando o náufrago estava com um dente bichado, ele se lembrou deste dentista...) e quando todo mundo acha que o mocinho vai, finalmente, se dar bem (depois de comer o pão que o diabo amassou com côco e caranguejos), nada acontece!

Nada mesmo! Não rola!

Mas filme é filme... igual jogo de futebol, quando seu time precisa desesperadamente de fazer um gol para ser campeão da rodada! Ainda no finalzinho, nos 46 minutos do segundo tempo, o Hanks vai, finalmente, entregar um pacote da FedEx depois de 4 anos de atraso, num lugar no fim do mundo (imagino que bem ao norte dos Estados Unidos). Chegou ao local e não encontrou ninguém. Nem um café o cara tomou na fazenda!

É... o cara vai ficar sozinho mesmo! O juiz fala que vai dar mais 3 minutos de acréscimo e pinta o Hanks, novamente e em jogada individual, numa encruzilhada, num entroncamento: ele entra para a direita e segue viagem, para a esquerda, vai em frente ou volta a estrada? Ficou lá, parado, estático, com um mapa rodoviário na mão e olhando para o tempo, que se esvaia! Nisso pára uma moça que vinha dirigindo uma caminhonete velha e eles trocam umas palavras.

Ah... agora o Tom Hanks vai se dar bem.

Nada... o final do filme é tão estranho quanto o filme inteiro. Acaba nisso aí...

E eu lá, acordado, assistindo isso. Francamente!

E você? Já ficou até tarde assistindo um filme sem pé nem cabeça e se arrependeu amargamente de perder umas horas a mais de sono?

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2:23 PM


Segunda-feira, Abril 12, 2004

Estaremos futuramente diante de um novo muro de Berlim em pleno Rio de Janeiro.

É isso mesmo que você leu: irão (ou melhor, pretendem) construir um muro de 3 metros de altura ao redor da favela da Rocinha, no intuito de conter a violência.

Agora me diga uma coisa: eles querem conter a violência lá dentro (e somente lá dentro) da favela? É essa a idéia? Acho que eles, os políticos e a camada abastada carioca, não querem é ver o que se tornou os guetos, as moradas de inúmeros brasileiros que não tiveram sorte (leia-se oportunidade) na nossa economia capitalista durante anos e anos de opressão, desmandos e injustiças, confinando-os sob o pretexto de - palavras do vice-governador do Estado da cidade maravilhosa, Luiz Paulo Conde - "conter a violência e o crescimento das favelas, proteger a Mata Atlântica e favorecer o controle do Estado nessas localidades".

Que beleza! Além de confinar a violência num determinado local (como se isso fosse a solução), irão agora delimitar a região da favela e, de quebra, zelar para a proteção da nossa tão devastada Mata Atlântica! Que tacada de mestre, senhor Conde!

Sabe o que eu acho que é isso? Uma demagogia sem tamanho. Esse papo de "favorecer o controle do Estado nessas localidades" é, infelizmente, uma balela. Outro dia mesmo li um livro onde foi narrado uma situação envolvendo o Estado e o "outro" Estado, o paralelo, o criminoso. O fato foi o seguinte: uma mulher, residente numa das muitas favelas da capital carioca, alugou um barracão de sua propriedade e construído no fundo da sua residência para uma determinada pessoa. O valor do aluguel serviria para complementar o pequeno salário que recebia.

Aconteceu que o inquilino não pagou as prestações e ainda quis tomar para si o imóvel da velha senhora. A proprietária, logicamente, procurou a Justiça para resolver a questão. Não foi a surpresa dela quando o advogado público aconselhou-a que deixasse de lado o problema, pois, se acionasse o Estado, a proprietária poderia até perder a casa que morava, pois não possuía a escritura do imóvel (se tratava de um terreno invadido!)

Sabe o que esta senhora fez? Procurou o traficante de drogas da região, relatou o problema e este resolveu a questão: mandou chamar o inadimplente, obrigou-o a pagar o que devia à senhora proprietária do imóvel e ainda o expulsou da favela. A dona do imóvel recebeu a grana e de quebra se livrou do mau inquilino!

