Quarta-feira, Março 31, 2004
E já que o assunto de ontem foi carro velho, tenho uma aqui para finalizar o tema!
Foi quando comprei o Fiat 147 ano 84, logo depois que vendi o tal Fusca. Para mim foi um salto tecnológico (tecnológico é demais, né?) que dei ao adquiri-lo, pois afinal de contas, o carro era 10 anos mais novo do que o antigo.
E que beleza! Este 147 era um carro bem conservado, tinha o motor retificado e os bancos em ótimo estado - ou seja, um filé de automóvel. Na primeira semana de uso, numa sexta feira, fui convidado por um colega de trabalho a ir à casa dele para uma festa de aniversário. O problema era que o lugar era longe! Ele morava em outra cidade daqui da Região Metropolitana de Belo Horizonte: Santa Luzia. Daí fiquei de dar a resposta mais tarde e acabei que não confirmei nada. Tamanha era a certeza de que não iria à festa é que deixei, na mesa do escritório, o endereço num pedaço de papel que este colega havia me passado.
E não é que, lá pelas nove e meia da noite, depois de rodar por muitos botecos da cidade, eu não cismei de ir para a tal festa? E lá fui eu, sozinho, rumo à Santa Luzia (detalhe: nunca tinha ido àquela cidade). Como não tinha o endereço do cara (e nem o telefone da casa dele), fiquei procurando um ponto de referência que me lembrava: a rua o Canal. Sabia que ele morava também no 3º andar! E era só!
Procurei a tal rua e a encontrei. Um rua cheia de prédios. E nisso já eram quase umas 11 horas da noite! Aí que a merda aconteceu: o carro fura o pneu! Fui dar uma ré para conferir um prédio e taquei o Fiat na calçada. Rua escura, deserta... fui dirigindo o carro, com o pneu rasgado, até próximo a um bar! Nesta altura do campeonato, já tinha perdido a vontade de ir à festa, só pensava em colocar aquele estepe e ir correndo para casa!
E cadê o macaco? Procurei no porta-mala e não tinha macaco para levantar o carro! Aí que a porca torceu o rabo!! Só me restava uma opção: pedir às pessoas na rua se, por acaso, tinham um macaco para emprestar! No bar próximo onde parei o carro ninguém tinha. Na lanchonete, onde rolava um amistoso pagode, muito menos! E comecei a achar que não iria sair daquele lugar nunca!
E foi passando os minutos, eu andando para lá e para cá, à procura de ajuda, parando carros (o bairro não era muito boa bisca: quem parava não me ajudava, por uma razão lógica: medo de assalto) e nada.
Até que um carro parou: um Opala. Conversei com o motorista e contei que estava alí, parado, porque o carro não tinha o macaco! O cara, numa boa, falou que tinha um macaco "jacaré" e que iria me ajudar!
Foi lá, tirou o macaco do porta malas do Opala e levantou o Fiat. O gente boa até tirou o pneu furado!
- Manda aí o estepe!
O estepe do Fiat fica na frente do carro, perto do motor. Abri a tampa e desenrosquei o badulaque que prende o pneu, puxei o estepe e sabe o que encontrei afixado na lataria do carro: o bendito macaco!
Pensei comigo mesmo: "burro! Isso que dá pegar o carro e só se preocupar em pôr combustível e pisar no acelerador!" Nessa bobagem toda, eu fiquei, no mínimo, umas 3 horas vacilando num bairro que não conhecia (tinha conhecimento, sim, da fama violenta da redondeza), numa cidade que não conhecia e com um carro com o pneu furado que (infelizmente, naquele momento) também não conhecia!
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9:11 AM
Terça-feira, Março 30, 2004
Proposta indecente foi a que acabei de receber neste minuto: eu, acabando de voltar do almoço com o estômago cheio, praticamente chegando ao serviço e fui convidado por um ilustre desconhecido para empurrar um carro que havia estragado na rua!
Infelizmente, não ia rolar! Eu iria empurrar o bendito carro e passar mal! Que calor que tá fazendo aqui... E foi uma decisão muito difícil a que tomei... muito difícil pelo momento que estava, não pela solidariedade. Se bem que nessa a solidariedade foi para o espaço.
Lembrei de um caso: estava eu, no meu intrépido Fusca 74, junto com mais 4 pessoas, saindo na noite de belorizontina. Paramos no antigo Tarot, no bairro Santa Efigênia. Estacionei na Rua Francisco Sales, do lado oposto ao bar - a rua, nesta altura, era ligeiramente íngreme.
Beleza... nisso chegou um tomador de conta de carro.
- Pode tomar conta, patrão?
- Uai... pode, né?
Que você vai fazer nesta hora? Falar que não? Nem pensar... na volta você pode encontrar seu carro cheio de letras, desenhos de flores e caretas... feito com prego na pintura do veículo!
Voltando ao que interessa, tudo correu às mil maravilhas até na hora de ir embora: o carro apresentou defeito e não pegava de jeito nenhum! Eita, carro velho... quem já teve um carro velho (ou tem), sabe o que estou falando! Eu, mais 4 mulheres e o carro estragado às 3 da madrugada. O jeito era fazer o fusca pegar no tranco!
Agora você vai entender a birra que eu tenho com esses tomadores de conta de carro: todo mundo lá dentro do fusquinha, bem acomodados e eu lá, girando a chave e torcendo para o carro pegar (o problema foi com a bateria do carro). Olho pela janela e vejo a mão, em sentido de "me dá o meu dinheiro", do tomador de conta de carros alheios! Eu abro o vidro e falo para o cara:
- Pôxa... meu carro estragou! Me dá uma ajudinha para tirar ele daqui e fazê-lo pegar no tranco??
Qual a reação do cara? Virou as costas como se eu não tivesse dito nada à ele! Filho da mãe!!!
As quatro moças e eu tivemos que fazer o "leve" sozinhos! O cara lá, encostado num outro carro, só olhando a gente! Foram uns 4 minutos de força, de "empurrância" morro acima, e o carro, finalmente, se encontrou numa pequena descida.
- Todo mundo para dentro....
... e nisso, chega o tomador de conta de carro com a mão em sentido de "me dá dinheiro novamente"! Gente... que autêntico filho da mãe esse tomador de conta de carro! Esse, para ser igual ou melhor (no sentido de coisa ruim), tinha que nascer de novo! Eu não o xinguei, não... só o olhei com aquela cara de "filho da mãe... você não me ajudou quando precisei de empurrar essa lata velha e agora você está aqui, querendo meu dinheiro? Por favor..."
Eu já passei muita, mas muita raiva com carro que estraga no meio do caminho, porém sempre consegui sair numa boa destes pequenos (porém, inevitáveis) contratempos!
Ôpa!! Um agradecimento ao Jornal do Blogueiro (em especial à Mariah, Coruja Sapiens, Bia e Lua) que incluiu a "nossa firma" no Destaque da Semana nesta segunda, dia 29 de marçol! Próximo passo, Bolsa de Valores de Nova York...
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1:53 PM
Segunda-feira, Março 29, 2004
Neste próximo final de semana, lá em casa, vai rolar um churrasco!.
Notícia boa ou ruim? Boa, porque vai rolar um "churrasco" (que é uma coisa boa por natureza) e ruim porque eu fui convocado a tomar conta da churrasqueira!
Sabe... fazer churrasco para poucas pessoas é uma coisa, fazer churrasco para muita gente já é outra completamente diferente: tem que ter uma técnica especial, tem que ter a malícia e a experiência que eu, confesso, não possuo ainda.
No último churrasco que rolou lá em casa contratamos um churrasqueiro profissional! É outra história: a carne saia a todo momento e ao ponto! Nada queimado, nada desperdiçado, tudo conforme o combinado. Neste dia havia lá em casa umas cinquenta pessoas... e todo mundo ficou bastante satisfeito!