E onde o nosso Estado entrou nesta questão? Pois é... não entrou! Ou foi o catalisador para a decisão da dona do imóvel procurar outra alternativa para a sua pendência? E o acesso à justiça, tema tão em voga nas faculdades de direito?

Agora, voltando ao assunto do Rio de Janeiro, será que a construção deste muro vai facilitar o acesso da população à justiça, à igualdade social, à educação e à saúde? São estas as garantias essenciais que a população necessita para bom convívio social, para vivificar e consolidar o pensamento de não-violência, lá na capital carioca ou em qualquer lugar deste mundo! O Estado não quer, com o tal muro, estar mais presente na vida da população da favela da Rocinha? Construindo o muro, ele irá resolver este problema de proximidade com a população ou outros problemas que possivelmente virão? Ou o negócio é somente ocultar a violência?

Acredito que devemos fazer de tudo para conter a violência que assola quase que diariamente nossa sociedade. Acredito que esconder o problema por sob um muro não é, definitivamente, a solução.

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2:49 PM


Terça-feira, Abril 06, 2004

Imagine um vale. Imaginou?

Não... não é esse vale, esse escrito sem formalidade legal, representativo de dívida, por empréstimo ou por adiantamento de salário! É um vale mesmo, aquele do sentido geográfico da palavra (depressão alongada entre montes ou quaisquer outras superfícies). É onde foi construída a cidade de Nova Lima, onde moro.

A estrada passa lá em cima, ao lado, contornando, forçando limites. E lá embaixo a vida fervilha...

Nova Lima: um ótimo lugar para se viver! Uma palavra para defini-la: tranquilidade. Tranqüila e circundada por muito, mas muito verde! Eu já havia falado, aqui mesmo, da Mata do Jambreiro e do Parque Rêgo dos Carrapatos. Sabe... de manhã cedo, nesta época do ano, levantamos sempre com neblina.

Neblina. A gente acorda, abre a janela, dá de cara com aquele denso nevoeiro e ficamos com vontade de voltar para a cama. É impressionante mesmo... a gente olha para o céu tentando achar o sol e o que vemos é somente um borrado claro, vemos um "o sol deve estar ali, escondido do frio de Nova Lima ou com sono pelos moradores da cidade".

E foi neste clima, no sentido estrito, que levantei hoje. Tudo escuro, muito frio. Depois do banho, me aprontando para o trabalho, ligo a televisão para ver a previsão do tempo em Belo Horizonte: "provavelmente, chuva na parte da tarde, tempo nublado em quase toda a região" e piriri-pororó!

Me armei com o intrépido guarda-chuva e rumei à batalha do dia-a-dia.

Estou torcendo para que chova hoje. É mesmo! Detesto andar com o guarda-chuva debaixo do braço, sem função. Tá um sol lá fora que só vendo.

Esse é o ruim de se morar em Nova Lima e confiar na previsão do tempo dos noticiários. Quando saímos de casa pela manhã, subindo rumo à estrada, a neblina vai desaparecendo, vagarosamente, à medida que o ônibus ganha distância da cidade. E brota aquele solzão e o dia claro. O inverso também ocorre, mas com muito menos freqüência...

Mas só sei de uma coisa: detesto guarda-chuva!

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2:03 PM


Segunda-feira, Abril 05, 2004

Eu, criança de nove, dez anos, olhava meu pai se barbear todo dia (ou quase todo dia) no banheiro e pensava: "quando crescer, quero ter barba também".

Adolescência: barba tipo farta e cheia, se é que vocês me entendem: "farta" de pêlos e "cheia" de falhas. Na realidade, eram só aquelas penugens a minha barba - quero dizer, meu projeto de barba.