Acredito que muitas pessoas que estão lendo este post já se aventuraram em tomar conta de uma churrasqueira! Eu já, é lógico! Sei que hoje me saio relativamente bem na arte de fazer um churrasco (para umas 15 pessoas), e como todo "projeto de aprendiz de churrasqueiro profissional", tenho histórias para relatar dos meus fiascos: um dia eu salguei demais a carne; houve outro dia que deixei a carne por muito tempo no fogo e ela virou um pedaço "imastigável", seco e sem sabor. Coisa de quem está aprendendo, entende?
Neste próximo sábado deve rolar também umas cinquenta (ou mais) pessoas! Estou até estudando como vou me proceder durante a festa!
E você? Tem alguma técnica especial para fazer churrasco? Se tiver aí o conhecimento, reparta comigo! Estou precisando!!
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1:51 PM
Sexta-feira, Março 26, 2004
"... poeira... levantou poeira..."
Não é propriamente da música da Ivete Sangalo (que por sinal tá na boca de todo mundo) que eu estou querendo falar, mas sim da construção da cozinha lá de casa (cozinha planejada, branquinha, bancada de granito preto, piso em porcelanato, tudo de acordo com projeto do arquiteto...)
... e a poeira tá que tá subindo. O pedreiro usou ontem aquela makita à seco para fazer o caminho da bancada na parede da cozinha. Resultado: poeira!
E ele ainda vai usar a mesma makita para recortar a cerâmica e o porcelanato! Mais poeira...
Só isso, acabou a poeira? Não acabou não: tem ainda a areia peneirada! Aquele finíssimo pó de areia que adentra o quarto até pelo buraco da fechadura!
Mas tá bom. A gente sobrevive... espirrando ou com o nariz escorrendo... mas a gente sobrevive.
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1:43 PM
Quinta-feira, Março 25, 2004
Ah... que saudade me deu hoje do Bairro Santa Tereza. Tanto que na hora do almoço, eu e meu amigo Vô fomos almoçar no Restaurante Bolão e comemos um spaguetti suculento!
E como mudou aquela praça!! A última vez que passei por lá foi em 2000. Foi isso mesmo, no ano que minha irmã se formou e a turma dela foi tomar "uma saideira" em algum lugar (e o lugar escolhido foi em Santa Tereza).
A praça ficou muito bonita, os espaços foram bem aproveitados, eliminaram uma rua paralela à Marmore e abriram um ótimo espaço central.
Santa Tereza. Eu ia muito lá no ano de 1992. Trabalhava numa imobiliária que tinha, na carta de imóveis, uma casa na Rua Mármore. Me instruiram a dizer aos pretensos e futuros locadores que a casa era assim: de esquina, 3 quartos, sala espaçosa, um quintal igualmente espaçoso e que seria alugada para fins comerciais. Um detalhe muito importante: para o bom funcionamento do imóvel, necessitaria de uma "pequena" reforma.
Bem... naquela primeira semana de trabalho eu já atendia ao telefone e "rezava o terço" direitinho quando o assunto era a tal casa da Mármore. Juro que até meio que fantasiava este imóvel, juro, e passava aos interessados exatamente o que me fora dito da tal casa com uma pitada "ínfima" da minha imaginação.
Até que um dia um casal se interessou realmente pelo imóvel! Passaram na imobiliária para me buscar e lá fomos conferir, in loco, a casa.
Cheguei ao lugar e não acreditei no que vi: uma casa velha, caindo aos pedaços, o forro do teto podre, telhas faltando (imagino que quando chovia, sinceramente, deveria ser melhor ficar no quintal, tomando chuva, do que na casa), a última pintura deveria ter sido feita no término da 2ª Guerra Mundial, o piso... nem me lembro se era tábua corrida ou de cimento! Acho que era um misto dos dois! O cupim comia um pedaço da tábua e se colocava cimento. O cupim comia mais da metade do piso da sala, mais e mais cimento!! Ah... era moradia de morcegos também!
Voltei ao portão e conferi o número da casa! Estava certo, lógico, senão a minha chave não abriria nunca o cadeado. Olhei, totalmente sem graça, a fisionomia do casal: estavam mudos, boca aberta, sem acreditar no que viam.
Entramos no carro e me levaram para a imobiliária. Todos calados. Eu mais calado do que nunca. Que vergonha!
Depois disso, quando ligavam para saber da tal casa da Rua Mármore, eu já alertava os pretensos locadores da real situação do imóvel. E olha que eu tinha um mês e meio de firma!
Estou me lembrando de uma boa: levei, certa vez, um cliente à um apartamento de luxo no bairro Serra e, quando voltei, o chefe (argh!) e dono da imobiliária, me pediu para acompanhar um outro casal numa visita a um dos imóveis da carteira que tínhamos. O chefe (argh!) me passou uma chave, abriu a porta do carro do casal, me colocou lá dentro e disse:
- Mostra lá para eles a casa da Rua Mármore!
Ah... nem precisa dizer a minha cara de "faz isso não!" naquela hora. E o casal, sorridente e feliz da vida, indo lá comigo "ver" a casa! Que horrível!
E começaram as perguntas:
- Você já foi lá nesta casa?
- Já sim senhora...
- E a casa é espaçosa como o seu chefe (argh!) disse para a gente?
- Olhe, senhor... a casa é bem velha, sabe...
- Velha como? É uma casa rústica?
- Não... velha mesmo!
- Uai... o seu chefe (argh!) me falou que com uma reforminha simples, dava para a gente morar lá...
- Mais ou menos, sabe! A casa precisa de uma reforma muito, mas muito bem reformada para se poder trabalhar lá! Sabia que o aluguel é comercial?
- Sabemos sim...
- O que dá para colocar lá, hoje, é uma oficina mecânica!
Eu fiz minha parte! Quando os dois bateram o olho na casa...
Este foi o último dia que eu fui lá na casa da Rua Mármore. E tive que voltar à pé, de Santa Tereza até no Sion. Somente uns míseros 8 quilômetros numa tarde de sol. Hehehe... o cara falou que tinha outro imóvel para visitar ainda naquele dia e que não tinha nada a ver com o caminho de volta à imobiliária. Sobrei igual azeitona na boca de banguelo.
Na outra semana arrumei outro emprego!
Ah, Rua Mármore...
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2:37 PM
Quarta-feira, Março 24, 2004
Hoje eu estou meio agarrado: tenho uma prova de Direito Constitucional à noite e tenho que rever toda a matéria!
O que estou estudando? O Poder Legislativo! Isso mesmo... estou a estudar o que nossos ilustríssimos Deputados Federais e Senadores podem fazer ou não, quais são as funções (típicas e atípicas) de sua alçada, elegibilidade, diplomação, mandato, renovação, as atribuições do Congresso Nacional (que podem ser isoladas, separadas ou conjuntas) e mais e mais artigos da nossa Constituição Federal que tratam do tema.
E como o assunto é Constitucional, segue abaixo um diálogo ouvido por um garçon, amigo de um conhecido de um primo de 4º grau do meu ex-cunhado, num restaurante em Brasília.
Era um papo bem descontraído entre três pequenos novos empresários na mesa do dito restaurante após o almoço:
- O que você está fazendo na vida, João? (João é um ex-executivo da Pirelli)
- Bem... eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli mas vai indo muito bem...
- E você, José? (José é um ex-gerente de vendas da Shell)
- Eu abri um posto de gasolina. Evidentemente, também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo...
- E você Antônio? (Antônio é um ex-alto funcionário do Congresso Nacional)
- Eu montei um puteiro.
- Um puteiro???
- Claro que não é aquela zona toda que é o Congresso Nacional, mas já vem dando algum lucro...
Assim fica difícil, não?
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9:21 AM
Terça-feira, Março 23, 2004
Ontem foi o dia mundial da água!
Que legal... o dia da água, aqui em Belo Horizonte, foi comemorado com muita água.
E choveu! E como choveu!!
E qual a explicação para o ocorrido? Ora... era dia da água, lógico! Todo mundo falando da nossa água, de como não desperdiçar o precioso líquido, em preservar as nascentes dos rios e não poluir o meio ambiente e São Pedro, muito feliz com nossos bons pensamentos e nossas ótimas atitudes, resolveu nos brindar com: água!