Eu, com meus 17 anos, me via obrigado a constantemente utilizar o Prestobarba para eliminar aqueles fiozinhos que saiam na minha cara! Saía um fio, dava aquele espaço, nascia outro, pulava 3 quadrantes, mais um fio, e assim ia, até preencher a cara! Preencher é um modo de dizer...

Agora não... lembra daquele ditado: água mole em pedra dura? Pois é... de tanto fazer a bendita barba, os fios foram, eu acredito, tomando gosto de nascer na minha cara e hoje em dia não posso reclamar da complicada estrutura da minha derme (onde nascem os fios).

Mas com minha barba meio fina, meio grossa, veio um brinde: cabelos encravados! Eita negocinho ruim. A cara da gente fica uma coisa deplorável.

Lembro que meu pai reclamava muito dos cabelos encravados dele. Minha mãe vivia ajudando-o a tirar os pêlos que teimavam em nascer por sob a sua pele. Coitado... minha mãe com uma pinça puxava os fios e os olhos do velho se enchiam de lágrimas.

Que coisa...

Eu já tenho uma tática diferente: somente puxo os cabelos encravados, não os retiro! Simplesmente faço o "parto" do fio "não nascido".

Engraçado mesmo é essa nossa herança genética. Meu pai tem uma barba meio farta, meio fina e tendência à cabelos encravados. Eu também.

Meu pai tem poucos cabelos... e eu estou começando a ficar careca!

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2:24 PM


Sexta-feira, Abril 02, 2004

Hoje tenho prova!

... e eu tenho que estudar!

Sabe aquela avaliação da quarta-feira da semana passada? Pois é... ela tinha sido transferida para a sexta-feira 26. Estudei e sabia a matéria.

Mas, na hora do "vamos ver", me atrapalhei! Foi foda! Erros idiotas, de falta de observação!

Hoje tem prova no 1º horário.

Deixa eu correr com a matéria... faltam 200 páginas para ler ainda...

"... o fogo que queima na Pérsia e na Grécia é o mesmo fogo que queima..."

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1:02 PM


Quinta-feira, Abril 01, 2004

Fim de mês é uma parada! A gente olha para a folhinha e vê, estarrecido, os dias que ficaram para trás, os dias que passamos "na conta", somente com aquele "contadinho" (contadinho: leia-se "o que sobrou do pagamento após quitar [ou não] os seus débitos").

E nem me fale em contas. Contas só servem para me aborrecer no final do mês: nem chegou o dia do pagamento e a gaveta já está apinhada delas, aguardando, igual à lobos famintos, a hora de saborear o meu rico (e suado) dinheirinho!

Fim de mês. Tem gente que recebe no fim do mês. Para estas pessoas, o dia 30 é o dia da alegria irradiante e perpétua. É depositado o "cascalho" na conta corrente do sujeito e o camarada fica "bonito na praça". Geralmente são poucos. Eu conheço poucas pessoas que recebem no último dia útil do mês, pouquíssimas mesmo. É quase um mico-leão-dourado ou uma ararinha azul na imensidão verde da devastada Mata Atlântica. Pouco poético...

E pensar que o dia do pagamento está tão longe... e minhas contas estão tão próximas! Na gaveta de baixo da mesa... quanto mais longe dos olhos, mais distante ainda do coração (e da carteira).

Ai, que saudades daquele tempo em que enchia o tanque de gasolina com uma nota de R$10,00 e ainda sobrava troco! Este exemplo foi só para se ter noção do quanto nosso dinheiro (e salário) foi se desvalorizando (e desvalorizado, respectivamente). Não existia, a um tempo atrás, um desejo político do salário mínimo (o mínimo mesmo, este que milhões de brasileiros recebem, R$ 240,00) ser fixado, mais ou menos, em U$ 100,00? Acho que nunca passamos dos U$ 83,00...

Nossa! Momento econômico...

E salve o dia da mentira! Eu sei que hoje é 1º de abril... mas me considero, economicamente falando, no fim de mês! Sobrevivo?

posted by : o Adminstrador desta empresa, uai!!!
2:16 PM

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