Mas acho que na hora de brindar, o copo do santo derramou! Ontem aqui estava parecendo o fim do mundo! O fim do mundo não, estávamos vendo, de camarote, um trailler do ocorrido com Noé há tempos imemoriais: dilúvio puro!
Li no jornal que o fenômeno de ontem foi orográfico [orografia: descrição das montanhas]. O que aconteceu foi um encontro de ventos frios que bateram na Serra do Curral, subiram, e se chocaram com uma massa de ar quente que se formou sobre a cidade durante o dia. É aquele negócio: faz um calor dos infernos o dia inteiro e, de tarde, na hora de largar o serviço, aquela chuva "básica" para avacalhar com tudo. Mas voltando ao assunto, o instituto que forneceu suporte ao texto escrito lembra que a umidade relativa do ar também ajudou a formação da chuva. Antes da chuva, BH tinha 72% de umidade relativa.
Que beleza! Estou aqui pensando quando vamos comemorar o dia da terra...
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9:27 AM
Quinta-feira, Março 18, 2004
Todos nós sabemos que a situação tá russa para todo mundo! É o desemprego, a violência, o sentimento de impunidade, todo tipo de agressões e imposições que recebemos diariamente, seja pela mídia, seja pela nossa polícia, seja pelo nosso governo, trabalho, escolas...
Está parecendo um discurso anárquico, que tudo mais não vai dar certo e que temos que meter o pé em nossas instituições e recomeçar tudo de novo?! Mas não é nada disso, não! É que acontecem situações de imposição de autoridade tão absurdas neste nosso mundo que eu fico revoltado!
Estava aqui lendo o Consultor Jurídico e me deparei com uma matéria que é o ápice da falta de consideração para com o trabalhador. É o ápice, no que se diz respeito, à falta de confiança, ao desdém com a honra e o brio do empregado.
O fato é o seguinte: uma distribuidora localizada na cidade de Contagem - Minas Gerais, fiscalizava alguns de seus funcionários (que trabalhavam diretamente com medicamentos) na saída do trabalho. Até aí tudo bem, se para isso fossem utilizados meios eficazes e não vexatórios para tal procedimento. Mas essa preocupação a empresa não tinha. Para fazer a "revista", os responsáveis pela segurança, atendendo logicamente às ordens superiores, colocavam seus companheiros como vieram ao mundo e davam a "geral".
Levada à justiça tal procedimento, o TST julgou e condenou a "empresa taradona" a pagar a cada um dos quatro funcionários (imagino que somente os quatro que resolveram colocar a boca no trombone por não se sujeitar mais a este abuso e também os quatro que não tiveram medo de perder o emprego) uma quantia de R$ 3.500,00 pelo constragimento.
Eu acho pouco a quantia paga, mas a 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho assim decidiu e assim será!
Bem que o saudoso Renato Russo nos alertou: "Que país é esse?"
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2:03 PM
Terça-feira, Março 16, 2004
Eu vou falar uma coisa com vocês: esse nosso Senador Antônio Carlos Magalhães deve ser um viciado em emoções fortes!
Sabe como é? Emoções que te fazem tremer por dentro, que mexem com os nervos, adrenalina pura. Não ficaria surpreso se ele praticasse um esporte muito perigoso, tipo rapel, ou saltasse de pára-quedas à "trocentos" metros de altura.
Eita homem que deve gostar de ação! Deve ser um viciado em filmes de luta, filmes de gangster, daqueles que tem muito sangue voando, muitas cabeças sendo separadas dos corpos, filmes de ficção científica com muito terror, tipo o ótimo Alien, o oitavo passageiro ou o Alien, o resgate. Sim... ele leva jeito de gostar de tudo quanto é tipo de filmes de ação.
Daria, quem sabe, um ótimo, um excelente médico legista! Daqueles que nunca na vida, nunquinha, nem em sonhos, tremeu em abrir um cadáver.
Esse ACM deve gostar mesmo de ver neguinho se estropiando! Sabe... agora mesmo um desempregado (um dos milhares do nosso país), num ato de desespero extremo, ameaçou se jogar das galerias para o plenário do Senado. O presidente da Casa, José Sarney, pediu então às senadoras Fátima Cleide e Ana Júlia, ambas do Partido Trabalhista, que tentassem acalmar o desempregado. No fim das contas, um segurança segurou o rapaz e a paz se reestabeleceu em Brasília.
Mas sabe o que nosso querido Senador baiano queria? Que se chamasse a segurança do Senado antes de tudo e que ilustríssimos Senadores não interferissem naquele assunto, mesmo com o risco do homem pular no Plenário. Ou seja, o problema não era "deles", dos eleitos do povo. O problema era do trabalhador que poderia se estropiar no chão do Plenário do Senado e dos seguranças!
Lamentável.
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6:34 PM
Segunda-feira, Março 15, 2004
Cientistas da NASA descobriram mais um planeta a girar em torno do nosso Sol: o Sedna!
Sabe a mísera distância que nos separa? Somente 13 bilhões de quilômetros. 13 bilhões! É metros que não acaba mais. Centímetros então...
Gente... é do caramba o que "nós" podemos fazer! Não existe fim para a curiosidade da raça humana. Podemos fazer tudo, podemos descobrir tudo, podemos e vamos fazer tudo para desvendar os segredos do universo, do genoma humano, do fim dos dinossauros, os segredos mais secretos da Laura da novela Celebridade, os segredos das contas dos nossos políticos nas Ilhas Virgens ou outro paraíso fiscal qualquer, o segredo por trás de quem matou o PC Farias, os segredos, todos e quaisquer segredos que nos rondam.
Mas também falta a gente descobrir mais sobre nós mesmos! De que vale saber se o tal do planeta Sedna fica tão longe se não sabemos o significado da palavra solidariedade! Significado de amor ao próximo! De que vale apontar o tal do Huble ou outro telescópio super potente qualquer para o Sedna e observá-lo se, num país miserável destes do berço da civilização humana, observamos ou sabemos que crianças morrem de fome! E morrem aos milhares! Para quê, afinal de contas, procuramos vida fora da Terra se não conseguimos achar a paz em nossos corações!
Será que se posicionarmos nossos pensamentos positivos, acharemos a paz em nós mesmos?
Ou será que a paz está em Sedna?
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8:23 PM
Hum hum!
Todo mundo utiliza essa interjeição para exprimir dúvida, desconfiança ou impaciência. É o famoso "hum hum" que usamos quando estamos com preguiça de responder uma pergunta ou quando respondemos uma pergunta a qual não estamos muito interessados em responder!! No fim das contas, deu no mesmo!!
Respondemos com o célebre "hum hum" e tudo volta à normalidade!! Fica tudo por isso mesmo! Se bem que logo depois dos "hum huns" devemos sempre nos certificar do que foi realmente perguntado, para não cair do cavalo!!
Eu utilizo o "hum hum" principalmente quando estou a ler uma revista ou assistindo a um filme e tem alguém conversando comigo! Conversando não, querendo conversar ...
Pôxa ... imagine você assistindo uma fita do "Senhor dos Anéis - O retorno do Rei", aquela aranha atrás do Frodo, corre corre dos infernos e alguém lá te perguntando qualquer coisa?? Dispare o "hum hum" no final das perguntas da pessoa junto com um "é", um "isso mesmo" ou reveze o "hum hum" com um "hum, é" ou somente um "hum" seco e pronto!! Nem carece despregar o olho da televisão ...
Sábado passado saímos para ir ao Jequitibar. O Katito e banda Nós de Minas (Katito, Anselmo, Mauro e o outro irmão que esqueci o nome) estavam tocando lá e resolvemos prestigiar nossos amigos! Eis que eles tocam um forró daqueles, desses que a gente fica sem saber se dança ou se presta atenção na letra!
Essa noite lá em casa
Madrugada o pau quebrou
Eu beijava a minha esposa
E o telefone tocou
Levantei pra atender
A mulher me acompanhou
Era uma ex-namorada
Com uma voz apaixonada
Desse jeito perguntou:
[voz feminina] - Tem alguém aí por perto?
A minha voz não saiu
[voz feminina] - Quer sair comigo agora?
Fiquei branco e suei frio
Quanto perguntou de novo
Disfarcei e ela sorriu
[voz feminina] - Fala comigo! Aquela vaca tá ai perto?
Hum hum!
[voz feminina] - Tá disfarçando, não tá podendo falar?
Hum hum!
[voz feminina] - Me liga.
Hum hum, hum hum, hum hum, minha mulher percebeu
Hum hum, hum hum, hum hum, foi aí que o pau comeu!
Eu chorei de rir! Que situação essa, meu irmão!! Que fria ...
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1:49 PM
Sexta-feira, Março 12, 2004
Primeiro, escutamos uma forte frenagem, daquelas em que os pneus quase fritam no asfalto. Logo depois um barulho ensurdecedor, um "crash" característico de uma batida de automóveis.
Estávamos no 3º andar, vidros fechados por causa do ar condicionado, e o barulho, o som de vidros se quebrando parecia que vinha da sala ao lado.
Todo mundo, sem exceção, correu para a janela para ver a batida: um caminhão desgovernado tombado no meio da rua, outros carros colididos, pessoas desesperadas correndo para ajudar aos motoristas, veículos parando, início de um congestionamento.
O que vi me tirou o fôlego! Uma cena que não vou me esquecer jamais! Nossa, que coisa mais triste, mais horrível de se ver! No chão, uma verdadeira tragédia no cruzamento ...
Saí de perto da janela sem pestanejar. Um colega, com estômago mais forte que o meu, conseguiu fotografar ... nem sei mais o que escrevo!
Se tiver estômago forte, veja a foto que ele tirou!
tragedia.jpg
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4:43 PM
A gente volta de férias e a rotina continua! A rotina do trabalho!
Depois de acordar a hora que quer, de almoçar a hora que bem entender, você volta a seguir os horários preestabelecidos! Almoço ao meio-dia. Levantar para pegar o serviço de manhã bem cedo ...
E assim vamos seguindo na rotina até que saiamos novamente para o merecido descanso anual...
Sabe o que poderíamos propor para nossos empregadores?? Um período de ambientação para o funcionário que volta de férias!
Seria mais ou menos assim: o funcionário, que cumpre 8 horas diárias, começaria a primeira semana de retorno ao serviço trabalhando somente 3 horas por dia. Sério mesmo!! Imagine um horário assim: o cara chega às 8:00, trabalha até às 12:00, volta do almoço às 14:00 e vai embora às 18:00! Na primeira semana ele chegaria ao serviço às 9:00 e iria embora ao meio dia! Iria para casa, descansar.
Já na segunda semana de trabalho, o funcionário teria uma jornada de 4 horas! Aí já começa a apertar um pouco: ele terá que chegar ao serviço às 8:00 e trabalharia até ao meio dia!
À partir daí seria uma livre negociação com o empregador. A terceira semana teria uma jornada de trabalho de 6 horas, onde o funcionário poderia sugerir que ele chegasse às 10:00, sairia às 12: 00 para o almoço, voltaria às 14:00 e sairia no horário normal, ou seja, às 18:00! Total: 6 horas trabalhadas.
Na quarta semana tudo voltaria à normalidade. Teríamos, como produto desta engenhosa idéia, o funcionário totalmente readaptado à rotina do trabalho. Seriam 3 semanas de readaptação à rotina do emprego, três semanas de satisfação do funcionário recém chegado de férias!
É uma utopia? Pode ser ... mas lembre-se que, se não houvesse um ideal praticamente inatingível a ser alcançado, o homem não caminharia e consequentemente não estaríamos neste estágio tão avançado em nossa sociedade!
Então porquê não tentar??
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2:08 PM
Quinta-feira, Março 11, 2004
Em Maceió não há tubarões.
Lá no litoral de Pernambuco tem! E como tem!!
Em Maceió comi pela primeira vez o delicioso sururu e a fantástica, magnânima e saborosa tapioca!! Que delícia, minha gente!! Que prato fantástico estes dois!! Sururu e tapioca com banana, queijo, açúcar e canela em pó!! É de engordar!!!
Tubarão e tapioca?? Tubarão e sururu?? Não tem nada à ver!!!
E as praias paradisíacas?? E as águas mornas da praia de Paripuêra?? E as dunas de Maragugi? A beleza da praia do Francês e a tranquilidade das praias de Pajussara e Ponta Verde!! Que que é isso ... é fantástico!!
Aquela água morna deve espantar os tubarões!! Só pode ser!! Se bem que eu não sei se em Recife as águas são tão mornas quanto as da praia de Paripuêra!! Repelente natural?? Sei lá ...
E as ondas?? Muito difícil se encontrar ondas nas praias (em algumas delas) de Maceió! Pelo menos nas que freqüentamos, as grandes ondas se chocam nos arrecifes (mais ou menos uns 15, 20 metros ou mais de distância das areias) e o resultado é uma leve, levíssima marola a nos incomodar nas areias da capital de Alagoas. Fantástico novamente!
Tubarões gostam de ondas. Pode ser isso o motivo do afastamento dos terríveis animais da costa alagoana! Pode ser ...
E ambulantes e cantores de repente?? Chegam a incomodar! Tinha um cara da barraca de côco que me ofereceu seu produto, sem brincadeira nenhuma, umas 15 vezes. Ou mais!!! Toda hora o cara chegava e perguntava se eu queria côco gelado! Eu levantava para ir ao mar e o cara falava: "vai um côco aí, dotô??" Eu chegava para sentar na cadeira e o cara, de novo: "um côco geladinho, patrão??" E foi assim a manhã e a tarde toda ...
E os repentistas?? Pelamordedeus ... nada contra, em hipótese alguma! Sou a favor de toda e qualquer arte popular, mas fazer repente para pedir dinheiro (exageradamente) é o fim!
- Vocês são de onde??
- De Minas Gerais ...
- [cantando] O mineiro é valente, o mineiro é bem trajado, tomando uma cervejinha, não vai ficar aperreaaaaaado ...
- [cantando] Eu tô vendo que o dotô, ele é muito apessoado, se cair nesse marzão, vai ficar todo molhaaaaaaado ...
- [cantando] Ele vem é lá de Minas, ele deve tá é bem feliz, porque o time dele ganhou o campeonato brasileiro e ...
- Peralá! Eu sou Atleticano, xará!!
- [cantando] O Cruzeiro se ferrou, levou 5 bem no lombo, enquanto o Galo tá dominando, o campeonato lá de Miiiiinas!!
- [cantando] E pra eu ficar bem feliz, vou pedir para o dotô, uma nota de dez (R$ 10,00) para eu ficar mais feliz aiiiiiiinda!!!
- [cantando] Uma nota para nós, é um agrado do dotô, cinco para mim e cinco para eeeeele, e nós vamos embora agradeciiiiiiidos!!
É mais ou menos nesse nível! Lógico que eu não vou me lembrar como eles cantaram, mas fica a idéia lançada!
Tubarões gostam de repentistas?? E ambulantes?? Será que é esse o motivo da ausência dos tubarões nas praias de Alagoas? Acho que não! Ambulantes e repentistas estão em todo o nordeste e norte! Deve ter algum outro motivo!
Já sei! O motivo dos tubarões não habitarem o litoral de Alagoas é por causa da TERRITORIALIDADE! Um tubarão respeita o local demarcado das outras famílias de tubarões no que diz respeito ao espaço necessário para conseguir o sustento da espécie. É isso!!
Temos em Alagoas duas famílias de tubarões: Collor e Farias! Nenhum outro tubarão ousaria colocar suas barbatanas onde estas duas famílias comem! Jamais!!
É ... em Alagoas temos tubarões! E eles morderam ... e mordem com força!
posted by : o Administrador desta empresa, uai!!!
11:47 AM
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